segunda-feira, 20 de maio de 2019

PF limita uso de poliuretano em cofres de carros de TV e base


Portaria publicada pela Polícia Federal no último dia 08 de março deu um importante passo para a saúde e segurança dos vigilantes. O Delegado Chefe da CGCSP publicou a Portaria 34.383, de 25/02/2019, que “estabelece normas e procedimentos para utilização de elemento adicional de segurança (injetor de poliuretano) no interior de veículos especiais e bases das empresas de transporte de valores”.
A portaria regula, assim, a utilização de poliuretano nos veículos de transporte de valores e bases das empresas. O produto é altamente inflamável e agressivo à saúde dos trabalhadores.
A portaria, no entanto, carece de fixação quanto à obrigação da empresa de fornecer os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) para os trabalhadores que acessam os cofres, tanto nas bases, quanto nos carros fortes.
O uso é facultativo a cada empresa de transporte de valores. No interior dos veículos de transporte de valores é limitada aos cofres, sem acesso ou contato com a cabine do veículo ou com a guarnição dos vigilantes.
Já nas bases das empresas, a utilização somente poderá ocorrer no interior dos cofres destinados a guarda de numerário.
Caso a empresa utilize o material, ela fica responsável pela elaboração do plano de evacuação, o qual deverá ser aprovado pela Polícia Federal (DELESP ou CV).
Nos cofres onde for utilizado o poliuretano, é vedado a contagem de dinheiro. O ingresso dos profissionais é permitido apenas para guarda ou retirada de malotes.
A edição da portaria significa um avanço para a categoria. O combate ao uso do produto químico é uma luta antiga da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) em parcerias com seus sindicatos.
Várias denúncias foram feitas desde 2017 sobre os riscos com a utilização do material expondo a saúde e a segurança dos vigilantes sem qualquer proteção dos empregados.
Há registros de acionamentos acidentais que levaram, inclusive à morte, uma trabalhadora de São Paulo resultante do contato com o produto.
Nunca é tarde para lembrar das vítimas da boate Kiss, em Santa Maria/RS, que morreram após a casa de festas pegar fogo e as chamas se alastrarem rapidamente por conta da utilização do poliuretano no revestimento das paredes, além do recente caso do CT do Flamengo que vitimou 10 jovens jogadores.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Vigilantes apresentam emenda para manter aposentadoria especial

Uma emenda à PEC 06/2019, que trata da reforma da Previdência, garantindo a aposentadoria especial dos vigilantes, foi elaborada por representantes da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e diversos sindicatos, e está sendo entregue aos deputados federais, em Brasília, por lideranças da categoria. 
A emenda precisa da assinatura de pelo menos 171 parlamentares para ser acatada na Comissão Especial que examina a proposta do governo Bolsonaro que pode acabar com o direito dos vigilantes.
Na última semana, aconteceram dois encontros em Brasília, promovidos pela CNTV e pelo deputado distrital Chico Vigilante para discussão da reforma e elaboração da emenda. 
Na proposta apresentada pelo governo Federal, os vigilantes perdem sua aposentadoria especial e serão enquadrados nas mesmas condições dos demais trabalhadores. 
Isso obrigaria os vigilantes a trabalhar até os 65 anos (homem) ou 62 (mulheres), tendo de contribuir por 40 anos ou mais para se aposentar e receber o valor integral do benefício.
A emenda que está sendo levada aos deputados propõe que a aposentadoria especial seja destinada aos trabalhadores e às trabalhadoras expostos a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos prejudiciais à saúde, ou associação desses agentes, ou ocupação e também ao enquadramento por periculosidade. Isso manteria os vigilantes entre os casos de aposentadoria especial.
O deputado Chico Vigilante e outros representantes da categoria buscaram o apoio do deputado Wellington Roberto (PR-PB), um dos líderes do Centrão, bloco de parlamentares com grande força na casa.
A participação de toda categoria pressionando os parlamentares de sua região é importante para a inclusão da emenda na reforma e garantir a permanência da aposentadoria especial para os vigilantes. 
É bom lembrar aos parlamentares que é impossível um vigilante completar 25 anos de contribuição e no exercício de uma atividade que é de alta periculosidade, aos 50 anos, por exemplo. Além de ter de trabalhar mais 15 anos para chegar aos 65 anos exigidos na proposta da PEC 06/2019 como quer Bolsonaro. 
Como esse trabalhador sobreviverá nessa atividade de elevado risco? Possivelmente não conseguirá se manter na profissão, inviabilizando sua aposentadoria.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Falta de vigilante 24 horas nos bancos impede até trabalho da polícia após tentativa de assalto

A ousadia da bandidagem está cada vez mais evidente. No último fim de semana, a Caixa Econômica do centro de Petrópolis, sofreu uma tentativa de arrombamento. 

A investida foi feita pelo estacionamento da Rua Paulo Barbosa. Eles conseguiram cerrar uma das grades da janela que dá acesso à área do cofre. O alarme da agência foi disparado e os assaltantes acabaram fugindo sem levar nada.

A polícia foi acionada, mas não conseguiram acessar o local por não haver vigilante noturno para fazer a abertura da unidade. 

Apenas após a tentativa de assalto, a direção da Caixa resolver colocar um vigilante noturno para "quebrar o galho". O Sindicato quer saber é até quando a medida paliativa vai durar, já que vem cobrando dos bancos a permanência do vigilante 24 horas nas agências desde que entrou em vigor a lei municipal em Petrópolis.

Foto: Diário de Petrópolis

terça-feira, 7 de maio de 2019

Reforma da Previdência começa a ser debatida na Comissão Especial da Câmara


A reforma da Previdência 2019 volta a tramitar na Câmara dos Deputados esta semana. Nesta terça-feira (7), a Comissão Especial da Câmara que vai analisar o mérito da Proposta de Emenda à Constituição 6/2019, a PEC da Previdência fará a primeira reunião, a partir das 14h30. Estão previstas 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater a tentativa de "reforma" da Previdência do governo Jair Bolsonaro.
O presidente da comissão, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), afirma trabalhar para aprovar o texto da reforma na comissão e entregar análise ao plenário da Câmara até julho, onde são necessários 308 votos (três quintos dos 513 votos) para a aprovação da medida, por se tratar de uma alteração da Constituição.
A proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro quer trazer para o Brasil um sistema que levou os aposentados à falência em muitos países: a capitalização.
O regime, implantado no Chile em 1981, determina que cada trabalhador seja responsável por fazer a própria poupança, depositada em uma conta individual, que servirá como aposentadoria no futuro. Não há contribuições por parte dos empregadores nem do Estado. O sistema financeiro administra essas contas e está de olho nos lucros que podem advir dessa capitalização.
Se o trabalhador não tiver como poupar, mesmo que por um período, será cada vez mais difícil aposentar.
Reportagem da CUT informa que os trabalhadores chilenos são obrigados a depositar ao menos 10% do salário por no mínimo 20 anos para se aposentar. “Após 37 anos da implantação do modelo de capitalização, apenas metade dos trabalhadores e trabalhadoras chilenos conseguiram se aposentar. E como a maioria ganhava salários baixos e ficou grandes períodos desempregada ou não conseguiu fazer uma poupança com recursos suficientes, aproximadamente 91% dos aposentados recebem benefícios de cerca de meio salário mínimo do país”.
Crueldade
O texto da reforma da Previdência prevê o corte de 50% no valor da pensão por morte de cônjuges e órfãos. Além disso, o governo Jair Bolsonaro quer impedir que o viúvo ou a viúva receba aposentadoria e pensão. Em alguns casos, o valor do segundo benefício poderá ficar abaixo de um salário mínimo.
Idosos carentes terão de completar 70 anos para receber o Benefício de Prestação Continuada (BPC) no valor de um salário mínimo. Atualmente recebem a partir dos 65 anos. A PEC da Previdência reduz o valor para R$ 400 pagos a partir dos 60 anos de idade. Pessoas com deficiência continuariam com os valores da regra atual, mas teriam a aposentadoria dificultada.
Apesar da dupla e até tripla jornada, as mulheres também perdem o direito à aposentadoria por tempo de contribuição e terão de trabalhar no mínimo até os 62 anos de idade e 20 anos de contribuição. Se quiser o valor do benefício de aposentadoria integral, serão pelo menos 40 anos de contribuição.
Os negros, que em média vivem menos que os brancos, começam a trabalhar mais cedo e são muitas vezes forçados à informalidade, serão duplamente prejudicados pela proposta de reforma de Bolsonaro.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

Sindicato tem nova diretoria

No último dia 26 de abril, os  vigilantes de Petrópolis e região elegeram a nova direção do Sindicato para uma gestão de mais quatro anos (2019/2023). A frente da presidência, permanece Adriano Linhares, escolhido pela categoria coroando a gestão à frente da entidade nos últimos anos.

O trabalho de combate a empresas ruins e descumpridoras da convenção coletiva na região é a marca da direção do sindicato. E também o que promete a nova gestão de Linhares que garante que a combatividade e a fiscalização no cumprimento das leis será ainda mais frequente nos próximos anos.

A posse deverá acontecer no dia 01 de junho.

A nova direção tem a seguinte composição.


CARGOS
NOME DOS CANDIDATOS
EMPRESA

Presidente
ADRIANO LINHARES DA SILVA
1
INVERNADA


Vice Presidente
ALESSANDRA MARCELO CORDEIRO
2
GP DE SÃO PAULO

Secretário Geral
ALEXANDRE MOREIRA SOARES
3
GOCIL

Secretario Finanças
NILSON DE ARAUJO JUNIOR
4
JUIZ DE FORA

Diretor Coord. Base
JOÃO CARLOS MARINHO
5
JUIZ DE FORA

Diretor Executivo
LUIZ CLAUDIO CALSAVARA
6
PROTEGE

Dir. Esporte e Lazer
ESTHON CHARLES BEZERRA
7
PROTEGE

Dir. Social Pts
LEONARDO JULIO
8
MAX SEG.MAXIMA

Dir. Social T.R.
ALMIR MARTINS DA SILVA
9
ANGEL´S

Dir. Social Ter.
MARCO LUIZ DOS SANTOS
10
GRUPO PRO-SEG

Suplente de Diretoria
JOÃO ANTONIO DA ROCHA
11
GRABER GPS

Suplente de Diretoria
ROMULO JOSE DO AMARAL
12
SEGURIDADE

Suplente de Diretoria
ALAN CARLOS GONÇALVES
13
SUNSET

Suplente de Diretoria
ANDRÉ LUIS ROSA CHRISOSTOMO
14
SEGURPRO

Suplente de Diretoria
LUZANIR SILVA DOS ANJOS
15
SEGIL

Suplente de Diretoria
RICARDO ALEXANDRE DE SOUZA
16
FENIXX

Conselho Fiscal
LUIS MARCOS DOS SANTOS
17
ANGEL´S

Conselho Fiscal
AGUINALDO ALMEIDA DA SILVA
18
TRANSEGUR

Conselho Fiscal
WELLINGTON BRANCO SOARES
19
HERCULES

Conselho Fiscal
MARCOS LUCIANO CORREA
20
VIGBAN

Conselho Fiscal
DAMIÃO DO NASCIMENTO RODRIGUES
21
SEGURIDADE

Supl. Cons. Fiscal
PAULO ROBERTO DOS SANTOS
22
JUIZ DE FORA

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Vigilantes da CNTV vão ao Senador para lutar contra o fim da aposentadoria especial

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) criticou duramente as mudanças nas regras das aposentadorias especiais, previstas na reforma da Previdência Social em análise no Congresso, durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), nesta segunda-feira (22), no Senado Federal. O ciclo de debates sobre a PEC 6/2019 atendeu a requerimento do presidente do colegiado, senador Paulo Paim (PT-RS). 

O presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes e Prestadores de Serviços - CNTV, José Boaventura Santos, ressaltou que os vigilantes são “ficha limpa” e estão presentes em todos os setores da sociedade, prestando apoio às ações de segurança pública. 

Boaventura informou ainda que todos os 2,5 milhões de profissionais são registrados junto à Polícia Federal e passam por testes de idoneidade a cada dois anos. Para ele, as limitações de idade impostas ao exercício da profissão justificam a necessidade de manutenção da aposentadoria especial da categoria. 

"Após completarem 40 anos, as portas do mercado de trabalho se fecham para esses profissionais, que já não têm tantas condições  de correr ou permanecer de pé por mais de 12 horas, como a carreira exige. Não vale a pena o governo justificar economia retirando direitos dos trabalhadores", disse. 

O deputado distrital, Chico Vigilante (PT/DF), e diretor da CNTV, defendeu os vigilantes e sua aposentadoria especial, por entender se tratar de “uma profissão de risco” e solitária. O parlamentar citou ainda os professores e declarou que a proposta do governo trata esses trabalhadores como se fossem “invisíveis”. 

"Eu acho uma das maiores maldades quererem acabar com a aposentadoria especial, e não podemos aceitar. Não é correto, não é justo, porque governos passam e nem se preocupam em conhecer essas realidades a fundo", ponderou. 

Presidente da Associação Nacional dos Agentes de Segurança do Poder Judiciário da União, Roniel Andrade apontou que os agentes de segurança têm peculiaridades como a insegurança no exercício da atividade e, por isso, a contagem do tempo diferenciada é necessária. Roniel garantiu que isso não significa vaidade ou vontade de trabalhar menos dessas pessoas. 

"É um trabalho árduo. Não dá para se pensar num agente de segurança proativo e bem treinado, quando a limitação do tempo é inevitável. O tempo é implacável e traz limitações impostas pela própria natureza humana", completou.

Governo 

O assessor da Secretaria de Previdência do Ministério da Economia, Alessandro Roosevelt Silva Ribeiro, explicou que a PEC 6/2019 não extingue, mas diferencia os conceitos sobre o direito à aposentadoria especial, no tocante a riscos físicos, químicos ou biológicos que podem prejudicar a saúde do trabalhador. 

De acordo com Roosevelt, não é a atividade que caracteriza aposentadoria especial, mas os perigos da exposição aos agentes nocivos dessa função. É o caso, segundo ele, de quem trabalha sob radioatividade. 

"Nós temos que separar esses conceitos e, a partir daí, começar a entender o que é preciso aperfeiçoar no aspecto trabalhista, laboral. Não adianta a gente pensar em justificar aposentadoria especial por condições ruins de trabalho. Precisamos é melhorar as condições de trabalho", afirmou. 

Roosevelt disse que a PEC 6/2019 não foi apresentada na base do “achismo”. Ele declarou que o governo sempre teve consciência de que a medida geraria debates e afirmou que a discussão no Congresso tem ajudado a desenhar “um modelo ideal de Previdência”.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Febraban se nega a cumprir lei do vigilante 24h nas agências bancárias de Petrópolis


Diretores do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região participaram de um encontro para discutir a aplicação da lei municipal 7.640/2018 que obriga a presença de vigilante armado 24h nas agências bancárias de Petrópolis.


Participaram da reunião, o presidente do Sindicato, Adriano Linhares, o coordenador do Procon, Bernardo Sabrá, Valter Faria, Diretor Adjunto de Operações e outros representantes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e o vereador e autor da lei, Justino do raio X.


Os bancos alegaram que não tem como cumprir a legislação e afirmaram que irão apresentar um projeto em nível nacional como substituto às leis municipais de vigilantes 24h nos bancos para aumentar a segurança no interior das agências após o fechamento das unidades.


Segundo a Febraban, os vigilantes deveriam ficar no hall das agências expostos a todos os riscos. No entanto, a lei municipal assegura que o vigilante fique num local seguro, com fácil comunicação às autoridades policiais.


“A Febraban não está nem um pouco preocupada com a segurança do cliente usuário. Eles olham para o vigilante apenas como custo. Os bancos adoram fazer campanhas sobre combate à corrupção e cumprimento de lei, mas são os primeiros a descumprirem as leis. Desrespeitam totalmente as leis municipais”, afirma o presidente do Sindicato, Adriano Linhares.


A intenção do sindicato a apresentar a proposta de lei foi aumentar a oferta de segurança aos clientes durante a movimentação financeira nos caixas eletrônicos. A direção da entidade acredita até mesmo que o manter o vigilante no período de 06h às 22h todos os dias já aumentaria a segurança dos usuários.


“As alegações da Febraban não são compatíveis com a realidade. A proposta de aumentar os equipamentos eletrônicos nas agências só remete à segurança sobre o patrimônio, deixando de lado a segurança dos clientes em horários de funcionamentos do hall de caixas eletrônicos, inclusive nos finais de semana”, contesta Linhares.


A Secretária Geral "ah doc" do Sindicato, reforça o caráter preventivo da lei. "A Lei Municipal contribui diretamente com a segurança pública, formando uma parceria entre o público e privado, com os vigilantes atuando de forma preventiva e evitando possíveis ações de criminalidade nos caixas eletrônicos", disse Alessandra Cordeiro. 


“Não chegamos a um consenso nessa e vamos cobrar do Procon a efetivação das penalidades previstas no código de posturas da cidade. Por sugestão do Procon  vamos pedir uma nova reunião, desta vez com a presença do Ministério Público do Trabalho (MPT)”, completa Linhares.


Participou ainda da reunião, o Sr. Avelino, do setor de segurança do Bradesco.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

Empresas tentam se apropriar de dinheiro dos trabalhadores

As notícias veiculadas nos grandes veículos de comunicação nos últimos dois dias desmascararam algumas empresas que atual na base do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis sobre as contribuições sindicais. 

A empresa GPS/Graber chegou a emitir um comunicado aos vigilantes afirmando que vai cancelar os descontos da mensalidades dos associados ao Sindicato alegando a publicação da Medida Provisória 873/2019.

Acontece que decisões liminares já derrubaram o efeito da medida. Além disso, uma reunião entre as centrais sindicais e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ficou acertado mudanças no texto da medida provisória. As modificações serão apresentadas até o dia 16 de abril. Na verdade, o texto atual obriga o desconto por meio de boleto, e não por desconto em folha. 

O próprio Supremo Tribunal Federal (STF) ignorou a medida emitida pelo governo Bolsonaro e recomendou ao seu departamento de gestão pessoal a fazer os descontos de seus funcionários normalmente.

De acordo com o presidente do Sindicato, Adriano Linhares, caso as empresas mantenham esta atitude, o departamento jurídico da entidade vai acionar as empresas e seus clientes na Justiça do Trabalho. Entre os clientes apenas da empresa Graber estão a GE Celma, Avio do Brasil, entre outras em Petrópolis e região.




segunda-feira, 25 de março de 2019

Nova tabela salarial 2019/2020

Após várias rodadas de negociações, a Convenção Coletiva dos Vigilantes 2019/2020 foi assinada. 

Confira a tabela salarial completa.



segunda-feira, 18 de março de 2019

Site explica tudo sobre a reforma da previdência e os impactos na vida dos trabalhadores

Tudo o que os brasileiros precisam saber sobre a “reforma” da Previdência 2019 num único site. A Rede Brasil Atual lançou uma página na internet chamada Minha Aposentadoria (http://minhaaposentadoria.net.br/), totalmente voltada para a defesa do direito dos trabalhadores à aposentadoria. 

A página explica os detalhes das regras que constam da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/2019, levada por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional em 20 de fevereiro, com interesse de que seja aprovada ainda no primeiro semestre. 

O que a “reforma” põe a perder? O que é verdade e o que não é sobre o que dizem da situação da Previdência? Quem vai pagar a conta do R$ 1 trilhão que o governo diz querer economizar com essa PEC? Por que essa ideia de reforma põe em risco não apenas as futuras aposentadoria, mas também a situação de que já está aposentado? O que precisa mudar, de fato, na estrutura da Previdência, para que ela seja efetivamente sustentável, para as atuais e futuras gerações? 

Essas e muitas outras questões terão respostas no site e serão temas de reportagens produzidas pelas equipes da RBA, da Rádio Brasil Atual e da TVT. 

Uma seção vai permitir a interação com os internautas, que poderão enviar perguntas para serem analisadas e respondidas por especialistas. 

“Nesse site, você vai descobrir que além da aposentadoria, de que tanto se fala quando ao assunto é a reforma da Previdência, outros direitos correm risco, como os benefícios pagos aos trabalhadores afastados por doença, às gestantes, aos idosos carentes e às pessoas com deficiência, aos trabalhadores rurais”, informa o texto de apresentação.

O site terá ainda uma “calculadora” produzida pelo Dieese, por meio da qual os usuários poderão comparar quanto tempo levariam para se aposentar com as regras atuais e como ficará se a proposta de Bolsonaro for aprovada.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Proposta de reforma da Previdência fuzila aposentadoria especial dos vigilantes

Não há dúvida que a tão falada reforma da previdência – enviada pelo presidente Jair Bolsonaro à Câmara dos deputados recentemente – irá mexer com o Brasil e alterar o futuro da classe trabalhadora. Mas o que muita gente não sabe é de que maneira ela irá impactar na vida dos vigilantes.
De acordo com o advogado especialista em direito previdenciário, André Luiz Domingues Torres, sócio de Crivelli Advogados Associados, essa proposta de reforma é tão nefasta que os trabalhadores da segurança privada perderão a aposentadoria especial caso ela seja aprovada.
Segundo o advogado, hoje há três classificações de risco às quais os trabalhadores podem estar enquadrados: o risco químico, o biológico e físico. E os vigilantes estão classificados na categoria de risco físico por conta das constantes ameaças à sua integridade. 
Por conta disso são considerados segurados especiais e com 25 anos de trabalhos ininterruptos já podem se aposentar. “Mas isso vai mudar se a reforma for aprovada, alerta.
“Hoje se o vigilante começa na profissão aos 21 anos, com 46 anos já pode requerer a aposentadoria especial”, conta. “Isso porque, a cada 1 ano trabalhado, são acrescentados mais 4 meses. Se trabalha 10 anos são acrescentados mais 4 anos e assim por diante”, explica. “Se a reforma da Previdência for aprovada o vigilante entrará na regra geral – aquela que vale para toda a população – e para se aposentar terá que ter pelo menos 65 anos de idade e a vigilante, 62, tudo isso com ao menos 30 anos de contribuição para ambos”, lamenta.
André Luiz alerta que a profissão oferece muito risco, mas mesmo assim é provável que os vigilantes tenham muita dificuldade para se aposentar. “Mesmo assim, se conseguirem, provavelmente as pensões não chegarão a um salário mínimo”, finaliza.

Reforma é agressiva e desumana para os vigilantes, diz advogado

O advogado André Luiz Domingues Torres diz que ficou chocado quando se debruçou sobre a reforma para analisar a situação dos vigilantes. “Essa reforma da previdência é muito agressiva para os profissionais da segurança privada. Chega a ser desumana. A situação é desesperadora”, conta.
“Naturalmente os vigilantes continuarão expostos aos riscos existentes na profissão, mas agora sem a proteção da aposentadoria especial”, lembra o especialista. Ele afirma que, sem perceber, os profissionais da segurança privada estão perdendo um direito que parecia irrevogável. “É muito comum os trabalhadores acharem que alguns direitos são vitalícios, que não precisam se preocupar. Com o tempo vai ficando claro que basta uma crise para que não reste pedra sobre pedra”, diz.

Conversão do tempo de serviço também deixará de existir
A conversão do tempo de serviço, muita utilizada pelos vigilantes que deixaram a profissão, também acaba. Antes o profissional que trabalhava um período como vigilante e depois mudava de segmento podia usar esse tempo diferenciado na segurança privada para facilitar a obtenção da aposentaria. Hoje não mais. “Esse tempo especial não existe mais. Agora só vale o tempo trabalhado, sem o adicional”, explica o advogado Andre Luiz Domingues Torres.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Empresa GP persegue dirigente sindical feminina em Petrópolis/RJ



Em pleno Dia da Mulher, o Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região apresenta um verdadeiro descaso da empresa GP – Guarda Patrimonial São Paulo com uma vigilante. Trata-se de prática antissindical e perseguição à dirigente do Sindicato.

A GP tentou demitir a vigilante Alessandra Marcela Cordeiro em 16 de novembro de 2018 por pura perseguição ao mandato de dirigente. Na demissão, a empresa não apresentou justificativa legal para o desligamento.


A demissão de dirigente sindical no exercício do mandato é ilegal, desde que não há justa causa plausível. Portanto, a vigilante teve que recorrer à Justiça do Trabalho para garantir o emprego.

Ao ser acionada na justiça, a GP alegou que a demissão da diretora do Sindicato teria sido um equívoco do departamento pessoal da empresa e que não o ocorrido não ocasionaria nenhum prejuízo financeiro.

No entanto, a empresa não vinha recolhendo os depósito de FGTS da trabalhadora. A GP foi condenada pela justiça a colocar em dias o FGTS acrescidos de juros e multas.

“Esse tipo de prática da GP é uma forma de intimidar o trabalho da nossa diretoria. Denunciamos a empresa em várias circunstâncias por descumprimento da Convenção Coletiva. Foi só a nossa diretora ser liberada para desempenhar a função de dirigente sindical à disposição dos trabalhadores que se iniciou a perseguição. Provamos na justiça os erros da GP. Esse foi o melhor presente para o Dia da Mulher, em que uma vigilante/guardete provou aos perseguidores de que a justiça ainda vale nesse país”, desabafa Adriano Linhares, presidente do Sindicato, afirmando que a diretoria do Sindicato não vai se intimidar diante das perseguições dos empresários.


A GP ainda está exigindo a volta da diretora à sua função na empresa. Apesar da decisão favorável da justiça, a GP quer extinguir a liberação da dirigente sindical exigindo que ela se apresente na empresa conforme carta enviada ao Sindicato e recebida neste 08 de março.