quinta-feira, 30 de julho de 2015

Sindicato garante reintegração de vigilante demitido

A 2ª Vara do Trabalho de Petrópolis concedeu liminar em favor do Sindicato garantindo a reintegração de um associado ao quadro de funcionários da empresa TRANSEGUR. A ação de reintegração foi movida pelo departamento jurídico do Sindicato.

O vigilante havia sido demitido de forma irregular sem realizar exame demissional e sem cumprir o aviso prévio. O Sindicato recusou a fazer a homologação do trabalhador e questionou a demissão. O vigilante havia sido afastado do trabalho por questões de saúde.

“Essa é uma importante vitória para o nosso departamento jurídico. Trabalhamos com muita seriedade para garantir os direitos dos trabalhadores. Buscamos dar um retorno aos nossos associados com serviços de qualidade e resultados positivos. Nossa direção agradece e parabeniza o departamento jurídico da nossa entidade”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região.

Imprensa SindVig Petrópolis


quarta-feira, 22 de julho de 2015

Equipamentos de segurança irregulares ameaçam a vida de vigilantes

De acordo com o Decreto 89.056/1983, que regulamenta a Lei 7.102/1983 referente aos serviços de vigilância e de transporte de valores, todo o profissional da área de segurança, durante o exercício de sua atividade, deve estar obrigatoriamente uniformizado e munido de equipamentos de segurança com plenas condições de uso a fim de impedir ou inibir uma possível ação criminosa.

Ainda segundo a Portaria nº 191/2006, do Ministério do Trabalho, o vigilante precisa utilizar, obrigatoriamente, o colete balístico, como Equipamento de Proteção Individual (EPI).

Contrariando todas estas determinações legais, uma reportagem do programa Fantástico, da Rede Globo, denunciou fabricação e venda de materiais de segurança irregulares para profissionais de segurança em várias cidades do país. Conforme a reportagem, oficiais do Exército Brasileiro receberam propina para comercializar produtos da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) incapazes de garantir a proteção que deveriam ao trabalhador.

Com isso, devido à falta de condições de trabalho seguras, no início de maio, um policial rodoviário federal morreu na cidade de Ouro Branco, localizada no sertão de Alagoas. No dia, o policial usava um colete à prova de balas da CBC, que deveria combater um tiro de arma de calibre 44, morreu imediatamente após ser atingido por três tiros, de uma arma de calibre inferior (38) por um criminoso.

“A partir desta ocorrência, fica evidente o cenário de perigo e de insegurança que todos os vigilantes do Brasil estão submetidos. A Confederação Nacional dos Vigilantes está notificando as possíveis irregularidades, junto ao Ministério Público e Ministério da Justiça, para tomar as devidas providências a fim de averiguar a qualidade dos coletes e evitar novos acidentes fatais na segurança privada”, ressalta o presidente dos Vigilantes de Barueri e diretor da CNTV, Amaro Pereira.

Após esta denúncia, desde o início deste mês, corporações de polícia vêm enviando amostras de coletes comprados da CBC para testes com o intuito de identificar falhas e comprovar a real eficácia dos materiais, antes de os fornecerem aos profissionais.

“É importante que empresas de vigilância privada, que tenham adquirido os coletes desta mesma Companhia, também façam as averiguações técnicas necessárias em respeito à segurança dos vigilantes”, pontua Amaro Pereira. 

Fonte: CNTV e Sindicato dos Vigilantes de Barueri/SP

terça-feira, 14 de julho de 2015

Vigilantes debatem conjuntura nacional e econômica durante reunião em Brasília

Diretores da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) participaram de uma avaliação de conjuntura nacional e econômica, além de avaliações do Estatuto de Segurança Privada e da Campanha pelo Piso Nacional de R$ 3 mil. Reunidos em Brasília na quinta e sexta-feira (9 e 10), os dirigentes sindicais contaram também com a participação do ex-presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro; exsecretário de imprensa da ContrafCUT e ex-coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Widerkehr; do supervisor do Dieese/DF, Max Leno; e do coordenador da Federação Única dos Petroleiros (FUP), José Maria Rangel.

O presidente da CNTV, José Boaventura, convidou os presentes a uma avaliação sobre os desafios do movimento dos trabalhadores para continuar avançando nas conquistas, além de destacar a importância dos debates.

“No momento em que nos propomos a refletir sobre a conjuntura, entender o que está acontecendo no Brasil e no mundo, bem como os sinais da economia, as movimentações no Congresso Nacional, no Judiciário, na política como um todo, buscamos nos qualificar para defender melhor os trabalhadores e buscar alternativas do interesse deles. Essas oportunidades são sempre muito preciosas, pois no momento em que juntamos pessoas diferentes, de categorias diferentes, tendemos a enriquecer o debate ainda mais”.

Diretor da CNTV e deputado distrital, Chico Vigilante chamou o grupo para fazer uma reflexão sobre o atual momento em que o Brasil está vivendo tanto no campo da política quanto da economia, mas, sobretudo, sobre a reforma previdenciária. “Do jeito que está indo, neste mesmo ritmo que se encontra, nos próximos anos, teremos mais gente recebendo da previdência do que pessoas contribuindo, e aí não tem sistema que aguente essa lógica”, ressaltou Chico. “O mais grave de tudo isso é que o Congresso não tem estatura para discutir esse momento político e econômico que o País está vivendo hoje”, pontuou.
Diretor do Sindicato dos Bancários de São Paulo e ex-presidente da Contraf-CUT, Carlos Cordeiro destacou a importância que o movimento sindical tem para a classe trabalhadora, principalmente diante desse momento de crise que o Brasil está passando. “Temos que continuar sendo a referência para a classe trabalhadora. Não podemos perder essa luta, que é a luta histórica entre o capital e trabalhador. Infelizmente, neste momento, o capital está vencendo”, colocou.

O supervisor do Dieese/DF, Max Leno, abriu a manhã de palestra fazendo uma análise da conjuntura do país. Ele apresentou uma série de estudos sobre a situação econômica do país, que, para ele, seria o principal motivo para que, a partir de agora, “as negociações salariais estarão vinculadas ao desempenho de cada um dos setores, pois o cenário de 2015 está provocando alguns desafios para as futuras negociações”.

Max alertou que a intransigência patronal tem aumentado muito para não atender os pleitos dos trabalhadores. Segundo ele, os empresários também estão se aproveitando do atual momento de crise para não ceder às demandas dos trabalhadores. “O setor que tiver, mesmo diante da crise, pouco melhor, poderá ter resultados melhores. Não apenas no que diz respeito às negociações salariais e de acordo coletivo, mas também às pressões dos trabalhadores”, lembrou.

Petrobras - O início do encontro também contou com a participação do coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, que fez uma análise da situação da empresa e da campanha que setores da direita estão fazendo para entregar o comando da Estatal para o capital internacional. Rangel fez um breve histórico sobre a 5ª Plenária Nacional que foi realizada no último fim de semana, na Escola Nacional Paulista Fernandes, do MST.

Entre outras decisões importantes retiradas da plenária, foi decidido que não há como a categoria petroleira, que tem data-base de setembro, partir para negociar salário, vantagem, benefício, enquanto houver uma situação de um plano de negócios da Petrobras, que foi apresentado cortando 40% dos seus investimentos.

De acordo com ele, depois de elaborada a pauta, a categoria vai chamar mobilizações ao longo da semana, no próximo dia 14, que vai culminar com a paralisação de 24h no próximo dia 24/07. “Formatamos uma pauta política com treze pontos, e que enfim já entregamos para a direção da companhia. Entre outras coisas, queremos a retomada dos investimentos, a conclusão das obras que estão paralisadas, basicamente Comperj e refinaria Abreu e Lima, e a Facen do Mato Grosso”, pontuou.


Fonte: CNTV com Chico Vigilante

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Brinks é condenada a pagar insalubridade a vigilante motorista

Após várias reclamações dos funcionários à empresa, no dia 30 de junho de 2014, logo que tomou ciência, o SindForte/RN, ajuizou ação coletiva contra a empresa Brinks, solicitando à justiça uma reparação imediata diante dos fatos sofrido pelos vigilantes de carro-forte, que estavam sujeitos a condições insalubres devido as altas temperaturas dentro dos veículos, levando os trabalhadores à fadigas e cansaços excessivos, podendo até prejudicar a concentração e, consequentemente provocar um acidente.
Durante a instrução processual, foi determinada a realização de perícia técnica para apurar a insalubridade do ambiente de trabalho dos vigilantes. Após a realização da perícia o expert concluiu o seguinte:
“Após uma análise detalhada nas atividades desenvolvidas pelo RECLAMANTE no local onde o mesmo laborou e de acordo com o anexo 3 da NR 15, Portaria 3.214/78 do MTE, verifiquei que a atividade se caracteriza como INSALUBRE de Grau Médio 20%, apenas para os Motoristas.”
De acordo com o Juiz da 8ª Vara do Trabalho, Joanilson De Paula Rego Júnior, o laudo pericial é conclusivo e a empresa deverá implantar na folha salarial dos motoristas o referido adicional na proporção de 20% sobre o salário mínimo, apenas para os motoristas, bem como seus reflexos sobre: horas extras, repousos hebdomadários, 13º salários, FGTS e aviso prévio.
Fonte: SindForte Rio Grande do Norte

Governo lança programa de proteção a emprego

O governo enviou ao Congresso medida provisória que cria um programa de proteção ao emprego e prevê redução da jornada de trabalho e de salário por meio de acordo coletivo para empresas que comprovarem passar por dificuldades, em um momento de retração na atividade econômica.
Em entrevista coletiva, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Miguel Rossetto, disse que, durante a vigência do programa, as empresas que aderirem não poderão fazer demissões.
"O programa é destinado a proteger empresas de setores de uma crise que cremos temporária", disse o ministro a jornalistas. "É mais inteligente colocarmos recursos para manter o emprego do que para financiarmos o desemprego", acrescentou. Ele disse que o programa tem "virtude fiscal" para o governo, em um momento em que busca reequilibrar as contas públicas.
Também presente na entrevista coletiva de lançamento do plano, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, citou simulações feitas pelo governo que apontariam que o programa terá um custo menor para o Executivo do que o eventual gasto com seguro-desemprego.
"Foi apresentado na simulação que, com 50 mil trabalhadores, na verdade você tem um gasto menor de cerca de 68 milhões (de reais)", disse Barbosa. "Na verdade economiza cerca de 68 milhões, se você contar o que os trabalhadores vão continuar contribuindo", acrescentou.
A MP, assinada pela presidente Dilma Rousseff, permite que a jornada de trabalho e os salários sejam reduzidos em até 30%, com uma complementação de 50% da perda salarial, bancada pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), ou seja, a perda do trabalhador fica menor. Mesmo com a redução em 30% da jornada, o trabalhador receberá um salário de 85%, onde 15% é bancado pelo Governo.
Os setores que poderão aderir ao programa serão definidos por um comitê que terá até 15 dias para regulamentar a MP, formado por representantes dos Ministérios do Planejamento, Fazenda, Trabalho, Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e Secretaria-Geral da Presidência,
A medida impede demissões em empresas que aderirem ao PPE durante o período de vigência -- que vai de 6 a 12 meses -- e obriga a manutenção do vínculo por mais um terço desse tempo após o fim do programa.
A proposta foi bem recebida por representantes das centrais sindicais, que avaliam como positiva a possibilidade de manutenção dos vínculos empregatícios. Também consideraram que a MP estimula a negociação coletiva, uma vez que só poderá ser adotada em decisões coletivas dos trabalhadores.
De acordo com o governo, empresas e trabalhadores deverão fixar a decisão em aderir ao PPE por meio de acordo coletivo específico, no qual a empresa deverá comprovar sua situação de dificuldade econômico-financeira.
Mais cedo, o presidente da associação de montadoras de veículos, Anfavea, Luiz Moan, afirmou que o PPE vai dar "flexibilidade" para as empresas em um momento em que as vendas de veículos acumulam queda de 21 por cento no primeiro semestre, enquanto a produção recuou 18,5 por cento.

"É um instrumento adicional para trabalharmos de maneira mais tranquila para a proteção dos empregos. O risco de perda do emprego inibe o crescimento da economia", disse Moan, também presente à entrevista.
Fonte: Reuters

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Mais um: Senador declara apoio ao Piso Nacional dos Vigilantes


Em visita a Niterói, o Senador Paulo Paim (PT) declarou apoio ao Piso Nacional dos Vigilantes. Paim se encontrou com dirigentes sindicais na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Niterói. O presidente do Sindicato, Adriano Linhares, participou do encontro onde foram apresentados ao senador os motivos da campanha pelo Piso Nacional e os sindicatos que apoiam a iniciativa no Rio de Janeiro. 

Participaram do encontro: Carlos Gil (SindVig Duque de Caxias), Cláudio Vigilante e outros diretores (SVNIT) e Adriano Linhares (SindVig Petrópolis) 

terça-feira, 23 de junho de 2015

Nota de Esclarecimento aos trabalhadores nas empresas de Transporte de Valores


O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região vem informar aos trabalhadores de DTV, ATM, Carro Leva, Vigiulantes de Base e Tesouraria, que no dia 06 de junho de 2015 foi entregue no Sindicato Patronal a pauta de reivindicações dando início às negociações para a data base 2015/2016.

No entanto, até o dia de hoje, o Sindicato Patronal não agendou nenhuma rodada de negociações. O Sindicato tomou conhecimento que apenas três sindicato de trabalhadores haviam entregue suas pautas, faltando, no caso do Rio de Janeiro, apenas uma entidade.

A demora, no entendimento da direção do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis, deve se dá pela espera, pelo Patronal, da entrega da proposta faltante.

O Sindicato afirma, ainda, que preservará a data base e, caso não ocorra nenhuma resposta do patronal, tomará todas as providências cabíveis.

Adriano Linhares

Presidente

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Dia do Vigilante é comemorado pela CNTV no sul do país

Aproximadamente três mil pessoas se reuniram neste domingo, na Casa do Gaúcho, em um almoço promovido pelo Sindivigilantes do Sul em comemoração ao Dia Nacional do Vigilante. O senador Paulo Paim (PT-RS) esteve presente, juntamente com o presidente da CUT-RS, Claudir Antonio Nespolo e o Deputado Adão Villaverde, e foi homenageado pelas suas incansáveis lutas a favor da categoria.

Vigilantes do Rio Grande do Sul atenderam ao chamado do Sindicato para um momento de confraternização e também de reflexão. Durante a festa, animada pela banda Os Serranos, a categoria também ficou a par de assuntos de seu interesse, como o andamento de projetos relacionados à segurança privada.

Em reconhecimento ao seu trabalho no Senado, Paim recebeu homenagens e agradecimentos do Sindvigilantes do Sul. Dirigentes sindicais lembraram que é de autoria de Paim o projeto de lei do Senado que institui o Dia Nacional do Vigilante, assim como o da aposentadoria especial para os vigilantes. Ele foi também um dos condutores da conquista da Periculosidade e que hoje permitem aos trabalhadores um acréscimo de 30% aos seus vencimentos.

Para o presidente do Sindivigilantes do Sul, Loreni Dias, figuras como Paim e Adão Villaverde– autor do projeto anticalote que tramita no RS – devem ser reconhecidas pela categoria.

“Temos alguns deputados e senadores parceiros, que estão conosco nas lutas e levantam nossas bandeiras. Paim e Villaverde certamente fazem parte deste grupo”, afirmou.

“Nós, da CNTV, agradecemos não só ao senador Paulo Paim, mas a todos os vigilantes brasileiros, que atendem ao nosso chamado e se comprometem a lutar por melhorias e avanços para a categoria”, enfatizou o presidente da CNTV, José Boaventura.


Fonte: CNTV

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Vigilantes ganham data comemorativa. 20 de Junho é o Dia Nacional dos Vigilantes



A Presidenta Dilma Roussef já sancionou na terça-feira (17) a Lei nº 13.136 que institui o dia 20 de junho com Dia Nacional do Vigilante.

Esse é mais um reconhecimento da força da categoria no plano da segurança privada nacional. A conquista é compartilhada pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e Sindicatos Filiados com todos os vigilantes do país.

Vigilantes. Se encham de orgulho. A cada dia a profissão se torna mais reconhecida e respeitada. Somente com muita luta e seriedade, novas conquistas virão.

Imprensa SindVigPet

quarta-feira, 17 de junho de 2015

3º Congresso da UGT com criticas à taxa de juro e o desemprego

Com a presença de três mil sindicalistas de todos  os estados do Brasil, do Distrito Federal e observadores convidados de quatro continentes, a União Geral dos Trabalhadores (UGT) abriu o seu 3ª Congresso Nacional na noite desta terça-feira, no Palácio das Convenções, do Anhembi, em São Paulo. O Presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e Secretário de Políticas Sociais da UGT-Rio, Adriano Linhares, participa do evento.

Coube a Fafá de Belém cantar o Hino  Nacional na abertura do evento, que lotou o auditório Celso Furtado no Palácio das Convenções do Anhembi.  Com vivas à UGT, Fafá encerrou sua participação afirmando que não pertence a partido político algum, mas sim ao partido da democracia e sempre vai estar presente quando o Brasil precisar. Ela foi aplaudida de pé.

Emocionado, o presidente nacional da UGT, Ricardo Patah, afirmou que era uma honra ter todos os presidentes das estaduais da central presentes ao evento e enfatizou a importância da presença feminina nas lutas trabalhistas, homenageando não só Fafá, mas a todas as mulheres presentes. 

Nada menos do que dois governadores, dois ministros, um secretário estadual, representante do Ministério público do Trabalho e deputados federais e estaduais de diversos partidos e correntes políticas estiveram presentes na mesa de abertura do evento, o que confirmou o caráter plural da UGT.

10 MILHÕES
O governador paulista Geraldo Alckmin parabenizou pessoalmente Patah pela marca de dez milhões de trabalhadores de sindicatos afiliados alcançada pela UGT. “Quero cumprimentar a UGT na pessoa do seu presidente pela inovação que sempre se faz presente nessa central e que faz a diferença”, disse Alckmin. Ele aproveitou para atacar a política de juros altos praticada atualmente pelo Governo Federal, o que, na opinião dele, só prejudica os trabalhadores.

“Taxa de juros alta só serve para fazer quem tem dinheiro virar rentista. Não tem o menor sentido o Brasil ter juros tão altos porque não existe inflação de demanda e, sim, de taxas. Temos que reduzi-la (taxa) o mais rápido possível”, receitou o governador paulista.

DESTAQUES
O ministro do Trabalho Manoel Dias afirmou que a UGT é seguramente a central que mais se preocupa com a organização do trabalhador e que é fundamental que se façam no País as reformas de base com o seu apoio. “Não à toa, a UGT recebeu elogios oficiais da durante sua participação em Genebra da 104ª Organização Mundial do Trabalho”, comemorou Dias.

Também presente ao evento, o governador de Goiás, Marconi Perillo, afirmou que a UGT pode ser a central que vai fazer a diferença na busca de soluções conjuntas entre governos e trabalhadores na luta pelos direitos trabalhistas.

Gilberto Kassab, ministro das Cidades, outro que esteve presente à abertura da 3º Congresso Nacional da UGT, que tem como lema nessa edição “É Horas de Reformas”, disse que a central tem tudo para ampliar ainda mais os espaços e pregar políticas desenvolvimentistas para o trabalhador. “A UGT é mais que realidade, é uma bússola do desenvolvimento”, afirmou o ministro.

O ponto alto da noite de abertura, que levou a plateia aos de aplausos, coube à sindicalista Mary Kay, presidente do SEIU-Service Employees International Union, que é o sindicato que representa os trabalhadores dos setores de limpeza, edifícios e condomínios e vigilância nos Estados Unidos, Canada e Porto Rico.

Segundo ela, o sonho americano é uma miragem para cerca de 44 milhões de pessoas que trabalham em dois ou três empregos por valores irrisórios nos EUA. “Aqui temos a UGT que, com a sua luta e intercâmbio, posso afirmar, fortalece uma luta global por melhores salários e garantias sindicais aos trabalhadores da indústria do fastfood”.

O evento prossegue até quinta-feira no Anhembi de deve definir eleição e posse dos membros da executiva nacional e do conselho fiscal da UGT para os próximos quatro anos, entre outros temas relevantes.

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Reforma Política: Deputados aprovam mandatos eletivos de cinco anos

O plenário da Câmara aprovou emenda aglutinativa apresentada pelo deputado Manoel Junior (PMDB-PB) que prevê mandato de cinco anos para todos os cargos eletivos de presidente da República, senadores, governadores, deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores. Foram 348 votos a favor da emenda, 110 contra e 3 abstenções.

O dispositivo cria uma regra de transição ao estabelecer que, nas eleições de 2018, os mandatos de deputados, de governadores e de presidente da República serão de quatro anos. E, com isso, nas eleições de 2022 os eleitos terão mandato de cinco anos. Em relação aos senadores, pela emenda, os candidatos eleitos em 2018 terão nove anos de mandato para que, em 2027, as eleições possam coincidir em um mesmo ano. A emenda não trata da transição para os cargos de prefeito e vereadores, que serão eleitos no ano que vem.

Atualmente, todos os mandatos eletivos, exceto os de senadores (oito anos), são de quatro anos. Para que os mandatos sejam fixado em cinco anos, a proposta precisará ser aprovada em segundo turno pela Câmara e depois em dois turnos pelo Senado para que então possa ser promulgada e passar a fazer parta da a Constituição. Outras emendas podem ser votadas ainda esta noite pela Câmara.

Coincidência de mandatos

Os deputados ainda votaram a coincidência de eleições para todos os cargos. A proposta foi rejeitada por 225 votos a 220. Com a rejeição da coincidência de mandatos fica valendo a regra atual, que estabelece a eleição de presidente da República, governador, senador, deputado federal e deputado estadual  ocorra no mesmo ano. Prefeito e vereador, a eleição será realizada dois anos depois.

Em seguida, os deputados aprovaram, por 419 votos a 8,  uma emenda da reforma política estabelecendo em quatro anos os mandatos de prefeitos e vereadores eleitos em 2016. Com isso, o mandato de cinco anos passará valer a partir das eleições de 2020.

Voto facultativo

A Câmara dos Deputados rejeitou também artigo da proposta de reforma política que pretendia acabar com o voto obrigatório, instituindo no Brasil o voto facultativo. Foram 311 votos pela manutenção do voto obrigatório contra 134 que defendiam a instituição do voto facultativo. Com a rejeição da proposta, fica mantido no texto constitucional o alistamento eleitoral e o voto obrigatório para os maiores de 18 anos.

Willian Chaves com informações da EBC Brasil


quarta-feira, 3 de junho de 2015

Dilma sanciona Lei das Domésticas e veta artigo que retiraria direitos dos Vigilantes

A presidenta Dilma Rousseff sancionou com vetos o projeto de lei que regulamenta o trabalho das empregadas domésticas. A lei está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (2). A proposta, aprovada no Congresso Nacional, prejudicava os vigilantes. Após mobilização da categoria, a presidenta vetou o artigo que referia à possibilidade de estender o regime de horas previsto na lei, de 12 horas trabalhadas por 36 de descanso, para os trabalhadores de outras categorias, como os vigilantes. A presidenta vetou esse parágrafo por entender que se trata de matéria estranha ao objeto do projeto de lei e com características distintas.

O artigo foi proposto pelo deputado Sandro Mabel (PMDB) e retirava das empresas a obrigação de pagar o dia de trabalho durante os feriados em dobro, e o direito ao descanso em ultra-jornada (12x36).

O mais estranho, porém foi o fato do parlamentar incluir outros trabalhadores no Projeto. Completamente estranhos ao objeto do PLC, que são os empregados domésticos, os trabalhadores vigilantes acabaram entrando nesse artigo, e logo que teve conhecimento do texto, a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) começou a mobilizar e esclarecer a categoria, para que quando o Projeto chegasse à presidência, fosse vetado.

No Rio de Janeiro, apenas os Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região (SVNIT), Petrópolis e Região e Duque de Caxias lançaram campanhas pedindo o “Veta Dilma”. Esses sindicatos saíram em defesa da categoria em todo Estado.

“Há menos de 15 dias, tomamos conhecimento da situação e partimos pra cima, com a mobilização dos trabalhadores, o documento e apelo da CNTV, e o apoio do deputado Chico Vigilante e das lideranças sindicais comprometidas na defesa da categoria. Procuramos o Ministro do Trabalho, da Casa Civil, os 81 senadores e senadoras e a própria Presidenta Dilma”, afirma o presidente da CNTV, José Boaventura Santos.

A Confederação também enviou ofício ao Ministro das Comunicações, ao Secretário de Relações de Trabalho e a Consultoria Jurídica do Ministério do Trabalho.

O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apoiou, junto a alguns senadores, a luta dos Vigilantes e emitiu dois pareceres técnicos pedindo o veto desse artigo no PLC.

Além disso, os trabalhadores foram convocados a lotar a caixa de e-mails da Presidência com pedidos de veto ao artigo.

"Com muita luta e muito empenho de todos os sindicatos filiados à CNTV, através de emails, conseguimos com que a Presidenta sancionasse a lei das domésticas, mas com um veto importante para nossa categoria. Os vigilantes de todo o Brasil tiveram uma grande vitória", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região e Secretário de Relações Internacionais da CNTV.
Leia a seguir os argumentos da Presidenta contidos na mensagem Presidencial do veto:

“Razões do veto: Ao possibilitar a extensão do regime de horas previsto no caput e no parágrafo 1º do art. 10 aos empregados enquadrados na lei no 7.102, de 20 de junho de 1983 e, de forma ampla e imprecisa, a outras atividades, o dispositivo trataria da matéria estranha ao objeto do Projeto de Lei, que dispõe sobre o contrato de trabalho doméstico, contrariando o disposto no art. 7º, incisivo II da Lei Complementar no 95, de 26 de fevereiro de 1998. Além disso, submeteria a mesmo regime categorias profissionais sujeitas a condições de trabalho completamente distintas.”



Fonte: Willian Chaves com informações CNTV.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

CNTV comparece a manifestação e apoia movimento de vigilantes chilenos


Em apoio ao movimento paredista dos vigilantes das empresas Brinks  e Prosegur no Chile, representantes da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) compareceram à manifestação dos trabalhadores nessa terça-feira (26). Em greve há 19 dias, os vigilantes chilenos reivindicam melhorias nos salários e condições de trabalho e clamam pelo respeito da Prosegur, uma empresa que coleciona processos por violações de direitos em toda a América.

“Estamos aqui apoiando os companheiros do Chile em mais essa luta. Em nome da CNTV, participamos da marcha dos vigilantes chilenos e discursamos em solidariedade ao movimento. Isso é porque consideramos mais do que justas as reivindicações dessa categoria, que tanto tem enfrentado dificuldade em negociar com os patrões”, explica o secretário de Relações Internacionais da CNTV, Adriano Linhares.

Como explicado pelo secretário da Confederação, os vigilantes tentaram negociar com as empresas, mas estas se mostraram totalmente inflexíveis às reivindicações dos trabalhadores, que desejam aumento de 10% nos salários (levando em conta que a inflação do país está em 4%, o ganho real seria 6%). No início das negociações, a questão do aumento salarial chegou a avançar, mas a principal luta dos trabalhadores ainda não teve resposta e atualmente a proposta de reajuste voltou a 0%.

“Não é só uma questão de salário, esses vigilantes querem condições humanas de trabalho, querem respeito, uma vida digna, paridade nas bonificações como auxílio alimentação, querem ser sindicalizados sem sofrer perseguição! Por isso estamos aqui, representando a Confederação Nacional dos Vigilantes. Acreditamos que é da unidade que vem a força para que esses trabalhadores consigam garantir seus direitos e avanços”, conclui Adriano Linhares.

A Prosegur possui um histórico extenso de práticas anti sindicais e violações de direitos humanos em toda América e partes da Europa.

Segundo dados divulgados pela Uni Global Union, enquanto anuncia que as vendas no Chile cresceram 14% em um ano, a empresa oferece 0% de reajuste. Além disso, foram demitidos mais de 300 vigilantes após sua participação em uma greve legal no Paraguai. A Prosegur também possui 87% dos trabalhadores colombianos em contrato temporário, número também alto no Peru, onde contabiliza 61% dos vigilantes nessa situação, dentre outros exemplos.


Fonte: CNTV, com informações da UNI

segunda-feira, 25 de maio de 2015

CNTV é recebida pela embaixada da Espanha após manifestação contra práticas cometidas pela Prosegúr

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) participou de ato político contra violação de direitos humanos praticada pela empresa Prosegúr na tarde desta quinta-feira (21), em frente a embaixada da Espanha. As manifestações ocorreram em toda América Latina e tem por objetivo denunciar as práticas anti sindicais cometidas pela empresa, que é mundialmente famosa por seu histórico de desrespeito aos direitos da classe trabalhadora.

Adriano Linhares, presidente do Sindicato e Secretário de Relações Internacionais da CNTV, participou dos movimentos em Brasília. Essa semana ele está em Santiago, capital do Chile, para mais uma reunião da Uni Global que vai discutir os rumos da segurança privada na América Latina.

Além da CNTV, várias outras entidades participaram da Uni Global Únion e no Brasil contou com a presença de lideranças sindicais de diferentes áreas, como bancários, radialistas, comerciários e gráficos. Em decorrência do ato, dois representantes da Uni e o presidente da CNTV foram recebidos pelo conselheiro de Emprego e Seguridade Social da embaixada da Espanha.

“Agradecemos a todas as outras categorias que compareceram e deram peso à nossa luta. Avaliamos que o ato de hoje foi muito importante e que estamos fazendo o nosso papel, que é o de injustiças”, avalia o presidente da CNTV, José Boaventura dos Santos.

Na ocasião, foi entregue um material produzido pela Confederação e que tem por objetivo dar visibilidade às práticas cometidas pela empresa e exigir mudanças no que diz respeito ao tratamento dos trabalhadores.


O conselheiro da embaixada se comprometeu a informar o embaixador e dentro dos limites da embaixada, promover desdobramentos que visem mudar a triste realidade da Prosegúr.

Fonte: CNTV