sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Morte de vigilante expõe irregularidades na contratação pela empresa G4S

A morte de um vigilante da empresa G4S Vanguarda que tirava plantão no Bradesco, em Petrópolis, vítima de um Acidente Vascular Cerebral, expôs uma irregularidade preocupante ao Sindicato. A empresa não assinou a carteira do trabalhador que atuava no posto há oito meses.

Infelizmente, o Sindicato só descobriu o descumprimento da CLT no momento que precisou acionar o Benefício Social Familiar (BSF) para dar a assistência funeral à família do vigilante. O benefício não é extensivo a empregados sem CTPS, já que empresa não desconta a contribuição conforme consta na Convenção Coletiva. No entanto, após intervenção do Sindicato, o BSF acolheu o pedido da direção e prestou toda assistência aos familiares. O BSF deve cobrar da empresa os custos do funeral.

De acordo com presidente do Sindicato, Adriano Linhares, o sindicato vai colocar o departamento jurídico da entidade à disposição da família para providências judiciais.


“Neste momento queremos nos solidarizar com as famílias do companheiro vigilante. No entanto, temos que alertar toda categoria para que não se sujeite a trabalhar sem que a carteira seja assinada. Somente através da CTPS os direitos do trabalhador são garantidos. Repudiamos atitudes de empresas que descumprem a legislação brasileira. Quem se encontrar nessa situação deve denunciar ao Sindicato para que possamos tomar as atitudes cabíveis. É inadmissível uma situação dessas e a gente só descobrir na hora da morte de um companheiro. Denuncie!”, afirma Linhares.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Vigilante é morto em tentativa de assalto a banco na Tijuca e caixas eletrônicos explodidos em Niterói


Um vigilante foi baleado e morreu no início da tarde desta terça-feira (21) durante uma tentativa de assalto à agência do banco Santander da Tijuca, na Rua Haddock Lobo, no Rio. De acordo com informações da polícia, os suspeitos conseguiram fugir, sem levar nada. O banco emitiu nota confirmando o falecimento e lamentando o fato. Na nota o banco afirma, ainda, que está junto com a empresa de segurança está prestando apoio aos familiares.

De acordo com informações da Polícia Militar, sete homens chegaram ao local em motocicletas e anunciaram o assalto. Os suspeitos estavam com armas de brinquedo e renderam os três vigilantes. Após uma confusão, um dos seguranças do banco acabou sendo baleado e os assaltantes fugiram. A agência bancária que recebeu uma tentativa de assalto nesta terça-feira (21) foi fechada e os funcionários liberados por volta das 14h. Os outros dois vigilantes que participaram da ação foram levados para a DH para prestar depoimento.

Explosão de caixas eletrônicos em Niterói

A agência o Bradesco Largo da Batalha (antiga HSBC), na região Oceânica, em Niterói, voltou a ser alvo de bandidos na madrugada desta terça-feira (21/02). Caixas eletrônicos foram explodidos no interior da unidade destruindo boa parte do hall e do teto devido ao impacto da explosão. De acordo com o banco, nenhuma quantia foi levada. A agência também ficou fechada ao público para inspeção de técnicos e da perícia. 

Assalto a carro forte em Papucaia, distrito de Cachoeiras de Macacu/RJ

Ainda de acordo com relatos nas redes sociais, criminosos assaltaram um carro de transporte de valores que abastecia caixas eletrônicos na localidade. O Sindicato ainda busca informações mais detalhadas do ocorrido.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

“Ou a gente se conscientiza de que a luta é agora, ou o bonde vai passar e seremos derrotados”, afirma Berzoini durante 3º Congresso Extraordinário Nacional dos Vigilantes

O ex-deputado e ex-ministro Ricardo Berzoini alertou a classe trabalhadora do golpe que continua em curso no Brasil, que atinge outros países da América Latina e que, agora, atinge também os Estados Unidos. Durante o 3º Congresso Nacional Extraordinário dos Vigilantes, realizado pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) neste sábado (18), em Brasília, Berzoini apontou a organização dos trabalhadores como ferramenta para derrotar os golpistas.

No Brasil, segundo ele, a agenda do golpe tem cinco pontos: a derrota dos movimentos que lutam pela reforma agrária; a entrega da comunicação às grandes empresas da mídia; a reforma trabalhista e previdenciária; e a entrega do pré-sal para as multinacionais. “Ou a gente se conscientiza de que a luta é agora, ou o bonde vai passar e seremos derrotados”, alertou. “Existe uma ofensiva muito articulada entre grandes grupos de mídia e o grande empresariado para, inclusive, dar tranquilidade aos parlamentares”, completou.

O secretário de Formação Sindical da Fetec-CUT/CN, Jacy Afonso, afirmou que já começou a iniciativa de tentar desqualificar a atuação sindical, e isso vai se intensificar ainda mais no mês de março. “O que foi feito com a Dilma é repetido todos os dias nas comissões em pequenos golpes”, afirmou.

O deputado distrital e diretor da CNTV, Chico Vigilante avaliou que a maioria da população já percebe que aconteceu um golpe parlamentar-midiático no país. Na visão do parlamentar, o Brasil vive uma ditadura devido o controle do Congresso Nacional e do STF pelos partidos golpistas.“As pessoas não percebem que estão em uma ditadura”, afirma.

O presidente da CNTV, José Boaventura, alertou também sobre a tentativa de validar o negociado sobre o legislado, deixando os trabalhadores à mercê do que é acordado. “Desse jeito, os sindicatos poderão negociar intrajornada, jornada, deixando apenas 15 minutos de intervalo, por exemplo, e vendendo a ideia de que é melhor ganhar dinheiro do que comer, é melhor ganhar dinheiro do que cuidar da saúde. Precisamos ir para o enfrentamento porque o grau de desonestidade é muito grande”, afirmou.


Fonte: CNTV

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Proposta patronal de reajuste abaixo da inflação é rejeitada pelo Sindicato

Em nova rodada de negociações, ocorrida nesta terça-feira (14), entre o Sindicato e o Sindesp/RJ (patronal), os empresários apresentaram algumas contrapropostas. O Sindicato dos Viiglantes de Petrópolis recusou na mesa de negociação a proposta de reajuste salarial apresentada pelo patronal.

Na reunião anterior os patrões ofereceram 4%, proposta rejeitada na mesa. Na reunião desta terça-feira, os patrões ofereceram o percentual irrisório de 2% e, novamente, foi recusado pelo Sindicato.
Já no vale alimentação o reajuste apresentado foi de 5%, sem redução no desconto do PAT. A proposta também foi recusada pelo sindicato.

Sobre o plano de saúde, tanto almejado pela categoria, os empresários apresentaram uma proposta de co-participação para um plano de saúde completo. O valor seria de R$ 110,00 sendo que 50% seriam custeados pelo vigilante.

Os Sindicatos dos Trabalhadores fizeram uma contraproposta para um plano de saúde ambulatorial no valor de R$ 59,90 sendo custeado 100% pela empresa. Os patrões ficaram de apresentar a proposição dos trabalhadores na próxima assembleia dos empresários.

A cesta básica de R$ 75 já garantida na Convenção Coletiva passará por ajustes no dispositivo da cláusula para que o pagamento seja iniciado.

As discussões sobre a reciclagem serão analisadas para a confecção de uma redação que atenda os empregados e empresas.

Os patrões ainda fizeram uma proposta de retirar o triênio para os novos contratados. Todos aqueles trabalhadores que já possuem o benefício manteriam o benefício. A proposta foi recusada pelo sindicato de imediato. Em contrapartida, o Sindicato apresentou a proposta de anuênio. Os empresários ficaram de analisar.


As dificuldades enfrentadas nas mesas de negociação é reflexo de um discurso de crise argumentado pelos empresários. Acontece que as empresas apresentaram lucros nos últimos anos. A mobilização da categoria é essencial para fortalecer o sindicato nas discussões. Assim que for agendada nova reunião, o Sindicato passará todas as informações.

Fonte: Imprensa SindVigPetrópolis

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

CNTV participa da reunião do Conselho de Enlace da UNI Brasil


A Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT (Contracs/CUT) participa nesta quinta-feira (09) da reunião do Conselho de Enlace da UNI Brasil. O secretário de relações internacionais, Eliezer Gomes, coordena os trabalhos da reunião.

A Confederação ainda foi representada pelo coordenador da região sudeste, Antônio Carlos da Silva Filho, o secretário de juventude, Pedro Mamed e a secretária de mulheres, Paloma dos Santos. A jovem Uerlen Mythyan do Sindicato dos Empregados no Comércio de João Pessoa (Sinecom-JP), recém eleita para representar a juventude do comércio e serviços junto à UNI, também participou da atividade.

De acordo com Eliezer Gomes, o conselho de enlace é um fórum que reúne as entidades filiadas à UNI Brasil e é um espaço para discutir as ações desenvolvidas pela UNI assim como para planejar atividades em comum. “É um momento que a gente precisa de muita unidade por ser um momento difícil. E o conselho de enlace tem esse papel de aglutinar diversas entidades. Contamos com vocês para fazer esse belo trabalho.” ressaltou o secretário de relações internacionais da Contracs.

Durante os informes, a secretária de mulheres da Contracs, Paloma dos Santos, informou sobre a campanha de mulheres desenvolvida pela Contracs e pediu o engajamento das demais entidades na ação que pede o respeito às mulheres com a hashtag #ElasMerecemRespeito. Para acessar a campanha, clique aqui.

A primeira reunião do ano contou com a leitura e aprovação da ata da reunião anterior, debateu sobre os objetivos do Conselho de enlace UNI Brasil, debateu a criação de um fundo financeiro para a atuação do conselho, propôs a realização de uma expedição sindical/cultural internacional e tratou dos informes nacionais e internacionais das entidades participantes.

Durante os assuntos gerais, Eliezer ainda pontuou o pedido de solidariedade da UNI em favor dos trabalhadores em Bangladesh, que foram presos por serem dirigentes sindicais ou trabalhadores grevistas. A UNI está coordenando uma campanha, juntamente com as entidades IndustriALL e ITUC, para acabar com a repressão às entidades sindicais. Os presentes se comprometeram a encaminhar o ofício ao governo de Bangladesh pedindo fim da repressão bem como devem se organizar em mobilizações próximos às embaixadas.


Durante a parte da tarde, os participantes do conselho de enlace UNI Brasil assistiram a palestra sobre o E-Social, ministrada pelo auditor fiscal do trabalho no estado do Rio Grande do Norte, Luiz Antônio Medeiros de Araújo.

Fonte: Contrac

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Após denúncia do Sindicato, grupo Souza Lima promete providências sobre irregularidades no Museu da Bohemia

Após denúncia do Sindicato à Delegacia Regional do Trabalho de que o grupo Souza Lima Vigilância e Segurança prestadora de serviços ao museu da Bohemia, em Petrópolis, não vinha cumprindo a convenção coletiva e a Súmula 444, a empresa procurou o Sindicato e afirmou que já está providenciando o pagamento retroativo das horas em dobro trabalhadas nos finais de semana e que também vai providenciar locais adequados onde os vigilantes possam fazer suas refeições.

A denúncia foi encaminha à DRT de Petrópolis no dia 23 de janeiro. O Sindicato ainda solicitou que a empresa regularize as entregas dos contracheques. Já sobre o local das refeições o Sindicato acionou também o contratante, no caso, o museu da Bohemia, que se manteve inerte após várias investidas da entidade denunciando a precariedade do local.


“Descumprir a convenção coletiva e a legislação é infração grave. As empresas não podem prejudicar os trabalhadores. Por isso, denunciamos. Agora, vamos aguardar as providências prometidas pelos representantes do grupo que estiveram no Sindicato. Vamos continuar fiscalizando”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Fonte: Imprensa SindVigPetrópolis

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Colocar trabalhador em risco é enriquecimento ilícito e gera indenização

Transferir o risco de uma atividade de trabalho para o funcionário resulta em enriquecimento ilícito da empresa, já que ela buscou economizar com segurança. Com esse entendimento, o juiz Marco Antônio Silveira, da Vara do Trabalho de Janaúba (MG), condenou um banco a indenizar um bancário que transportava em seu carro particular grandes quantias de dinheiro entre agências. O Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região aumentou a indenização de R$ 20 mil para R$ 40 mil.  
No caso, um bancário transportava em seu veículo particular, pelo menos uma vez por mês, valores que variavam entre R$ 20 mil e R$ 50 mil das agências bancárias de Janaúba e Jaíba, destinadas ao Posto de Atendimento de Verdelândia (MG).
Para o juiz, essa prática resultava em enriquecimento ilícito do banco, que transferia ao empregado o risco de seu negócio ao deixar de contratar empresa especializada ou corpo de vigilantes próprios, na forma legalmente prevista. Na visão do magistrado, o bancário deve ser indenizado, não em razão do risco potencial, mas em razão do princípio da alteridade, segundo o qual os riscos do empreendimento devem ser suportados pelo empregador.
Concluindo que o banco transferiu o risco e custo do negócio para o empregado, e atento à teoria do dano punitivo como parâmetro para fixação da indenização dos danos, o juiz condenou o banco a indenizar o bancário. Essa condenação, segundo esclareceu, visa compensar a angústia a que o empregado foi submetido por transportar quantias consideráveis de dinheiro, sem nem sequer receber qualquer valor pela utilização de veículo próprio em benefício da empregadora. 
Fonte: Assessoria de Imprensa do TRT-3

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Projeto no Senado tenta barrar greve de vigilantes e bancários

Tramita na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado o projeto do estatuto da segurança privada que tenta frear o direito de greve dos bancários e define a segurança privada e a segurança nos bancos como “matéria de interesse nacional”. Os retrocessos foram aprovados na calada da noite de 29 de novembro no plenário da Câmara dos Deputados. Se aprovado no Senado, vai à sanção presidencial transformando-se definitivamente em lei.

O texto é oriundo do PLS 135/2010, do ex-senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), que trata do piso nacional dos vigilantes, e que não atende a reivindicação da categoria. Na Câmara, o projeto foi remetido para uma comissão especial e o relator, deputado federal Wellington Roberto (PR-PB), apresentou o substitutivo PL 4238/2012 passando a instituir “o Estatuto da Segurança Privada e da Segurança das Instituições Financeiras”.

Contraf-CUT, CNSB e o Coletivo Nacional de Segurança da Contraf-CUT farão reunião de planejamento nos dias 06 e 07 de fevereiro de 2017, em São Paulo, para discutir o projeto do estatuto de segurança e planejar as alternativos.

“Querem impedir o exercício do direito de greve”

O projeto aprovado regulamenta a profissão de vigilante e estabelece atribuições e competências aos profissionais da área, bem como prevê um regramento específico para a segurança nos bancos. O estatuto revoga a lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983.

No entanto, o texto projeto prevê, no artigo 31, intervenção no Direito do Trabalho mudando o modo de funcionamento das instituições financeiras considerando-os como “essenciais tanto os serviços por eles prestados para efeitos da lei nº 7.783, de 28 de junho de 1989, quanto os inerentes à sua consecução”.

Já a lei nº 7.783 assegura o direito de greve e estabelece como um dos serviços essenciais a compensação bancária. Fica evidente a intenção de impedir o exercício da greve pela categoria. Para José Avelino, presidente da Federação dos Bancários do Centro-Norte (Fetec-CUT/CN), a medida “tem as digitais dos bancos, os maiores beneficiados. É como aquela história do jabuti na árvore: ou foi enchente ou foi mão de gente”, afirma.

Querem barrar leis municipais e estaduais

Já no parágrafo único do artigo 1º, o novo projeto incluiu outra proposta que atende ao poderoso lobby dos bancos. “A segurança privada e a segurança das dependências das instituições financeiras são matérias de interesse nacional.”, diz o texto.

“Querem barrar leis municipais e estaduais que já salvaram milhares de vidas diante do descaso dos bancos”, protesta Eduardo Araújo, presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília. “Aliás, medidas de segurança fixadas em várias leis municipais pelo Brasil afora são mais avançadas do que as previstas no projeto aprovado”, compara.

Araújo ressalta que já existem decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), que derrotaram a tese dos banqueiros e garante a constitucionalidade das leis municipais, como a que obriga a instalação de portas giratórias nas agências.

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) alerta que a expressão “interesse nacional” poderá fazer um estrago sem precedentes em outros campos do Direito, notadamente na seara trabalhista. “Não será difícil, por exemplo, que as entidades sindicais (bancários, vigilantes, etc.) serem coibidas no todo ou em parte de fazerem greves”, aponta o presidente da CNTV, José Boaventura.

Mobilização para evitar retrocessos

A Fetec-CUT/CN chama os sindicatos filiados e o Comando Nacional dos Bancários a fazer uma grande mobilização junto com a CNTV e demais entidades sindicais dos vigilantes após o recesso parlamentar, em fevereiro. O objetivo é dialogar e pressionar os senadores para barrar o projeto.

“Queremos atualizar a legislação, porém sem retrocessos e sem mexer no direito de greve dos trabalhadores, mas com avanços concretos e eficazes para trazer mais segurança e prevenir assaltos e sequestros”, conclui Avelino.

A CNTV e os sindicatos filiados também estão atentos e atuantes para defender todos os vigilantes. “Se a atual lei já regula a nossa atividade por 33 anos, este texto poderá regular nossa vida e profissão por mais 50 anos. O momento é de fazer história”, conclama Boaventura.


Fonte: Fetec-CUT/CN

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Campanha Salarial: Nova rodada de negociação com empresários não avança

Em nova rodada de negociação da Campanha Salarial 2017 com o os empresários, os Sindicatos dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região, Petrópolis e região, Duque de Caxias, Itaguaí e Seropédica e Mesquita e Nilópolis recusaram por unanimidade a proposta patronal de retirada de direitos dos trabalhadores. Os sindicalistas afirmaram ainda ser impossível apresentar à categoria qualquer proposição que retire direitos já conquistados e cobrou uma contraproposta às reivindicações aprovadas pelos trabalhadores. 

Uma nova reunião foi agendada para o dia 02/02 onde os trabalhadores aguardam que o patronal apresente uma contraproposta.

"Esperamos que os empresários apresentem uma contraproposta decente na próxima reunião. Os trabalhadores querem valorização profissional", destaca Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Pauta de reivindicações para campanha salarial 2017 é apresentada aos patrões


Foi iniciada a Campanha Salarial 2017/2018. No último dia 13/01, cinco sindicato de vigilantes do Estado do Rio se reuniram com o Sindesp (sindicato patronal) para apresentar a pauta unificada com as reivindicações da categoria. No encontro, os empresários afirmaram que seria muito difícil atender o pedido de reajuste dos trabalhadores. Pela primeira vez, os empresários se propuseram de apresentar uma pauta para que os trabalhadores analisem. Os representantes do trabalhadores já avisaram que não aceitarão nenhuma proposta que contenha retirada ou parcelamento de direitos. Uma nova rodada está agendada para o dia 24/01. Após a reunião, os sindicatos devem convocar assembleias para informar aos vigilantes a proposta apresentada pelo patronal e deliberar sobre ela.

Como forma de pressão, os patrões alegaram que no estado do Espírito Santo um sindicato havia fechado o acordo coletivo com o reajuste de apenas 3,4%. O mesmo discurso sobre crise nacional utilizado no ano passado voltou à mesa de negociação. A afirmação foi repudiada pelos sindicalistas que comunicaram aos patrões que não irão assinar nenhuma convenção coletiva com reajuste abaixo da inflação. 

"Os mesmos discursos de crise do país entre outras coisas foram utilizados pelos patrões. No entanto, em seus balancetes as empresas não deixaram de lucrar. Precisamos de melhores condições de trabalho e salário digno que corresponda à responsabilidade da nossa profissão. É importante que os vigilantes compareçam em todas as assembleias convocadas pelo Sindicato”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

A participação nas assembleias é crucial para ampliar a força do sindicato para pressionar os patrões melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Quando não há a participação da categoria, uma minoria acaba decidindo pelo coletivo de trabalhadores.

Os Sindicatos dos Vigilantes participantes da primeira rodada de negociações foram: SVNIT – Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região; Petrópolis e região; Duque de Caxias; Mesquita e Nilópolis e Itaguaí e Seropédica.

Plano de Saúde

Conforme previsto na CCT 2016/2017, as negociações desse ano também vão debater a implantação de um plano de saúde para o vigilante extensivo aos dependentes. Os representantes dos trabalhadores também já solicitaram a vigência da atual Convenção Coletiva até que a nova CCT seja assinada.

Fonte: SindVig Petrópolis

Confira a pauta apresentada aos patrões:


                                                          PROPOSTAS

1.       Reajuste Salarial INPC mais 10%
2.      Tíquete Refeição R$ 25,00
3.      Redução do desconto do PAT para 10%
4.      Isenção do pagamento por parte do Empregado do percentual de 6% referente ao vale transporte.
5.      Manutenção da escala 12x36 e de 5x2 com 44 horas semanais.
6.      Jornada especiais para eventos diária de R$ 180,00 mais passagem e alimentação.
7.      Alterar carga horaria passando para 180 horas mensal,
8.      Adicional noturno estendido até o encerramento do plantão.
9.      Manutenção das clausulas anteriores conforme sumula 277 do TST.
10.  Fica garantido o Premio de assiduidade que consta na convenção coletiva de trabalho 
de 2016/2017, a todos os diretores liberados.
11.  Fica garantido a titulo de gratificação o percentual de 20% para todos os Vigilantes Bancários.
12.  A empresa se obriga a colocar uma cadeira em postos de serviço em que o vigilante trabalha 
em pé conforme a NR 17 e seus parágrafos.
13.  Vale cultura para todos os vigilantes conforme legislação vigente.
14.  As empresas se obrigam a encaminhar os vigilantes para realizar as reciclagens no período 
de 05 dias consecutivos, sendo proibida reciclagem em finais de semana.
15.  Fica garantido aos vigilantes que forem encaminhados para realizar a sua reciclagem no período de folga o pagamento de horas extras  conforme artigo 4º da CLT.
16.  Fica garantido aos Vigilantes nas férias o recebimento do valor do tíquete alimentação/refeição integral a titulo de assiduidade.
17.  Plano de Saúde para todos os Vigilantes e seus dependentes pago pela Empresa.
18.  A empresa fica obrigada a fornecer o CAT ao Vigilante que sofrer qualquer tipo de Sinistro 
em seu posto de serviço.
19.  Fica proibido a empresa encaminhar o vigilante para realizar exames psicológico e periódico 
nas suas folgas.
20.  Fica proibido qualquer tipo de desconto no contracheque dos trabalhadores que não 
esteja autorizado por esta convenção coletiva.
21.  Fixação de horário de Almoço para os Vigilantes Bancários.

Niterói, 10 de Janeiro de 2017.

SINDICATO DOS VIGILANTES DE NITEROI e REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE PETROPOLIS E REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE DUQUE DE CAXIAS
SINDICATO DOS VIGILANTES DE ITAGUAI E SEROPEDICA

SINDICATO DOS VIGILANTES DE MESQUITA E NILOPOLIS.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Entre lucros e dívidas, o status da gestora de presídios no Amazonas. Grupo Coral deu calote em trabalhadores de Petrópolis

Enquanto a empresa que administra o presídio onde ocorreu o massacre de 56 presos no Amazonas, na última semana, a Umanizzare Gestão Prisional faturou R$ 651 milhões nos últimos três anos, grupo ligado à Umanizzare acumulou dívidas que hoje atingem os R$ 200 milhões.

O Grupo Coral é um conglomerado de 11 empresas, com sede em Goiás, que teve a decretação de sua falência em 2015. Antes atuante como uma das principais companhias em serviços de limpeza, conservação e vigilância, o Grupo entrou com pedido de recuperação na Justiça em 2011, anunciando dívidas de R$ 76 milhões. Em Petrópolis, a empresa também aplicou um calote em alguns trabalhadores. Três diretores do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região estão entre aqueles que não receberam os direitos.

Em 2015, a Coral não conseguiu se recuperar e teve falência decretada pelo Estado de Goiás. A massa falida, por outro lado, se manteve com uma dívida somente entre credores privados estimada em R$ 140 milhões.

As informações são do repórter Leandro Prazeres, do Uol, que levantou que das 11 empresas do grupo, 9 acumulavam dívidas de pelo menos R$ 61,7 milhões com a União. "Somadas, as dívidas do grupo com credores privados e a União totalizam aproximadamente R$ 201 milhões", calculou a reportagem.

Entretanto, não é apenas de dívidas que o cenário do conglomerado vive. Isso porque a suposta relação da gestora do presídio do Amazonas com o conglomerado não alterou o lucro que a Umanizzare Gestão Prisional Ltda. obteve de pelo menos R$ 650 milhões entre 2013 e 2016, na gestão de cinco unidades prisionais.

O elo entre as duas empresas seria o empresário Lélio Vieira Carneiro Filho, um dos sócios da Umanizzare, que chegou a ser CEO do Grupo Coral, além de filho do próprio fundador do conglomerado em Goiás.

Segundo levantamento do Portal da Transparência do Estado de Goiás, a Umanizzare faturou R$ 14,2 milhões em 2013, chegando a R$ 300,9 milhões em 2016.

Fonte: Jornal GGN

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Agência bancária em Itaipava sofre tentativa de assalto na madrugada

Na madrugada desta quinta-feira (5), houve uma tentativa de assalto na agência do banco Bradesco na Estrada União e Indústria, em Itaipava. 

De acordo com informações da polícia, um buraco foi feito na lateral da agência por onde os ladrões entraram. O gerente informou que nada foi levado. A perícia está no local averiguando o caso. Imagens das câmeras de segurança foram solicitadas para tentar identificar os autores.
O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis reitera a necessidade da implantação do vigilante 24 horas nas agências. O trabalho da vigilância interligado com as forças de segurança pública significa mais segurança para os usuários e também evita ações da bandidagem. 

Fonte: Tribuna de Petrópolis com SindVig Petrópolis

Campanha Salarial 2017: Sindicato realiza assembleias na próxima segunda-feira (09)

O Sindicato realizada assembleia na próxima segunda-feira, 09 d ejaneiro, em nos três principais municípios da sua base: Teresópolis, Três Rios e Petrópolis. Em pauta está o início da campanha salarial 2017 e aprovação da pauta de reivindicação da categoria. A participação é importante. Confira os horários e endereços das assembleias no Edital de Convocação abaixo.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância, Transportes de Valores e Similares do Município de Petrópolis e Região (Três Rios, Paraíba do Sul, Teresópolis, Sapucaia, São José do Vale do Rio Preto, Areal e Com. Levy Gasparian), CNPJ nº 32.002.115/0001-01 e, Registro Sindical no CNES: 46000.000311/95-12 localizado à Rua Paulo Barbosa, nº 233, S/L 02, Centro, Petrópolis, RJ, por seu Presidente abaixo assinado, conforme o Estatuto Social da Entidade Sindical 

CONVOCA 

todos os trabalhadores Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância da Base Territorial desse Sindicato para Assembléia Geral Extraordinária simultânea  que será realizada nas seguintes cidades, Três Rios, dia 09/01/17, na sub – Delegacia Sindical sito à Praça da Autonomia, nº40 – sala 501 – Edifício Sta. Etienne – Centro – Três Rios, Teresópolis dia 09/01/17 – Centro - Teresópolis /RJ e Petrópolis dia 09/01/17, sito á Rua Paulo Barbosa N° 233 S/L 02 – Centro – Petrópolis / RJ  /, às 19:00 horas, em primeira convocação, e às19:30 horas, em segunda convocação em ambas as cidades, com as seguintes ordens do Dia: 

1 –APROVAÇÃO DA PAUTA DE  REIVINDICAÇÃO PARA A DATA BASE DE 2017. 

2 – AUTORIZAÇÃO PARA A DIRETORIA NEGOCIAR OU INSTAURAR O DISSÍDIO   COLETIVO, CONFORME O CASO. 

3 –AUTORIZAÇÕES PARA O DESCONTO DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL E   CONFEDERATIVA. 4-  APROVAÇÃO DA ASSEMBLÉIA  EM ESTADO PERMANENTE. 5 - ASSUNTOS GERAIS.  

Petrópolis, RJ,      de Janeiro de 2017. 

Adriano Linhares da Silva
Presidente

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Haverá emprego para trabalhadores de 65 anos?

Quantas pessoas de 65 anos você conhece que ainda estão no mercado de trabalho? É possível imaginar a resposta a partir de alguns dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (a Pnad Contínua do IBGE). Dos 20,2 milhões de trabalhadores com 65 anos ou mais, somente 13,4% compõem a força de trabalho: 13,1% deles efetivamente trabalhando e apenas 0,3% a procura de emprego. Os outros 87% estão fora do sistema.

Esses números ajudam a entender o caos que o mercado de trabalho brasileiro poderá viver caso a reforma da Previdência apresentada pelo governo Michel Temer venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Isso porque a idade de 65 anos passa a ser a mínima para conseguir se aposentar – à exceção de bombeiros e militares, mantidos como casos especiais pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287.

O tempo mínimo de contribuição também aumentou de 15 anos para 25 anos. E aqueles que quiserem receber o teto do benefício, hoje estipulado em R$ 5.189,82, terão de contribuir ao Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS, por 49 anos ininterruptos – caso, por exemplo, de uma pessoa que começou a contribuir aos 16 anos e chegou aos 65 sem nunca ter ficado desempregado ou na informalidade.

Agricultores criticam idade mínima de aposentadoria 

A lei prevê, ainda, que a cada ano de elevação da expectativa de vida no país – para quem nasce hoje, a média é de 75,5 anos –, subirá a idade mínima exigida para fazer jus à aposentadoria.


Vamos ter problemas – A dificuldade de arrumar emprego a partir de uma certa idade é conhecida por qualquer trabalhador, seja porque viveu a situação, seja porque viu o pai, um irmão, um amigo ser barrado pelo crivo cruel do mercado de trabalho. Mas os números também ajudam a comprovar esse quadro: do saldo de 1,5 milhão de desempregados nos últimos 12 meses, 1,4 milhão estão na faixa entre 30 anos e 64 anos e um terço desse total está entre os 50 anos e os 64 anos.
Além disso, uma legião de cidadãos pode ter de se inserir no mercado para conseguir alcançar a aposentadoria. Se o dado a ser levado em conta forem aqueles que têm 60 anos ou mais, serão 29,6 milhões de pessoas, das quais somente 6,5 milhões estão trabalhando, de acordo com a Pnad.

A reforma, da maneira como foi apresentada pelo governo Temer, vai atingir 76% dos beneficiários que hoje estão dentro do sistema de previdência, ativos. Os outros 24% caem na regra de transição. A conta é do economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior. “As centrais trabalhavam a proposta de que mudanças valessem somente para os novos trabalhadores”, relata. “Vamos ter problemas”, resume, lembrando que o mercado de trabalho está encolhendo. “Teremos um grupo cada vez menor de empregos disputado por jovens e agora também por idosos”, explica.

A exemplo de outros especialistas, Fausto também considera que essa reforma compromete o sistema de seguridade do país que deveria garantir quem perdeu a capacidade laborativa, seja temporária (como grávidas, adoecidos) ou definitiva (acidentados, idosos). “É uma questão social: o mercado irá absorver, as empresas vão querer contratar esses trabalhadores que terão de ingressar no mercado?”, indaga, reforçando que vemos médicos, advogados, professores universitários, juízes, profissionais mais especializados avançados na idade. “Mas o grosso dos trabalhadores perde a capacidade laborativa, na construção civil, cortadores de cana, garis, trabalho árduo”, critica.


Vai virar assistência – Se a reforma é cruel com as pessoas, pode ser fatal também para o sistema de seguridade que afirma ter a intenção de preservar. “Propostas muito duras, como essa, vão acabar com a previdência constituída a duras penas em 50 anos”, diz o economista.

Ele explica que quando se colocam regras muito rígidas, um conjunto de pessoas que tem condição de contribuir, vai para o setor privado. “É uma proposta para desconstruir a previdência pública no Brasil, porque quem tiver alguma opção para efetivar a aposentadoria, vai migrar para a previdência privada. E um dos interesses do setor financeiro é levar para a previdência privada, para os bancos, parte das pessoas que hoje contribuem para a previdência social. Isso somado à pejotização da economia (trabalhadores que não têm registro em carteira de trabalho, mas são contratados como empresas, pessoas jurídicas) e à terceirização (também defendida pelo governo Temer) vai descapitalizar a previdência pública, que vai perdendo segurados. Com poucos recursos, ao longo do tempo, ela vai acabar servindo a um grupo menor e mais pobre. Deixa de ser previdência para virar assistência, um bolsa-família. E isso é assustador.”

Fonte: por Cláudia Motta, SPBancarios

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Confraternização dos Vigilantes reuniu milhares de pessoas em Petrópolis

Foi mais um grande sucesso a super festa de confraternização dos vigilantes da região Serrana (Petrópolis, Teresópolis, Três Rios e região). O evento, organizado pelo Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, aconteceu no domingo (18), na quadra da SISEP, (antiga Caempe), em Petrópolis, e reuniu cerca de 1.600 vigilantes e familiares, além de lideranças sindicais de todo país. O famoso sorteio de brindes presentou os trabalhadores com mais de 50 brindes. A criançada ganhou presente de natal (340 brindes) e ainda tirou fotos com o papai noel. O buffet completo delicioso e a apresentação de música ao vivo complementaram a comemoração.

Estiveram presentes o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, e os diretores da CNTV, Cláudio Vigilante (presidente do SVNIT), Amaro Pereira (presidente do Sind. Vigilantes de Barueri/SP) e Carlos Gil (presidente do Sind. Vig. Duque de Caxias).

O presidente da UGT/RJ, Nilson Duarte, também marcou presença. O Movimento Sindical de Petrópolis compareceu com representantes dos Sindicatos dos Bancários, da Saúde, dos Lapidários, dos Metarlúgicos, dos Porteiros, dos Têxteis, dos Vestuários e dos Servidores Públicos de Petrópolis.

O presidente do Sindicato, Adriano Linhares, exaltou a participação da categoria e a mobilização dos diretores. 

"Fizemos um trabalho com muito carinho e dedicação de todos os diretores da nossa entidade. Procuramos proporcionar um pouco de lazer para a nossa categoria que tanto sofre o ano todo. Quero agradecer a presença de cada um e também das nossas lideranças sindicais da CNTV e os Sindicatos parceiros que fortalecem a movimento sindical e o nosso Sindicato neste momento de ataques às leis trabalhistas que estamos vivendo no país. Ano que vem tem mais. Que todos tenham um 2017 de muita paz e conquistas", destaca Linhares.

Imprensa SindVig Petrópólis

Veja todas as fotos no Facebook. Clique aqui!