quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CNTV e FEVIG repudiam ação criminosa

Na manhã desta quinta-feira (10), pelegos a mando do patronal, invadiram assembleia realizada pela Federação dos Vigilantes do RJ, DF e GO (FEVIG), localizada na sede do Sindicato dos Vigilantes do DF (Sindesv-DF). 

Pertencentes à Força Sindical, CTB, UGT e Nova Central, o grupo depredou o patrimônio dos trabalhadores em uma tentativa irresponsável e proposital de desestabilizar o movimento. Os invasores além de destruírem a instituição, agrediram trabalhadores e trabalhadoras presentes local. 

Não se sabe ao certo o motivo da ação criminosa, entretanto, a CNTV e a FEVIG repudiam o episódio e acreditam que a motivação para a este crime banal se dá único e exclusivamente ao fato da intensa unidade da Confederação, Federação e Sindicato em Brasília. Nossas entidades são reconhecidas pela árdua participação na luta em defesa dos vigilantes e das vigilantes do Brasil. 

De acordo com presidente da FEVIG, Moisés Alves da Consolação, as providências para que os culpados sejam responsabilizados e paguem pelo dano moral e patrimonial feitos contra a entidade já estão sendo tomadas. 

“Sem dúvida nenhuma, estes marginais vieram a mando do patronal. Querem limitar a atuação da nossa Federação. Porém, não aceitaremos nenhum tipo de provocação e toda resposta será feita judicialmente para que paguem pelo prejuízo, e o Boletim de Ocorrência já foi feito”, explica o presidente. 

Apesar do imprevisto, assembleia dos trabalhadores foi retomada e transcorreu com sucesso na deliberação de assuntos de interesses da categoria. 

Fonte: CNTV e FEVIG

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vigilantes começam a receber verbas rescisórias após ação do jurídico do Sindicato

Após o Sindicato denunciar a empresa Hércules Vigilância e Segurança por dispensar vigilantes que atuavam nos Sesc Quitandinha e Nogueira, sem o pagamento das verbas rescisórias e a liberação das guias do FGTS e seguro desemprego, o jurídico da entidade entrou com várias ações individuais para proteger o direito dos trabalhadores.

Em acordos homologados na 2ª Vara do Trabalho de Petrópolis, nove trabalhadores já tiveram seus direitos garantidos como a liberação das guias que vão permitir que o vigilante saque seu Fundo de Garantia e dê entrada no Seguro Desemprego retroativo à época da dispensa, o pagamento das verbas rescisórias como férias proporcionais, 13º salário proporcional, aviso prévio, além das multas dos 40% e do artigo 477 da CLT.

Em menos de um mês o Departamento Jurídico do Sindicato trabalhou de forma ininterrupta para garantir os direitos dos trabalhadores e diminuir os impactos sociais.


Para o presidente do Sindicato, Adriano Linhares, a defesa dos direitos é primordial na atuação da entidade. “Fizemos os atendimentos aos vigilantes na primeira hora. Priorizamos sempre garantir os direitos e fazer com que as empresas cumpram suas obrigações. Não indenizar um trabalhador ou restringir seu acesso ao seguro desemprego causa danos irreparáveis para o vigilantes e toda sua família. Ainda mais neste momento de crise econômica no país e de um golpe contra os direitos trabalhistas”, disse Linhares.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Vigilante de Teresópolis é homenageado pela Câmara de Vereadores


A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis, Teresópolis e região parabeniza o vigilante aposentado Sr. Renaldo que homenagem mais que justa de Cidadão Honorário de Teresópolis outorgado pela Câmara de Vereadores da cidade.


O título foi concedido pelo vereador Rock a Renaldo que é o vigilante mais antigo da cidade e ainda na ativa. O vigilante foi acompanhado do direito de base do Sindicato, João Carlos Marinho, que representou a entidade na sessão da Casa Legislativa.

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Confira a nova tabela salarial 2017-2018


Pânico no Supermercado: Preso por assalto a Supermercado é acusado de matar médico em 2015 para roubar bicicleta na Lagoa Rodrigo de Freitas no Rio

Uma quadrilha de assaltantes espalhou o terror, na noite de sexta-feira (21), no Quitandinha. Eles invadiram a loja do Supermercado Extra, roubaram 16 telefones celulares e tentaram uma fuga cinematográfica pela Rua General Rondon e Rodovia BR-040, trocaram tiros com a Polícia Rodoviária Federal e um deles, identificado como Alexsandro de Jesus Montenegro Silva, de 19 anos, foi preso. Outros quatro homens conseguiram fugir, depois de abandonarem na estrada o carro que usaram no crime e roubarem outro para descer a serra.
A quadrilha levou todo o estoque de telefones celulares que estavam no depósito do supermercado. O valor do montante ainda não foi divulgado, mas parte dos aparelhos roubados, totalizando pouco mais de R$ 35 mil, foi recuperado no carro abandonado na altura do Km- 89 da Rodovia BR-040, após o Túnel do Quitandinha. Segundo a polícia, com 19 anos, o homem que foi preso também é acusado do assassinato do médico Jaime Gold, em 2015, num assalto ocorrido na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, crime pelo qual cumpriu um ano e nove meses de internação.
O coronel Oderlei Santos, comandante do 26º BPM, foi procurado para falar sobre o ocorrido e explicar quais serão as medidas tomadas para reforçar a segurança da cidade, mas se limitou a dizer que: “Inicialmente, houve a prisão de um criminoso, pela Polícia Rodoviária Federal; e a PM apreendeu o veículo usado pelos bandidos, recuperando telefones celulares roubados é uma arma!!! Alertamos que o Crime não compensa!! E aquele bandido que não for preso em flagrante delito, será preso mais cedo ou mais tarde!!"
O assalto
No supermercado, a ação dos bandidos teve início por volta das 21h. Enquanto um deles permanecia no carro, parado no estacionamento externo, quatro deles entraram no mercado e foram direto para a seção de eletroeletrônicos da loja e renderam os funcionários do setor. Inicialmente, agiam sem chamar a atenção de clientes, apesar de um deles exibir uma pistola.
Ao render a primeira funcionária, um dos assaltantes tomou a chave do depósito de eletrônicos e, logo em seguida, renderam outro vendedor. Este, a princípio, pensou que se tratasse de uma brincadeira, mas o bandido se alterou e pegou a arma que estava na cintura, sem se preocupar com a presença de clientes e com as câmeras de segurança.
Antes de obrigarem os dois vendedores a levá-los até o depósito, os bandidos avisaram que queriam os aparelhos mais caros da loja, especificando, inclusive, os modelos Iphone, da Apple e S-8, da Samsung. Os armários onde os aparelhos estavam guardados foram arrombados e, imediatamente, começaram a ser retirados e colocados em bolsas levadas pelos próprios marginais para serem usadas como transporte do material.
Segundo a polícia, os funcionários contaram que os bandidos, apesar de estarem nervosos e fazerem constantes ameaças, afirmavam que não tinham pressa para cometer o crime, pois tinham cobertura do lado de fora da loja. Os quatro homens permaneceram no depósito por aproximadamente 15 minutos e depois de saquearem todo o estoque, deixaram o local correndo. Um deles, inclusive, carregava a arma na mão.
A Fuga
Na fuga, os bandidos espalharam o terror no supermercado. Houve correria e as imagens das câmeras de segurança mostram o momento que passam pelo hall da loja assustando clientes, inclusive, com crianças. Do lado de fora, os gritos de transeuntes chamaram a atenção de agentes da Polícia Rodoviária Federal, que passavam pelo local.
Os bandidos tentavam embarcar num Fiat Siena, preto, quando foram surpreendidos pela polícia. Houve troca de tiros e um dos marginais acabou preso, enquanto os comparsas conseguiram fugir, partindo em alta velocidade. A Polícia Militar chegou ao local instantes depois e seguiu para a Rodovia BR-040, na tentativa de alcançar os marginais.
Provavelmente com medo de serem parados em algum cerco feito pela polícia, logo depois de passarem pelo túnel do Quitandinha, a quadrilha decidiu trocar de carro para prosseguir com a fuga e, na ocasião, interceptaram um carro modelo Fox, preto, que subia a serra e seguia em direção ao Bingen.
No carro, estavam dois homens de 40 e 41 anos que, inicialmente, não entenderam o que estava acontecendo. Dois bandidos estavam com parte do corpo para fora das janelas do Siena, mas só depois que exibiram as armas, o motorista entendeu que se tratava de um assalto e parou no acostamento.
Na 105ª DP, onde o caso está registrado, eles relataram que os bandidos desembarcaram e com as armas nas mãos gritavam uns com os outros, pois queriam que a mala do Fiat Siena fosse aberta para a transferência das bolsas com o produto do roubo, para o Fox preto. A maioria das bolsas foi levada para o outro veículo e os bandidos fugiram em seguida, em direção ao Rio de Janeiro. A troca de carros teria durado pouco mais de dois minutos.
Do Fox preto, as vítimas conseguiram retirar apenas o cachorro, que estava no banco de trás. Telefones celulares, cerca de R$ 800,00 em dinheiro, notebooks e carteiras com os documentos pessoais foram levados pela quadrilha.
O Patamo – Patrulhamento Tático Móvel, comandado pelo sargento André, composta ainda pelos cabos Félix e Bruno Pires chegaram ao local instantes depois e pararam para socorrer as vítimas, abandonadas nas margens da estrada. Dentro do Fiat Siena deixado no mesmo local, os policiais encontraram uma das sacolas com parte do roubo, totalizando cerca de R$ 35 mil.
Junto com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Militar realizou diligências nas pistas de subida e descida da Rodovia BR-40, mas os suspeitos não foram localizados. Com os aparelhos recuperados, o Fiat Siena foi rebocado para a delegacia e seria analisado pela perícia, em busca de pistas e impressões digitais que auxiliem na identificação dos suspeitos.
Preso tem anotações criminais desde os 12 anos
Segundo a polícia, o jovem de 19 anos, preso quando tentava fugir do Quitandinha, depois do assalto ao Supermercado Extra, foi apreendido pela primeira vez aos 12 anos, pelos crimes de dano ao patrimônio e roubo a transeunte. Até os 16 anos, quando esfaqueou o médico, na Lagoa, já acumulava 14 anotações.
O médico foi esfaqueado na noite do dia 19 de maio, quando andava de bicicleta na Lagoa, na altura da Curva do Calombo. Na época, a Polícia Civil apurou que ele foi abordado por dois adolescentes e mesmo sem reagir, foi esfaqueado na barriga e no braço.
Depois de cumprir um ano e nove meses de internação, beneficiado com a medida de semiliberdade, Alexsandro estava nas ruas há quatro meses. Atualmente, no entanto, era considerado foragido. Isso porque, deveria se apresentar diariamente ao Centro de Recursos Integrados de Atendimento ao Adolescente, mas nunca compareceu a unidade. 
Fonte: Diário de Petrópolis

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Após troca-troca de deputados, CCJ rejeita prosseguimento de denúncia por corrupção contra Temer

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) rejeitou - por 40 a 25 votos e uma abstenção - o relatório do deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) que recomendava a autorização da Câmara dos Deputados para que o Supremo Tribunal Federal investigue a denúncia de corrupção passiva contra o presidente da República, Michel Temer. A denúncia foi feita pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
Veja como os deputados votaram.
PMDB, PR, PP, PTB, PSD, DEM, PRB, Pros, SD, PV e PSC orientaram o voto contra a denúncia, enquanto PT, PSB, PDT, PCdoB, Pode, PPS, PHS, Rede e Psol foram contrários. O PSDB e o PV liberaram suas bancadas para que votassem como considerasse melhor.
Um novo relator será designado para apresentar um parecer pela não autorização ao STF para investigar Temer. Este parecer será encaminhado para votação pelo Plenário da Câmara.
Fonte: Brasil 247

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Senadores aprovam a reforma trabalhista e empurram classe trabalhadora para o buraco

O plenário do Senado aprovou o projeto de lei (PLC 38) de "reforma" da legislação trabalhista. Foram 50 votos a favor e 26 contrários, com uma abstenção. A votação foi concluída por volta das 19h50, depois de mais de seis horas de sessão suspensa, devido a uma ocupação organizada por um grupo de senadoras da oposição. Conforme queria o governo, o texto foi aprovado sem mudanças.
A oposição ainda tentava aprovar algum destaque, para que o projeto voltasse à Câmara. Sem mudanças, o PLC 38 vai à sanção de Michel Temer. O governo diz que fará alterações via medida provisória. "Esta reforma é para diminuir a rede de proteção social e precarizar as condições de trabalho", disse Humberto Costa (PT-PE). "Este projeto não vai criar empregos, e sim subempregos", afirmou Telmário Mota (PTB-RR).
"Uma parte de mim morre hoje", disse Paulo Paim (PT-RS), que desde o início da discussão tentou um acordo para incluir alterações no texto. "Vesti a minha melhor roupa (hoje), como se fosse o dia da minha morte."
"Este é um dia muito triste para o Senado Federal", reagiu Renan Calheiros (PMDB-AL). "O Senado se submete, por várias razões, a fazer o desmonte do Estado social. Da noite para o dia", acrescentou o ex-líder do partido, para quem o projeto prejudica sobretudo os mais pobres. Do ponto de vista da representação política, este talvez seja o "pior momento" do Senado, disse Renan. "O que os senhores estão fazendo com o Brasil?", afirmou o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ). "O trabalho intermitente é uma nova forma de escravidão."
"O que aconteceu aqui envergonha a nação", afirmou Gleisi Hoffmann (PR), presidenta nacional do PT, pouco depois de a sessão ser retomada. "A classe dominante deste país não tem projeto para o Brasil. Quando há crise na economia, vocês disputam verba do orçamento. Os senhores deviam se envergonhar do que estão fazendo. A cabeça dos senhores é escravocrata", acrescentou, dirigindo-se aos governistas.
"Deram um tiro no peito dos trabalhadores. Um retrocesso sem tamanho. Se hoje, já encontramos dificuldades nas negociações com os patrões, agora ficará ainda mais difícil conquistar novos direitos. Voltamos 100 anos na história. A CLT vai acabar. A Justiça do Trabalho ficou enfraquecida. Querem nos fazer de escravos de novo", lamenta Adriano Linhares, presidente do Sindicato.
Confira quadro comparativo elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), que analisou as mudanças em relação ao projeto original.
Confira o voto de cada senador:
Sim
Aécio Neves (PSDB-MG)
Airton Sandoval (PMDB-SP)
Ana Amélia (PP-RS)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Cristovam Buarque (PPS-DF)
Dalirio Beber (PSDB-SC)
Dário Berger (PMDB-SC)
Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Elmano Férrer (PMDB-PI)
Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Gladison Carmeli (PP-AC)
Ivo Cassol (PP-RO)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
João Alberto Souza (PMDB-MA)
José Agripino (DEM-RN)
José Maranhão (PMDB-PB)
José Medeiros (PSD-MT)
José Serra (PSDB-SP)
Lasier Martins (PSD-RS)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Omar Aziz (PSD-AM)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Raimundo Lira (PMDB-PB)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Muniz (PP-BA)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Ronaldo Caiado (DEM-GO)
Rose de Freitas (PMDB-ES)
Sérgio Petecão (PSD-AC)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Tasso Jereissati (PSDB-CE)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Waldemir Moka (PMDB-MS)
Wilder Morais (PP-GO)
Zeze Perrella (PMDB-MG)

Não
Álvaro Dias (Podemos-PR)
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Fernando Collor (PTC-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Capiberibe (PSB-AP)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Kátia Abreu (PMDB-TO)
Lídice da Mata (PSB-BA)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Otto Alencar (PSD-BA)
Paulo Rocha (PT-PA)
Paulo Paim (PT-RS)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Regina Sousa (PT-PI)
Reguffe (Sem partido-DF)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Roberto Requião (PMDB-PR)
Romário (Podemos-RJ)
Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

Abstenção
Lúcia Vânia (PSB-GO)

Ausente
Acir Gurgacz (PDT-RO)
Hélio José (PMDB-DF)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Fonte: Rede Brasil Atual

terça-feira, 11 de julho de 2017

No escuro, senadoras resistem: 'Esse é um caminho sem volta'

Um grupo de senadoras de oposiçãopermanece há mais de cinco horas na mesa diretora do plenário do Senado, o que causou a interrupção da sessão sobre o projeto de "reforma" trabalhista (PLC 38), que o governo tenta votar a todo custo. No escuro, já que a presidência da Casa mandou apagar a luz, elas já fizeram refeição na própria mesa e pretendem continuar no local até que possam votar ao menos um destaque ao projeto. A ideia é aprovar uma alteração ao texto, o que permitiria o retorno do PLC 38 à Câmara.
Desde as 14h, um acordo está sendo tentado, com Paulo Paim (PT-RS) e Jáder Barbalho (PMDB-PA) atuando como intermediadores. "O que nós queremos é o compromisso... A gente sabe que não cabe ao presidente (Eunício Oliveira), cabe aos senadores. O que nós queremos é barrar, porque esse é um caminho sem volta. Esse é o verdadeiro golpe. Eles estão acabando com as condições de trabalho", afirmou a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), em transmissão por rede social.
As parlamentares continuam conversando sobre as consequências negativas do projeto do governo. Às 16h14, a luz foi acesa, o que pode indicar a retomada da sessão, interrompida desde o meio-dia. "Convençam os trabalhadores e trabalhadoras que essa proposta de legislação trabalhista vai gerar empregos", desafiou Fátima Bezerra (PT-RN). "Não há legitimidade sem ser pela urna", acrescentou, com um bottom com a inscrição "Diretas Já". Segundo ela, o PSDB é o "principal fiador" da atual agenda conservadora.
Fonte: Rede Brasil Atual

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Hércules demite e não paga rescisão dos vigilantes do Sesc Quitandinha e Nogueira

A empresa Hércules Vigilância e Segurança Ltda prestadora de serviços no Sesc Quitandinha e no Sesc Nogueira, em Petrópolis, demitiu 39 vigilantes essa semana nos municípios de Teresópolis, Petrópolis e Três Rios. Teve a cara de pau de dispensar, não pagar os direitos trabalhistas dos vigilantes e ainda procurar o Sindicato para realizar as homologações. A Hércules enviou ao Sindicato os Termos de Rescisão de Contrato de Trabalho sem efetuar nenhuma de suas obrigações, tais como: multa dos 40% do FGTS, férias vencidas, 13º salário proporcional, aviso prévio, além de não apresentar as guias do seguro desemprego dos trabalhadores.

A empresa pertence a Frederico Carlos Crim Câmara que também é presidente do Sindicato Patronal (Sindesp/RJ) que representa todas as empresas. A atitude da Hércules é um desrespeito ao trabalhador e também ao Sindicato.

As entidades contratantes também são co-responsáveis e provocaram as demissões por conta da má gestão à frente dos Sesc Quitandinha e Nogueira. O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região não realizou as homologações dos trabalhadores por não compactuar com a fraude.

“Se a empresa não realiza o pagamento das verbas rescisórias, pratica crime e prejudica o trabalhador. O momento de uma demissão é muito ruim onde o vigilante fica à mercê de uma realocação no mercado de trabalho. Não vamos pactuar com isso. O Sindicato vai entrar com pedido de cumprimento das verbas rescisórias e também de dano moral contra a empresa e os contratantes”, afirma Adriano Linhares.

Atualmente, os Tribunais Regionais de Trabalho tem entendido que, com a falta de pagamento das verbas rescisórias a trabalhadores dispensados de maneira imotivada, tirando-lhes com isto a capacidade de prover suas necessidades básicas, tem o condão de gerar dano moral, devendo as empresas que assim atuam serem responsabilizadas por essa conduta ilícita, nos termos dos artigos 186 e 927 do Código Civil Brasileiro.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis


terça-feira, 4 de julho de 2017

Senado aprova urgência para reforma trabalhista. Votação será na semana que vem

Com 46 votos a favor e 19 contra, o plenário do Senado aprovou na tarde desta terça-feira (4) requerimento de urgência para votação do projeto de "reforma" trabalhista, o que ocorrerá na semana que vem. O líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), fala em votação na terça 11, mas isso poderá ocorrer também no dia seguinte. O presidente da Casa, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou que o PLC 38 entrará na ordem do dia de amanhã, para discussão. O recesso parlamentar começa no dia 18.
A oposição – que tentará obstruir a votação – insistiu na suspensão do projeto, argumentando que o presidente Michel Temer está sendo denunciado pela Procuradoria-Geral da República. "Ele pode não ser presidente daqui a 15 dias. Estamos discutindo uma reforma trabalhista aceitando um acordo com esse presidente", disse o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ). A bancada governista conseguiu manter o texto como aprovado na Câmara, para agilizar a tramitação, e afirma que Temer mandará medida provisória "corrigindo" alguns pontos.
Segundo Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), há uma "unanimidade" na Casa quanto à necessidade de promover mudanças no texto. "Não há uma alma neste Senado Federal, uma senadora, um senador, que tenha coragem de defender o projeto na íntegra", afirmou.
Ela voltou a criticar o relator nas comissões de Assuntos Econômicos e de Assuntos Sociais, Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que "simplesmente abriu mão de sua tarefa e passou a recomendar ao presidente da República que promovesse alguns vetos e editasse medidas provisórias". Segundo a senadora, na carta-compromisso encaminhada na semana passada Temer "apenas enrola". 
"Esse projeto não vai gerar um emprego a mais", disse Lindbergh. "Criamos 22 milhões de empregos com essa legislação", acrescentou. "Só a base do governo apresentou 85 emendas", lembrou Paulo Paim (PT-RS).
Fonte: Rede Brasil Atual

Sindicato cobra das empresas pagamento da cesta assiduidade

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região iniciou nesta terça-feira (04/07) o envio de ofícios às empresas de segurança que prestam serviços nos municípios da base territorial da entidade para cobrar o pagamento da cesta assiduidade no valor de R$ 75 conforme garante a Convenção Coletiva de Trabalho.

De acordo com a convenção, as empresas são obrigadas a efetuar o pagamento a partir de 1º de março de 2017.

Cláusula 12ª - Parágrafo Segundo:


Fica garantido a partir de 1º de março de 2017, com assinatura da Convenção Coletiva de Trabalho 2017/2018, a concessão de prêmio-assiduidade mensal concedido mediante o fornecimento de cesta básica ou vale alimentação, a critério do empregador, no valor de R$ 75,00 (setenta e cinco reais), para os empregados que não tiverem nenhuma falta ao trabalho durante o mês, justificada ou não.

"Estamos cobrando um direito que já está garantido na nossa Convenção. Não há como as empresas tentarem negar esse benefício que foi uma conquista da campanha salarial do ano passado. Comunicados a todas as empresas para que cumpram o inteiro teor da Cláusula 12ª. Caso não haja o cumprimento, o jurídico do Sindicato vai adotar as medidas legais para garantirmos o direito dos vigilantes", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis
*Na foto, o ofício enviado à empresa Invernada Guarda de Segurança e Vigilância Ltda


quinta-feira, 29 de junho de 2017

Reforma trabalhista é aprovada na CCJ e terá batalha final no plenário do Senado

Última etapa antes do plenário, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado aprovou relatório de Romero Jucá (PMDB-RR) sobre o projeto de lei (PLC 38) de "reforma" da legislação trabalhista, depois de quase 14 horas de sessão nesta quinta-feira, das 10h10 até pouco antes da meia-noite. Foram 16 votos a favor e 9 contra, com uma abstenção. Mesmo com Michel Temer denunciado pelo Ministério Público, o que foi constantemente lembrado durante a sessão, a base governista conseguiu ainda aprovar requerimento de urgência para o texto, que segue para o plenário (confira, ao final do texto, o voto de cada senador na CCJ).
Durante todo o dia, a oposição tentou ganhar tempo, depois de não conseguir adiar a votação. Seis senadores apresentaram votos em separado, cinco deles pela rejeição do PLC 38. Lasier Martins (PSD-RS) votou pela aprovação, mas com emendas. Mas o governo insistiu na estratégia de não considerar emendas, para evitar retorno à Câmara. Nas três comissões pelas quais o projeto passou (Assuntos Econômicos, Assuntos Sociais e CCJ), foram quase 700.
Diante das dificuldades, inclusive dentro da base, o líder do governo, Romero Jucá, relator do projeto, leu carta assinada por Michel Temer se comprometendo com alterações no projeto. "Quero aqui reafirmar o compromisso de que os pontos tratados como necessários para os ajustes (...) serão assumidos pelo governo", diz o presidente. A oposição reagiu contestando o conteúdo da mensagem e dizendo que o Executivo não tem credibilidade para propor mudanças, incluindo o próprio projeto.
Uma possibilidade, admitida pela oposição, viria do voto em separado de Lasier Martins, que poderia ser ponto de partida para um acordo. Mas a base governista insistiu em aprovar um texto sem alterações. O agora ex-líder do PMDB Renan Calheiros (AL), que apresentou hoje sua renúncia, também criticou o governo e o projeto.
Pouco antes da votação, o líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), acusou Jucá de querer "desmoralizar o Senado" apenas para satisfazer o "mercado" com a aprovação de uma reforma importante. "O senhor quer o desprestígio desta Casa para salvar o seu governo. Só quem sustenta os senhores hoje é o sistema financeiro, alguns grandes empresários, que querem reduzir o custo do trabalho
Jucá tomou o pronunciamento como uma "provocação". Segundo ele, a CCJ não está tratando do emprego de Michel Temer, mas dos 14 milhões de desempregados (segundo estimativa do IBGE). "Eu não vou aceitar ignorância nem maus-tratos. Eu jogo duro na bola, eu não entro na canela de ninguém", reagiu, afirmando que o Congresso vai aprovar "uma legislação moderna".
O senador Roberto Requião (PMDB-PR) pediu a suspensão do processo. "Não temos mais governo. Não temos o limite da lei, não temos mais hierarquia e não temos mais respeito", afirmou. Ele se disse favorável a alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas afirmou que a proposta do governo, "estúpida e irracional", levará o país "inevitavelmente a um conflito social".
"Não se resolve o problema do emprego com lei, mas com crescimento econômico", disse Paulo Rocha (PT-PA), para quem o argumento do governo é uma "falácia". E Paulo Paim lamentou que o governo tenha insistido em negar emendas, fazendo com que o Senado abrisse mão de seu papel de Casa revisora. "Se todos os senadores entendem que tem de mudar, por que não mudar? Ou vão transformar o Congresso brasileiro em unicameral?"
Com o prolongamento do encontro da CCJ, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), cancelou a sessão extraordinária marcada para a noite desta quarta-feira. Ele transferiu a sessão para a quinta (29), a partir das 10h. E pretende incluir o PLC 38 na pauta do plenário.
Confira o voto de cada senador (sim ou não ao relatório de Jucá)
Sim
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Armando Monteiro (PTB-PE)
Benedito de Lira (PP-AL)
Cidinho Santos (PR-MT)
Eduardo Lopes (PRB-RJ)
Jader Barbalho (PMDB-PA)
José Serra (PSDB-SP)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)
Marta Suplicy (PMDB-SP)
Paulo Bauer (PSDB-SC)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Simone Tebet (PMDB-MS)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Wilder Morais (PP-GO)
Não
Ângela Portela (PDT-RR)
Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Fátima Bezerra (PT-RN)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Paulo Paim (PT-RS)
Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
Abstenção
Lasier Martins (PSD-RS)

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Petrópolis/RJ:Sindicato homenageia vigilantes pelo seu dia

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região recebeu na manhã do dia 20/6 diversos vigilantes para um café da manhã em comemoração pelo Dia Nacional do Vigilante. A homenagem foi organizada pela diretoria da entidade para os trabalhadores associados e contou com um café bem regado. 

"Essa é a forma que encontramos de homenagear simbolicamente os nossos colegas guerreiros de profissão. Em Petrópolis já é uma tradição realizarmos esse café da manhã para os nossos associados. Esse ano de 2017 tem sido de muitas batalhas. Lutamos muito para manter as cláusulas da nosso Convenção Coletiva e ainda ganhar um reajuste que repõe a inflação do período. O momento que vivemos é de ataques aos direitos da classe trabalhadora. Por isso, momentos para conversar e prestar homenagens aos companheiros são importantes", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Dia do Vigilante é comemorado anualmente em 20 de junho. Esta data é uma homenagem a todos os profissionais que se dedicam a proteger e vigiar propriedades públicas e privadas, com o intuito de evitar vandalizações e garantir a segurança do ambiente.
No Brasil, os profissionais vigilantes estão amparados e são representados através da Confederação Nacional de Vigilantes e Prestadores de Serviços (CNTV).
O Dia do Vigilante foi criado em homenagem à data em que foi sancionada a Lei nº 7.102, de 20 de junho de 1983, responsável por regularizar esta profissão no Brasil.










terça-feira, 20 de junho de 2017

Oposição derrota governo, e reforma trabalhista empaca no Senado. Vitória dos trabalhadores!

De forma surpreendente, o relatório do projeto de "reforma" trabalhista (PLC 38) foi rejeitado no início da da tarde de hoje (20) na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado. Foram 10 votos contrários e nove favoráveis ao parecer de Ricardo Ferraço (PSDB-ES). A oposição comemorou com gritos de "Fora Temer". O resultado contraria os planos do governo, que contava com a aprovação hoje e, na sequência, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) – o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), previa que o texto estaria pronto para ir a plenário a partir do próximo dia 28.
Logo depois da rejeição inesperada, foi aprovado simbolicamente o voto em separado de Paulo Paim (PT-RS), contrário ao projeto do governo. Durante toda a sessão da CAS, o parlamentar gaúcho apelou para um entendimento em outras bases, criticando o "desespero" de aprovar um texto sem qualquer emenda. É o parecer de Paim, e não mais o de Ferraço, que seguirá para a CCJ.
"Qualquer pessoa séria, ao ler aquele projeto, acha aquilo inaceitável. Vamos pegar os votos em separado, os quatro da oposição e o (texto) do relator, vamos sentar e ver o que é possível construir. É possível construir um grande entendimento, aí o projeto volta para a Câmara e ela ratifica ou não. Isso é bom senso, o razoável, ninguém está dizendo que não é para fazer reforma nenhuma, nós tiraríamos todos os absurdos", acrescentou Paim.
Apesar de o texto do governo ter sido rejeitado na Comissão de Assuntos Sociais, a reforma trabalhista ainda vai passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, por fim, pelo plenário do Senado.
Segundo a Mesa Diretora do Senado, os relatórios da CAE, CAS e CCJ vão servir de orientação para a votação em plenário. O texto que vai ser analisado em plenário é a matéria que veio da Câmara.
Mais uma vez, Ferraço ignorou mais de 200 emendas, número próximo ao da Comissão de Assuntos Econômicos (onde seu relatório foi aprovado por 14 a 11), e manteve na íntegra o texto aprovado na Câmara, ainda como PL 6.787. Fez apenas "recomendações" de vetos presidenciais, no que ele chama de "acordo institucional", mas que muitos de seus pares têm desconfiança quanto ao cumprimento. Sindicalistas e parlamentares tentam negociar com o governo a edição de uma medida provisória com pontos específicos.
Ferraço insistiu no discurso de que o projeto corrige "distorções estruturais" do mercado de trabalho e ajudará incorporar excluídos. "O que está por trás desse projeto é a redução do custo do trabalho", contestou o líder do PT, Lindbergh Farias (PT-RJ). "A economia não vai reagir com essas medidas."
Para Humberto Costa (PT-PE), o Estado deve ter um papel de equilíbrio nas relações trabalhistas, "e esse projeto tende totalmente para o empresariado". Randolfe Rodrigues (Rede-AP) afirmou que se tratava de uma proposta defendida por um presidente da República "prestes a ser denunciado", referindo-se a Michel Temer. "Em qualquer democracia chinfrim, o governo já teria caído."
"Nós vamos recuperar o país", disse Romero Jucá, minutos antes da votação. "A motivação aqui é derrubar o governo", acrescentou. Confiante na aprovação na CAS e na CCJ, ele chegou a dizer que o PLC 38 estaria no dia 28 com o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), para que ele pusesse em pauta quando achasse melhor.
Na semana passada, quatro senadores da oposição apresentaram votos em separado: Paim, Randolfe, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lídice de Mata (PSB-BA). Eles protestaram contra o fato de, ao não incluir nenhum emenda, o Senado abriu mão do papel de Casa revisora. "Não pode vir um projeto que altera a CLT em 117 artigos aqui para a Casa e a gente só carimbar, sabendo que a Câmara cometeu absurdos", criticou Paim.
Com informações da Agência Senado