terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Pressão sindical faz Dilma rever novo seguro-desemprego, diz jornal Folha de São Paulo

O governo já admite reservadamente que vai ceder às centrais sindicais e rever parte das mudanças nas regras do seguro-desemprego que endureceram o acesso ao benefício trabalhista.

Segundo a Folha apurou, a equipe da presidente Dilma chegou à conclusão de que, sem alterações, a medida provisória que restringiu o benefício não será aprovada no Congresso Nacional.

Assessores presidenciais disseram à reportagem que, diante da reação contrária de lideranças sindicais, a estratégia era fazer concessões durante a fase de tramitação da proposta no Legislativo.

Agora, após declarações do ministro Joaquim Levy (Fazenda) avaliadas pelo Palácio do Planalto como infelizes, a equipe de Dilma acredita que pode ser obrigada a sinalizar mais concretamente o que irá mudar na próxima reunião com as centrais sindicais, em 3 de fevereiro.

Na semana passada, em Davos (Suíça), Levy chamou de "ultrapassado" o modelo do seguro-desemprego, o que irritou sindicalistas e até assessores de Dilma.

Seu colega Miguel Rossetto (Secretaria-Geral da Presidência) divulgou nota no sábado (24) classificando o seguro-desemprego como "cláusula pétrea" dos direitos dos trabalhadores.

O próprio Levy reconheceu internamente no governo que não foi feliz em suas declarações. Ele defende mudanças no sistema, mas sem retirar direitos trabalhistas.

Jovens

Segundo a Folha apurou, o governo pode mudar o período de carência para concessão do benefício na primeira solicitação feita pelo trabalhador. As centrais sindicais consideram que essa regra prejudica principalmente jovens num período da economia em que deve haver alta de desemprego nesta faixa.

Pelas regras definidas pela equipe econômica, a carência subiria de 6 para 18 meses nos últimos 24 meses trabalhados na primeira solicitação do benefício. No segundo pedido, o prazo passou de 6 para 12 meses nos últimos 16 meses trabalhados. Na terceira, foi mantida a carência de seis meses.

O governo também propôs mudanças no abono salarial, no seguro-defeso (pago a pescadores no período de proibição da pesca) e na pensão pós-morte.
Lançado no fim de 2014, o pacote de mudanças em benefícios trabalhistas e previdenciários visa economizar R$ 18 bilhões neste ano para reequilibrar as contas públicas. São R$ 9 bilhões apenas com o seguro-desemprego.

Presidente da Força Sindical, Miguel Torres diz que mudar só a carência do seguro-desemprego não é "suficiente". Ele também defende ajustes no seguro-defeso e na pensão pós-morte.

Presidente da CUT, Vagner Freitas defende mudanças em todas as medidas.
As centrais estão organizando manifestações contra as propostas, classificadas por elas de conservadoras.


Fonte: Jornal Folha de São Paulo

sábado, 24 de janeiro de 2015

Linhares participa de Congresso da UGT para discutir Mobilidade Urbana

O presidente do Sindicato, Adriano Linhares, participou, na última sexta-feira (23), do 3º Congresso Ordinário da UGT - União Geral dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro, entidade a qual o sindicato é filiado. 

O evento serviu para discutir o quanto a mobilidade urbana pode interferir na qualidade de vida do trabalhador, ou seja, quanto mais tempo o cidadão passa nos transportes coletivos, por exemplo, menos tempo tem para o lazer, para a convivência social e familiar, para cuidar da educação e da saúde, expondo-se, ainda, a situações de insegurança, além do estresse.

Essa foi a principal abordagem do 3º Congresso Ordinário da União Geral dos Trabalhadores do Estado do Rio de Janeiro (UGT-RJ), cujo tema central foi “Mobilidade Urbana Carioca – Qualidade de Vida para o Trabalhador”.

Para discutir o assunto, a UGT-RJ convidou o advogado, vereador e ex-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público Coletivo na Câmara Municipal de Niterói, Bruno Lessa.


O congresso aconteceu no Windsor Guanabara Hotel, no Rio de Janeiro, e reuniu cerca de 300 líderes sindicais de todo o país. Na programação, ainda, Eleição e Posse dos membros da Executiva Estadual e do Conselho Fiscal da UGT e a discussão do tema “Assédio Moral e Discriminação da Mulher no Local de Trabalho” com a pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Luciene Lacerda, membro do Instituto Búzios, organização social comprometida com a conquista de direitos e a afirmação da cidadania.

Fonte: Imprensa Sindical RJ - wmcnoticias@gmail.com / UGT/RJ

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Diretoria da CNTV renova a luta contra horista e pisos indecentes

Reunida no sábado (17) em Brasília, a diretoria executiva da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) reafirmou as decisões da Conferência Nacional da categoria, realizada em Novembro passado, em especial a luta contra a implantação de contratos de horistas e pisos salariais rebaixados.


Neste ano, em quase todas as mesas de negociação pelo país afora, o patronato tem insistido e até chantageado as lideranças da categoria, querendo usar as convenções coletivas para permitir a contratação de vigilantes sob o regime de horista. O horista trabalha algumas horas por dia e recebe por mês apenas o valor correspondente a estas horas. Em muitos casos, a remuneração não passa de R$ 600. No Rio Grande do Sul os vigilantes e os Sindicatos de luta combatem uma herança maldita que permitiu varias dessas anomalias. Em Minas Gerais, os sindicatos pautaram neste ano o combate aos abusos neste tipo de regime previsto na CCT há alguns anos. As convenções de São Paulo e Santa Catarina também permitem a figura do horista.


Os advogados da CNTV e dos Sindicatos já estudaram o tema, dizem que a CLT até permite este tipo de contratação, mas só em caráter muito excepcional, não para suprir reserva técnica, horário de almoço, etc. Mas se os Sindicatos permitirem, “pode tudo”.

Fonte: CNTV

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Carta da CNTV repudia instrução normativa do Secretario de Relações do Trabalho no apagar das luzes de 2014

Em 31 de dezembro de 2014, as entidades sindicais foram surpreendidas com a publicação da Instrução Normativa nº 19, que estabelece “os procedimentos administrativos de verificação periódica a ser realizada por esta Secretaria de Relações do Trabalho no que tange à manutenção, pelas entidades sindicais de grau superior, do número mínimo de entes filiados, nos termos dos artigos 534 e 535 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT”.

Diante do conteúdo da Instrução Normativa, o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) encaminhou uma carta ao Secretário de Relações do Trabalho, Manoel Messias, manifestando sua insatisfação com os equívocos, ilegalidades e abusos do texto. Sem questionar a competência legal do MTE de normatizar e registrar as entidades sindicais, a diretoria da CNTV acredita não se tratar de uma simples e corriqueira medida.

De acordo com os termos da Instrução, deixa de ser um mero ato administrativo quando o MTE toma para si o poder de normatizar, fiscalizar, sancionar e punir, sem base legal, uma vez que esta competência é do judiciário. O que seria um ato administrativo transforma-se em sanção motivada pela ansiedade ou sede punitiva.

A manutenção da regularidade sindical deixa de ter um ato saudável a partir do momento que o MTE desconhece os estatutos das entidades e ampara a verificação de regularidade apenas por uma eventual declaração ou informação apresentada diretamente sobre filiação e desfiliação. Em tempos democráticos, o Estado não pode atribuir para si a tarefa de receber os pedidos de filiação ou desfiliação das entidades sindicais ou dos trabalhadores com os sindicatos.

Na carta, a CNTV expressa ainda que é preciso preservar o diálogo, o respeito, a legalidade e a democracia - pilares que sustentam a luta da Classe Trabalhadora e que já nortearam a trajetória de vida do secretário Manoel Messias. Gera estranheza que um dirigente do Estado, oriundo da CUT, proponha uma norma contra os princípios fundamentais desta Central - liberdade e autonomia sindical, onde cabe somente aos trabalhadores estabelecer os meios de organização.


Fonte: CNTV

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Pagamento de adicional de periculosidade aos vigilantes

Já está regulamentado o pagamento do adicional de periculosidade aos vigilantes, e os empregadores que não cumprirem tal determinação, possivelmente serão acionados na Justiça do Trabalho, podendo eventualmente ser oficiados ao M.P.T.

Antes da publicação da Lei n° 12.740/12, as empresas de segurança patrimonial e/ou pessoal pagavam aos vigilantes um adicional de risco de vida seguindo a previsão das Normas Coletivas, e o percentual devido variava de região para região. Em São Paulo, por exemplo, este percentual girava em torno de 15%.

Tendo em vista que as Normas Coletivas eram esparsas e percentuais distintos de uma região para outra foi criada a Lei n° 12.740/12, que modificou o artigo 193 da CLT, inserindo o inciso II ao mesmo.

Art. 193. São consideradas atividades ou operações perigosas, na forma da regulamentação aprovada pelo Ministério do Trabalho e Emprego, aquelas que, por sua natureza ou métodos de trabalho, impliquem risco acentuado em virtude de exposição permanente do trabalhador a: (Redação dada pela Lei no 12.740, de 2012).

I - inflamáveis explosivos ou energia elétrica; (Incluído pela Lei no 12.740, de 2012).

II - roubos ou outras espécies de violência física nas atividades profissionais de segurança pessoal ou patrimonial. (Incluído pela Lei no 12.740, de 2012).

§ 1o - O trabalho em condições de periculosidade assegura ao empregado um adicional de 30% (trinta por cento) sobre o salário sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. (Incluído pela Lei no 6.514, de 22.12.1977)

§ 3o Serão descontados ou compensados do adicional outros da mesma natureza eventualmente já concedidos ao vigilante por meio de acordo coletivo. (Incluído pela Lei no 12.740, de 2012)...

Com a publicação da Lei 12.740/12 em dezembro de 2012, nosso escritório defendeu ao longo do ano de 2013 inúmeras ações requerendo referido acréscimo salarial a título de adicional de periculosidade. Contudo, poucas ações destas obtiveram êxito neste período, uma vez que a referida lei dependia de regulamentação do Ministério do Trabalho.

Referida lei foi regulamentada pela Portaria no 1.885 do Ministério do Trabalho e Emprego e, entrou em vigor no dia 03/12/2013, concedendo à categoria dos vigilantes o direito à percepção do adicional de periculosidade, percentual de 30% do seu salário normativo.

A Portaria n° 1.885/13 previu o desconto ou compensação do adicional de outra espécie, mas da mesma natureza já concedidos aos vigilantes, de tal forma que a obrigação seria de pagar apenas o percentual a complementar os 30% concedidos a título de adicional de periculosidade.

Desta forma, já está regulamentado o pagamento do adicional de periculosidade aos vigilantes, e os empregadores que não cumprirem tal determinação, possivelmente serão acionados na Justiça do Trabalho, podendo eventualmente ser oficiados ao Ministério Público do Trabalho.

Fonte: Jus Navigandi

Fala CNTV

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) encabeçou a luta pelo adicional de periculosidade e, junto com a mobilização dos vigilantes, garantiu esta conquista para a categoria.


A entidade relembra que, caso o trabalhador não esteja recebendo os valores referentes ao adicional, denuncie junto ao sindicato de sua região e à CNTV para que sejam adotadas medidas cabíveis.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Novas regras do seguro-desemprego podem trazer prejuízos, alega o Dieese

O coordenador de atendimento sindical do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Airton Santos, afirmou à Rádio Brasil Atual nesta quarta-feira (14) que as mudanças propostas pelo governo federal por meio das Medidas Provisórias 664 e 665, que abarcam uma série de temas relacionados à seguridade social e alteraram regras em relação à pensão por morte, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, abono salarial e seguro-desemprego, entre outras, são preocupantes para os trabalhadores.
As medidas são justificadas pelo governo para se coibir desvios e fraudes que estariam onerando os cofres da Previdência Social. Em relação ao seguro-desemprego, a regra anterior previa que após seis meses de contribuição ao INSS, o trabalhador demitido sem justa causa teria direito de receber o beneficio. Agora, para ter acesso ao benefício, o trabalhador precisa estar empregado por no mínimo 18 meses.
O coordenador do Dieese chama a atenção para a alteração no seguro-desemprego em um contexto de alta rotatividade. "Em determinados setores e segmentos econômicos da produção, a rotatividade é de 100% ao ano. Na construção civil, por exemplo, é tremenda. Mesmo na indústria, a rotatividade é de pelo menos 30% ao ano. Nos serviços, é de 70%. Essa é uma característica perversa do mercado de trabalho brasileiro."
"Não é vontade do trabalhador ser dispensado antes dos 18 meses, ele é mandado embora", disse Santos, ressaltando que o jovem é o mais afetado, pois, além da dificuldade em conseguir se inserir no mercado, faz parte do grupo que mais roda.
"É uma parcela vulnerável nesse sentido. O seguro-desemprego acudia suas necessidades financeiras até conseguir colocação no mercado novamente. Isso não vai acontecer mais", lamenta, apontando para o risco social em se deixar os jovens sem a assistência. "Essa medida vem no sentido de economizar, mas é realizada às custas do sacrifício da pirâmide social. Parece que para o topo da pirâmide não sobrou nada ainda", alerta Airton.
Outro ponto destacado pelo coordenador é que as medidas não foram negociadas com os representantes dos trabalhadores. "Foram baixadas as medidas provisórias sem falar com as centrais sindicais, sem nenhum diálogo. Se existem abusos e malversação, que se fiscalize e se coíba de fato."
Santos apresenta ainda uma alternativa: "Pode-se eventualmente até aceitar essa medida, desde que o país acate a Convenção 158 da OIT, que versa sobre demissões imotivadas. Não seriam dispensados a torto e a direita, como ocorre".

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Campanha Salarial 2015/2016 - Calendário de Assembleias de montagem de pauta

A direção do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, antenada com a campanha salarial 2015, já montou a agenda de assembleias gerais extraordinárias para a montagem da pauta de negociação salarial 2015/2016.

Fique atento para as datas das reuniões em sua cidade:

Dia 16/01 - 19:00hs - Três Rios (Local: Subsede do Sindicato na Praça da Autonomia, sala 501)
Dia 19/01 - 19:00hs - Teresópolis (Local: Sede do Sindicato dos Porteiros - Avenida Lúcio Meira, 330, sala 704)
Dia 20/01 - 19:00hs - Petrópolis (Local: Sede do Sindicato dos Vigilantes - Rua Paulo Barbosa, 233, centro)

Não deixe de comparecer e participar da construção de uma pauta de reivindicações que pode mudar o seu futuro. Sua presença é peça fundamental para contribuir com uma negociação mais fundamentada e forte. 

Imprensa Sindical RJ - wmcnoticias@gmail.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Multas da Polícia Federal contra bancos atingiram R$ 19 milhões em 2014


A Polícia Federal (PF) aplicou multas de R$ 19,062 milhões contra 20 bancos por falhas na segurança de agências e postos de atendimento bancário, durante as quatro reuniões ocorridas em 2014 da Comissão Consultiva para Assuntos de Segurança Privada (CCASP), em Brasília. O montante significa um crescimento de 535,90% em relação a 2012, quando os bancos foram multados em R$ 3,557 milhões. 

O levantamento foi elaborado pelo Dieese, com dados da Contraf-CUT, que representa os bancários na CCASP. Também integram a CCASP representantes do governo e entidades dos vigilantes e dos empresários. A Febraban é a porta-voz dos bancos.

O Banco do Brasil foi bicampeão, com multas de R$ 5,089 milhões, seguido do Itaú com R$ 4,585 milhões, do Bradesco com R$ 3,449 milhões, do Santander com R$ 2,986 milhões, da Caixa Econômica Federal com R$ 1,593 milhão e do HSBC com R$ 557,61 mil.

O crescimento das multas é resultado do aumento da quantidade de reuniões da CCASP (em 2012 ocorreram somente três), o que representou o julgamento de maior número de processos contra bancos, abertos pelas delegacias estaduais de segurança privada (Delesp), por causa do descumprimento da lei federal nº 7.102/83 e de portarias da Polícia Federal. 

As multas foram aplicadas em reuniões da CCASP, presididas pela delegada Silvana Helena Vieira Borges, titular da Coordenadoria-Geral de Controle de Segurança Privada (CGCSP).

As principais irregularidades punidas foram o número insuficiente e a falta de rendição de vigilantes no horário de almoço, alarmes e portas giratórias inoperantes, transporte de valores feito ilegalmente por bancários, inauguração de agências sem plano de segurança aprovado pela PF e cerceamento da fiscalização de policiais federais, dentre outras.

Nas reuniões da CCASP houve também aplicação de multas e outras penalidades contra empresas de segurança, vigilância e transporte de valores e cursos de formação de vigilantes, igualmente por descumprimento da legislação federal e das normas da Polícia Federal. 

Bancos não priorizam segurança

"Essa aplicação de multas revela, por um lado, que melhorou o trabalho da Polícia Federal, e por outro que os bancos não priorizam a segurança dos estabelecimentos", avalia o secretário de imprensa da Contraf-CUT e coordenador do Coletivo Nacional de Segurança Bancária, Ademir Wiederkehr. 

"Os bancos ainda enxergam a segurança como custo, que pode ser reduzido para aumentar ainda mais os lucros, e por isso agem com negligência, em vez de respeitarem a legislação e fazerem mais investimentos para prevenir assaltos e sequestros e proteger a vida dos bancários, vigilantes e clientes", salienta Ademir.

"Essas multas comprovam que os bancos continuam atuando com descaso na segurança dos estabelecimentos. Todos esses recursos poderiam estar sendo investidos na preservação da segurança dos bancários, vigilantes, clientes e comunidade em geral", afirma o diretor da Fetrafi-RS e representante da Contraf-CUT nas últimas reuniões da CCASP, Lúcio Mauro Paz.

"Precisamos intensificar em 2015 as denúncias acerca do descumprimento da legislação federal de segurança bancária junto à Polícia Federal, a fim de ampliar a fiscalização para forçar os bancos a respeitarem essa lei que protege a vida de trabalhadores e clientes", defende Lúcio.

"Esperamos que em 2015 os bancos tratem a segurança com zelo e prioridade e façam mais investimentos, porque recursos financeiros não faltam para o setor que apresenta ano a ano lucros cada vez mais abundantes", enfatiza Ademir.

Conforme estudo do Dieese, com base nos balanços publicados, os cinco maiores bancos (BB, Itaú, Bradesco, Caixa e Santander) lucraram R$ 28,3 bilhões no primeiro semestre de 2014, enquanto as despesas de segurança e vigilância somaram R$ 2,4 bilhões, o que representa média de 8,6% em relação aos lucros auferidos.

A pesquisa nacional feita pela Contraf-CUT em parceria com a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) revelou que houve 32 mortes em assaltos envolvendo bancos no primeiro semestre deste ano, reforçando o descaso dos bancos com a segurança. "É inaceitável que tenhamos mortes, feridos e pessoas traumatizadas por falta de segurança nos bancos", ressalta Ademir.

"Além de mais investimentos dos bancos em segurança, esperamos que o segundo governo Dilma retome a análise do projeto de lei do estatuto de segurança privada, em elaboração no Ministério da Justiça. Queremos a atualização com avanços da lei nº 7.102/83, garantindo novos equipamentos de prevenção contra assaltos e sequestros e colocando a proteção da vida das pessoas em primeiro lugar", conclui o dirigente da Contraf-CUT.

A próxima reunião da CCASP em 2015 está agendada para o dia 4 de março.

Fonte: Contraf-CUT com Dieese

Vigilantes da Prosegur ficam sem água e paralisam atividades

O ano já começou com registro de descaso da Prosegur. No Rio Grande do Norte, vigilantes foram empurrados pela empresa para uma paralisação na manhã desta segunda-feira (5).

O motivo foi a falta de água na sede da empresa. Desde domingo, quando a bomba que puxa a água para fazer o abastecimento do local quebrou, os patrões vinham enrolando para providenciar o conserto, penalizando os trabalhadores.Em resposta, o Sindicato dos Vigilantes de Transporte de Valores do Rio Grande do Norte (Sindforte-RN) se juntou aos funcionários da empresa em uma paralisação de advertência.

Segundo o presidente do Sindforte-RN, Tertuliano Santiago, os vigilantes foram obrigados a utilizar água do hidrante. “Se ocorresse um incêndio, todos ostrabalhadores estariam em risco. Não seria possível combater o fogo antes da chegada do Corpo de Bombeiros”, afirmou.

Mais uma vez, a mobilização dos trabalhadores surtiu efeito. Ao final da manhã, um caminhão pipa já havia chegado ao local, juntamente com uma nova bomba para que a troca fosse efetuada.

“Ainda assim, estamos todos indignados. Deixaram os trabalhadores sem água, em situação insalubre, usando água do hidrante”, disse Santiago. “Isso é Prosegur, a bela multinacional que temos no Brasil”, desabafou.


Fonte: CNTV

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Festa de Natal do Sindicato recebe centenas de vigilantes com muita música, papai noel, brindes e diversão



 A festa de de fim de ano realizada pelo Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região foi, mais uma vez, um grande sucesso. Centenas de vigilantes e familiares desfrutaram de uma tarde inteira de festa com muita comida, churrasco, bebidas e música ao vivo. O sindicato ainda presenteou através de sorteio dezenas de brindes para os vigilantes entre eles televisões, bicicletas, aparelhos eletrônicos, cestas de natal, aparelhos de som, ferramentas e outros.
Claudio Vigilante, SVNIT, Adriano Linhares, presidente do
Sindicato, e José Boaventura, presidente da CNTV, e a
diretora Alessandra

A festividade teve a presença ainda do presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Niterói e Secretário Geral da CNTV, Cláudio Vigilante, do presidente do Sindicato dos Vigilantes de Duque de Caxias e diretor da CNTV, Carlos Gil, do presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), xxxxx, entre outros dirigentes sindicais de outras categoria.

A festa é feita para os vigilantes e seus familiares. Todo ano, a diretoria do sindicato se preparada para realizar uma festa ainda maior e melhor com todo carinho. Para facilitar a participação dos trabalhadores, o sindicato disponibilizou ônibus saindo de Teresópolis e Três Rios gratuitamente.

A criançada também foi presenteada com brinquedos entregues pelo próprio Papai Noel fazendo a alegria dos pequeninos.

Muito samba embalou a tarde de domingo que teve muita alegria e também prestação de contas do trabalho que vem sendo realizado pelo sindicato em prol da categoria. O SindVig Petrópolis se toronou uma referência no Estado no combate à precarização do trabalho e na defesa dos trabalhadores.

A atuação da diretoria de forma séria e responsável permite que a entidade devolve em brindes e com uma bela confraternização as contribuições dos associados. 

Imprensa SindVig Petrópolis
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Nilson Duarte, presidente da UGT-RJ


Carlos Gil, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Duque de Caxias
José Boaventura, presidente da CNTV

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Durante Congresso Mundial, CNTV participa de debate contra o desrespeito aos trabalhadores

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) marcou presença no IV Congresso Mundial da UNI Global Union, realizado entre os dias 7 e 10 de dezembro, na Cidade do Cabo, na África do Sul. O encontro mundial recebeu mais de 420 organizações sindicais de todo o mundo para dialogar sobre os problemas trabalhistas dos países.

A UNI, sindicato global que representa mais de 20 milhões de trabalhadores, na qual a CNTV é filiada, agrega os sindicatos do setor de serviços. Os dirigentes sindicais brasileiros formaram uma delegação significativa, representando os setores de segurança privada, limpeza, bancários, comunicação, gráficos e comerciários.

Representantes de sindicatos de vigilantes de todas as partes do mundo também participaram das atividades do IV Congresso, possibilitando, assim, a troca de
informações, experiências de luta e fortalecimento das alianças internacionais e solidariedade de classe entre as entidades. Vigilantes da América, Europa, Ásia, África e Oceania dialogaram em uma só língua: proteção, respeito e valorização.

O Congresso

No IV Congresso, a UNI e os sindicatos de vigilantes trabalharam para ampliar os acordos globais com as empresas do setor de segurança, como já fez com as
gigantes multinacionais G4S e Securitas. Os parâmetros para estabelecer os acordos têm como base a dignidade dos trabalhadores, melhores condições de trabalho, direito e
liberdade de organização dos trabalhadores em sindicatos e o direito à vida.

Um acordo global com a empresa espanhola Prosegur se tornou um dos desafios das entidades. Na Espanha, a companhia trata bem seus empregados, mas, na América
Latina, ataca violentamente os direitos humanos, o direito de organização sindical e a dignidade dos trabalhadores.

No Brasil, apenas os sindicatos que acatam os desmandos do patrão são bem vistos pela empresa. As entidades que enfrentam e combatem o descaso da Prosegur são coagidos
e se tornam vítimas de campanhas contra o Sindicato, como está acontecendo com os companheiros de Alagoas.

A atuação repressora da empresa se estende aos países vizinhos. No Paraguai, o direito universal de greve não é respeitado e os trabalhadores que aderem ao movimento
são demitidos. Na Colômbia, os sindicatos sofrem ameaças, os dirigentes sindicais são agredidos e a empresa paga propina ao trabalhador que se desfilia do sindicato.

No Peru, onde os vigilantes lutam inclusive pela faxina nos carros-fortes, as lideranças sindicais são atacadas e agredidas.

As entidades, sob a liderança da UNI Américas, se mobilizam contra os ataques da Prosegur e organizaram um abaixo-assinado para proteger os trabalhadores da
Colômbia e do Peru da truculência e violência dos gestores da empresa.

A CNTV foi representada pelo presidente da entidade, José Boaventura e pelo secretário de Relações Internacionais da CNTV, Adriano Linhares, que participaram das atividades do IV Congresso da UNI.


Fonte: CNTV

domingo, 14 de dezembro de 2014

É hoje a festa de confraternização dos vigilantes da Região Serrana


É hoje a grande festa de fim de ano do Sindicato. A partir de 12:00hs na Quadra da Sisep – antiga quadra da Caempe.

End: Rua Dr. Sá Earp, 70, Centro – Petrópolis/RJ

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

CNTV participa de Congresso Mundial na África do Sul e presidente do Sindicato de Petrópolis é um dos representantes da categoria


Começou neste domingo (7), o IV Congresso Mundial da UNI Global Union, o sindicato global que representa mais de 20 milhões de trabalhadores, na qual a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) é filiada. O evento, que este ano acontece na Cidade do Cabo, na África do Sul, reuni 420 organizações sindicais de todo o mundo e vai até quarta-feira (10). O tema geral deste ano é “Todos Incluídos”.

A realização deste congresso mundial permite uma discussão ampla sobre os problemas dos países e a adoção de ações sincronizadas de enfrentamento aos ataques aos direitos do trabalhador. Em parceria com a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços Contracs), a CNTV contribuiu para a elaboração de um documento sobre as eleições no Brasil e os desafios dos trabalhadores.

A partir do tema geral, o encontro foi estruturado para desenvolver a discussão em torno de três eixos: todos incluídos para alcançar o desenvolvimento sindical; todos incluídos para recuperar nossas economias; e todos incluídos em um novo mundo do trabalho.

Para acompanhar as discussões do Congresso Mundial, a UNI disponibiliza a transmissão ao vivo no site www.uniworldcongress.org.

O presidente da CNTV, José Boaventura e o secretário de Relações Internacionais e presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis, Adriano Linhares, participam das atividades do Congresso e representam a CNTV.

Conferência Mundial sobre a Mulher

Nos dias 4 e 5, foi realizada a Conferência Mundial sobre a Mulher, precedendo as atividades do Congresso Mundial. Centenas de pessoas se reuniram para debater sobre a luta por sociedades mais justas e igualitárias, independente da questão de gênero.

Entre os assuntos abordados nos dois dias de Conferência estão: diferença salarial entre homens e mulheres em todo o mundo, o acesso à saúde, violência doméstica e no local de trabalho.


Fonte: CNTV

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mais uma triste notícia: Vigilante é baleado em tentativa de assalto na Zona Norte do Rio

Um vigilante foi baleado na cabeça, na manhã desta quarta-feira, depois de uma tentativa de assalto a um caminhão de eletrodomésticos, em Fazenda Botafogo, na Zona Norte do Rio. 

De acordo com informações da sala de operações do Batalhão de Policiamento de Vias Expressas (BPVE), ele e mais um colega faziam a escolta do veículo quando foram abordados por homens armados, nas proximidades da Rua do Canal - a via é um dos acessos para a Avenida Brasil


A vítima, ainda sem identificação, foi levada para o Hospital de Acari. Segundo a PM, o estado de saúde dele é grave.

Fonte: Jornal Extra