segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Pauta de reivindicações para campanha salarial 2017 é apresentada aos patrões


Foi iniciada a Campanha Salarial 2017/2018. No último dia 13/01, cinco sindicato de vigilantes do Estado do Rio se reuniram com o Sindesp (sindicato patronal) para apresentar a pauta unificada com as reivindicações da categoria. No encontro, os empresários afirmaram que seria muito difícil atender o pedido de reajuste dos trabalhadores. Pela primeira vez, os empresários se propuseram de apresentar uma pauta para que os trabalhadores analisem. Os representantes do trabalhadores já avisaram que não aceitarão nenhuma proposta que contenha retirada ou parcelamento de direitos. Uma nova rodada está agendada para o dia 24/01. Após a reunião, os sindicatos devem convocar assembleias para informar aos vigilantes a proposta apresentada pelo patronal e deliberar sobre ela.

Como forma de pressão, os patrões alegaram que no estado do Espírito Santo um sindicato havia fechado o acordo coletivo com o reajuste de apenas 3,4%. O mesmo discurso sobre crise nacional utilizado no ano passado voltou à mesa de negociação. A afirmação foi repudiada pelos sindicalistas que comunicaram aos patrões que não irão assinar nenhuma convenção coletiva com reajuste abaixo da inflação. 

"Os mesmos discursos de crise do país entre outras coisas foram utilizados pelos patrões. No entanto, em seus balancetes as empresas não deixaram de lucrar. Precisamos de melhores condições de trabalho e salário digno que corresponda à responsabilidade da nossa profissão. É importante que os vigilantes compareçam em todas as assembleias convocadas pelo Sindicato”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

A participação nas assembleias é crucial para ampliar a força do sindicato para pressionar os patrões melhores condições de trabalho e reajustes salariais. Quando não há a participação da categoria, uma minoria acaba decidindo pelo coletivo de trabalhadores.

Os Sindicatos dos Vigilantes participantes da primeira rodada de negociações foram: SVNIT – Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região; Petrópolis e região; Duque de Caxias; Mesquita e Nilópolis e Itaguaí e Seropédica.

Plano de Saúde

Conforme previsto na CCT 2016/2017, as negociações desse ano também vão debater a implantação de um plano de saúde para o vigilante extensivo aos dependentes. Os representantes dos trabalhadores também já solicitaram a vigência da atual Convenção Coletiva até que a nova CCT seja assinada.

Fonte: SindVig Petrópolis

Confira a pauta apresentada aos patrões:


                                                          PROPOSTAS

1.       Reajuste Salarial INPC mais 10%
2.      Tíquete Refeição R$ 25,00
3.      Redução do desconto do PAT para 10%
4.      Isenção do pagamento por parte do Empregado do percentual de 6% referente ao vale transporte.
5.      Manutenção da escala 12x36 e de 5x2 com 44 horas semanais.
6.      Jornada especiais para eventos diária de R$ 180,00 mais passagem e alimentação.
7.      Alterar carga horaria passando para 180 horas mensal,
8.      Adicional noturno estendido até o encerramento do plantão.
9.      Manutenção das clausulas anteriores conforme sumula 277 do TST.
10.  Fica garantido o Premio de assiduidade que consta na convenção coletiva de trabalho 
de 2016/2017, a todos os diretores liberados.
11.  Fica garantido a titulo de gratificação o percentual de 20% para todos os Vigilantes Bancários.
12.  A empresa se obriga a colocar uma cadeira em postos de serviço em que o vigilante trabalha 
em pé conforme a NR 17 e seus parágrafos.
13.  Vale cultura para todos os vigilantes conforme legislação vigente.
14.  As empresas se obrigam a encaminhar os vigilantes para realizar as reciclagens no período 
de 05 dias consecutivos, sendo proibida reciclagem em finais de semana.
15.  Fica garantido aos vigilantes que forem encaminhados para realizar a sua reciclagem no período de folga o pagamento de horas extras  conforme artigo 4º da CLT.
16.  Fica garantido aos Vigilantes nas férias o recebimento do valor do tíquete alimentação/refeição integral a titulo de assiduidade.
17.  Plano de Saúde para todos os Vigilantes e seus dependentes pago pela Empresa.
18.  A empresa fica obrigada a fornecer o CAT ao Vigilante que sofrer qualquer tipo de Sinistro 
em seu posto de serviço.
19.  Fica proibido a empresa encaminhar o vigilante para realizar exames psicológico e periódico 
nas suas folgas.
20.  Fica proibido qualquer tipo de desconto no contracheque dos trabalhadores que não 
esteja autorizado por esta convenção coletiva.
21.  Fixação de horário de Almoço para os Vigilantes Bancários.

Niterói, 10 de Janeiro de 2017.

SINDICATO DOS VIGILANTES DE NITEROI e REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE PETROPOLIS E REGIÃO
SINDICATO DOS VIGILANTES DE DUQUE DE CAXIAS
SINDICATO DOS VIGILANTES DE ITAGUAI E SEROPEDICA

SINDICATO DOS VIGILANTES DE MESQUITA E NILOPOLIS.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Entre lucros e dívidas, o status da gestora de presídios no Amazonas. Grupo Coral deu calote em trabalhadores de Petrópolis

Enquanto a empresa que administra o presídio onde ocorreu o massacre de 56 presos no Amazonas, na última semana, a Umanizzare Gestão Prisional faturou R$ 651 milhões nos últimos três anos, grupo ligado à Umanizzare acumulou dívidas que hoje atingem os R$ 200 milhões.

O Grupo Coral é um conglomerado de 11 empresas, com sede em Goiás, que teve a decretação de sua falência em 2015. Antes atuante como uma das principais companhias em serviços de limpeza, conservação e vigilância, o Grupo entrou com pedido de recuperação na Justiça em 2011, anunciando dívidas de R$ 76 milhões. Em Petrópolis, a empresa também aplicou um calote em alguns trabalhadores. Três diretores do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região estão entre aqueles que não receberam os direitos.

Em 2015, a Coral não conseguiu se recuperar e teve falência decretada pelo Estado de Goiás. A massa falida, por outro lado, se manteve com uma dívida somente entre credores privados estimada em R$ 140 milhões.

As informações são do repórter Leandro Prazeres, do Uol, que levantou que das 11 empresas do grupo, 9 acumulavam dívidas de pelo menos R$ 61,7 milhões com a União. "Somadas, as dívidas do grupo com credores privados e a União totalizam aproximadamente R$ 201 milhões", calculou a reportagem.

Entretanto, não é apenas de dívidas que o cenário do conglomerado vive. Isso porque a suposta relação da gestora do presídio do Amazonas com o conglomerado não alterou o lucro que a Umanizzare Gestão Prisional Ltda. obteve de pelo menos R$ 650 milhões entre 2013 e 2016, na gestão de cinco unidades prisionais.

O elo entre as duas empresas seria o empresário Lélio Vieira Carneiro Filho, um dos sócios da Umanizzare, que chegou a ser CEO do Grupo Coral, além de filho do próprio fundador do conglomerado em Goiás.

Segundo levantamento do Portal da Transparência do Estado de Goiás, a Umanizzare faturou R$ 14,2 milhões em 2013, chegando a R$ 300,9 milhões em 2016.

Fonte: Jornal GGN

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Agência bancária em Itaipava sofre tentativa de assalto na madrugada

Na madrugada desta quinta-feira (5), houve uma tentativa de assalto na agência do banco Bradesco na Estrada União e Indústria, em Itaipava. 

De acordo com informações da polícia, um buraco foi feito na lateral da agência por onde os ladrões entraram. O gerente informou que nada foi levado. A perícia está no local averiguando o caso. Imagens das câmeras de segurança foram solicitadas para tentar identificar os autores.
O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis reitera a necessidade da implantação do vigilante 24 horas nas agências. O trabalho da vigilância interligado com as forças de segurança pública significa mais segurança para os usuários e também evita ações da bandidagem. 

Fonte: Tribuna de Petrópolis com SindVig Petrópolis

Campanha Salarial 2017: Sindicato realiza assembleias na próxima segunda-feira (09)

O Sindicato realizada assembleia na próxima segunda-feira, 09 d ejaneiro, em nos três principais municípios da sua base: Teresópolis, Três Rios e Petrópolis. Em pauta está o início da campanha salarial 2017 e aprovação da pauta de reivindicação da categoria. A participação é importante. Confira os horários e endereços das assembleias no Edital de Convocação abaixo.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

O Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância, Transportes de Valores e Similares do Município de Petrópolis e Região (Três Rios, Paraíba do Sul, Teresópolis, Sapucaia, São José do Vale do Rio Preto, Areal e Com. Levy Gasparian), CNPJ nº 32.002.115/0001-01 e, Registro Sindical no CNES: 46000.000311/95-12 localizado à Rua Paulo Barbosa, nº 233, S/L 02, Centro, Petrópolis, RJ, por seu Presidente abaixo assinado, conforme o Estatuto Social da Entidade Sindical 

CONVOCA 

todos os trabalhadores Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância da Base Territorial desse Sindicato para Assembléia Geral Extraordinária simultânea  que será realizada nas seguintes cidades, Três Rios, dia 09/01/17, na sub – Delegacia Sindical sito à Praça da Autonomia, nº40 – sala 501 – Edifício Sta. Etienne – Centro – Três Rios, Teresópolis dia 09/01/17 – Centro - Teresópolis /RJ e Petrópolis dia 09/01/17, sito á Rua Paulo Barbosa N° 233 S/L 02 – Centro – Petrópolis / RJ  /, às 19:00 horas, em primeira convocação, e às19:30 horas, em segunda convocação em ambas as cidades, com as seguintes ordens do Dia: 

1 –APROVAÇÃO DA PAUTA DE  REIVINDICAÇÃO PARA A DATA BASE DE 2017. 

2 – AUTORIZAÇÃO PARA A DIRETORIA NEGOCIAR OU INSTAURAR O DISSÍDIO   COLETIVO, CONFORME O CASO. 

3 –AUTORIZAÇÕES PARA O DESCONTO DA CONTRIBUIÇÃO NEGOCIAL E   CONFEDERATIVA. 4-  APROVAÇÃO DA ASSEMBLÉIA  EM ESTADO PERMANENTE. 5 - ASSUNTOS GERAIS.  

Petrópolis, RJ,      de Janeiro de 2017. 

Adriano Linhares da Silva
Presidente

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Haverá emprego para trabalhadores de 65 anos?

Quantas pessoas de 65 anos você conhece que ainda estão no mercado de trabalho? É possível imaginar a resposta a partir de alguns dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (a Pnad Contínua do IBGE). Dos 20,2 milhões de trabalhadores com 65 anos ou mais, somente 13,4% compõem a força de trabalho: 13,1% deles efetivamente trabalhando e apenas 0,3% a procura de emprego. Os outros 87% estão fora do sistema.

Esses números ajudam a entender o caos que o mercado de trabalho brasileiro poderá viver caso a reforma da Previdência apresentada pelo governo Michel Temer venha a ser aprovada pelo Congresso Nacional. Isso porque a idade de 65 anos passa a ser a mínima para conseguir se aposentar – à exceção de bombeiros e militares, mantidos como casos especiais pela Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 287.

O tempo mínimo de contribuição também aumentou de 15 anos para 25 anos. E aqueles que quiserem receber o teto do benefício, hoje estipulado em R$ 5.189,82, terão de contribuir ao Instituto Nacional de Seguridade Social, o INSS, por 49 anos ininterruptos – caso, por exemplo, de uma pessoa que começou a contribuir aos 16 anos e chegou aos 65 sem nunca ter ficado desempregado ou na informalidade.

Agricultores criticam idade mínima de aposentadoria 

A lei prevê, ainda, que a cada ano de elevação da expectativa de vida no país – para quem nasce hoje, a média é de 75,5 anos –, subirá a idade mínima exigida para fazer jus à aposentadoria.


Vamos ter problemas – A dificuldade de arrumar emprego a partir de uma certa idade é conhecida por qualquer trabalhador, seja porque viveu a situação, seja porque viu o pai, um irmão, um amigo ser barrado pelo crivo cruel do mercado de trabalho. Mas os números também ajudam a comprovar esse quadro: do saldo de 1,5 milhão de desempregados nos últimos 12 meses, 1,4 milhão estão na faixa entre 30 anos e 64 anos e um terço desse total está entre os 50 anos e os 64 anos.
Além disso, uma legião de cidadãos pode ter de se inserir no mercado para conseguir alcançar a aposentadoria. Se o dado a ser levado em conta forem aqueles que têm 60 anos ou mais, serão 29,6 milhões de pessoas, das quais somente 6,5 milhões estão trabalhando, de acordo com a Pnad.

A reforma, da maneira como foi apresentada pelo governo Temer, vai atingir 76% dos beneficiários que hoje estão dentro do sistema de previdência, ativos. Os outros 24% caem na regra de transição. A conta é do economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Fausto Augusto Júnior. “As centrais trabalhavam a proposta de que mudanças valessem somente para os novos trabalhadores”, relata. “Vamos ter problemas”, resume, lembrando que o mercado de trabalho está encolhendo. “Teremos um grupo cada vez menor de empregos disputado por jovens e agora também por idosos”, explica.

A exemplo de outros especialistas, Fausto também considera que essa reforma compromete o sistema de seguridade do país que deveria garantir quem perdeu a capacidade laborativa, seja temporária (como grávidas, adoecidos) ou definitiva (acidentados, idosos). “É uma questão social: o mercado irá absorver, as empresas vão querer contratar esses trabalhadores que terão de ingressar no mercado?”, indaga, reforçando que vemos médicos, advogados, professores universitários, juízes, profissionais mais especializados avançados na idade. “Mas o grosso dos trabalhadores perde a capacidade laborativa, na construção civil, cortadores de cana, garis, trabalho árduo”, critica.


Vai virar assistência – Se a reforma é cruel com as pessoas, pode ser fatal também para o sistema de seguridade que afirma ter a intenção de preservar. “Propostas muito duras, como essa, vão acabar com a previdência constituída a duras penas em 50 anos”, diz o economista.

Ele explica que quando se colocam regras muito rígidas, um conjunto de pessoas que tem condição de contribuir, vai para o setor privado. “É uma proposta para desconstruir a previdência pública no Brasil, porque quem tiver alguma opção para efetivar a aposentadoria, vai migrar para a previdência privada. E um dos interesses do setor financeiro é levar para a previdência privada, para os bancos, parte das pessoas que hoje contribuem para a previdência social. Isso somado à pejotização da economia (trabalhadores que não têm registro em carteira de trabalho, mas são contratados como empresas, pessoas jurídicas) e à terceirização (também defendida pelo governo Temer) vai descapitalizar a previdência pública, que vai perdendo segurados. Com poucos recursos, ao longo do tempo, ela vai acabar servindo a um grupo menor e mais pobre. Deixa de ser previdência para virar assistência, um bolsa-família. E isso é assustador.”

Fonte: por Cláudia Motta, SPBancarios

segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Confraternização dos Vigilantes reuniu milhares de pessoas em Petrópolis

Foi mais um grande sucesso a super festa de confraternização dos vigilantes da região Serrana (Petrópolis, Teresópolis, Três Rios e região). O evento, organizado pelo Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, aconteceu no domingo (18), na quadra da SISEP, (antiga Caempe), em Petrópolis, e reuniu cerca de 1.600 vigilantes e familiares, além de lideranças sindicais de todo país. O famoso sorteio de brindes presentou os trabalhadores com mais de 50 brindes. A criançada ganhou presente de natal (340 brindes) e ainda tirou fotos com o papai noel. O buffet completo delicioso e a apresentação de música ao vivo complementaram a comemoração.

Estiveram presentes o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, e os diretores da CNTV, Cláudio Vigilante (presidente do SVNIT), Amaro Pereira (presidente do Sind. Vigilantes de Barueri/SP) e Carlos Gil (presidente do Sind. Vig. Duque de Caxias).

O presidente da UGT/RJ, Nilson Duarte, também marcou presença. O Movimento Sindical de Petrópolis compareceu com representantes dos Sindicatos dos Bancários, da Saúde, dos Lapidários, dos Metarlúgicos, dos Porteiros, dos Têxteis, dos Vestuários e dos Servidores Públicos de Petrópolis.

O presidente do Sindicato, Adriano Linhares, exaltou a participação da categoria e a mobilização dos diretores. 

"Fizemos um trabalho com muito carinho e dedicação de todos os diretores da nossa entidade. Procuramos proporcionar um pouco de lazer para a nossa categoria que tanto sofre o ano todo. Quero agradecer a presença de cada um e também das nossas lideranças sindicais da CNTV e os Sindicatos parceiros que fortalecem a movimento sindical e o nosso Sindicato neste momento de ataques às leis trabalhistas que estamos vivendo no país. Ano que vem tem mais. Que todos tenham um 2017 de muita paz e conquistas", destaca Linhares.

Imprensa SindVig Petrópólis

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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Quadrilha que explodiu carro-forte e matou vigilante levou dinheiro, diz polícia

A quadrilha que explodiu um carro-forte na noite desta segunda-feira (12) no quilômetro 30 da rodovia Alkindar Monteiro Junqueira (SP-063), em Itatiba (SP), conseguiu fugir com parte do dinheiro do veículo, segundo a polícia. Um vigilante da empresa de segurança foi morto e dois policiais militares ficaram feridos.

Uma das vítimas, que foi baleada na perna, passará por cirurgia nesta terça-feira (13) na Santa Casa de Itatiba. O outro policial foi atingido de raspão e já foi liberado. Ninguém foi preso até o momento.

Em nota, a Protege, empresa responsável pelo transporte de valores, confirmou a morte de um colaborador durante a ação criminosa e o roubo do dinheiro, porém não divulgou o valor levado pelos ladrões.



"A empresa informa que está prestando toda a assistência necessária aos funcionários e aos familiares da vítima. A Protege esclarece ainda que está colaborando com as autoridades nas investigações em curso e tem como política de segurança não comentar sobre valores transportados em carros-fortes", completou a nota.

Entenda o caso


Ainda de acordo com a polícia, três carros-fortes passavam pela rodovia que liga Bragança Paulista a Itatiba quando foram abordados. Cerca de 15 criminosos que participavam da ação chegaram em dois carros e uma caminhonete. Eles estavam armados com fuzis e já chegaram atirando. A munição pesada ultrapassou a proteção do carro-forte.

Dois carros-fortes conseguiram fugir, mas um terceiro foi parado pelos ladrões e o motorista acabou caindo no barranco. O vigilante que estava ao lado do cofre foi baleado e morreu no local. O equipamento foi explodido pelo grupo, que fugiu com parte do dinheiro. Na fuga, eles encontraram com um carro da polícia que fazia ronda na rodovia e dispararam diversas vezes contra a viatura.

Ainda conforme a polícia, os veículos usados no crime foram encontrados durante a manhã queimados na cidade de Atibaia. Além do dinheiro, a quadrilha fugiu com duas espingardas e um revólver que eram dos vigilantes.

Fonte: G1

Alerta: 'PEC 55 vai desmantelar o SUS e agravar as desigualdades'

A saúde no Brasil após a aprovação e implementação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55 foi debatida hoje (8) por médicos sanitaristas, economistas e outros especialistas da área no Instituto de Estudos Avançados (IEE) da Universidade de São Paulo (USP). Em comum nas apresentações, a preocupação com os impactos do congelamento de investimentos federais ao Sistema Único de Saúde ao longo dos 20 anos de vigência da PEC.
O professor do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP Fernando Rugitsky defendeu mudanças no sistema tributário para o equilíbrio fiscal. "São mais eficazes que a PEC 55", afirmou, lembrando estudo do Ipea que aponta uma receita de mais de R$ 43 bilhões ao ano com a cobrança de 15% sobre lucros e dividendos recebidos por donos e acionistas de empresas. Com a isenção concedida em 1995, no início do primeiro mandato de FHC, grande parte do que ganham os ricos não é tributada.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

MPF investiga relação de Cabral com transportadora de valores

Uma transportadora de valores no Rio é suspeita de ser o caixa-forte da propina recebida pelo ex-governador Sérgio Cabral e assessores. A denúncia está no requerimento do Ministério Público Federal.
Em junho de 2015, um incêndio atingiu a sede de uma transportadora de valores na Zona Portuária do Rio. O Ministério Público Federal suspeita que o grupo de Sérgio Cabral tinha dinheiro guardado na Trans-Expert e parte teria sido queimada. O incidente foi mencionado numa troca de e-mails entre o ex-secretário de Obras de Sérgio Cabral, Hudson Braga, e um assessor.

Hudson Braga pede informações sobre o contrato com a Trans-Expert. O assessor responde que a transportadora ainda está dedicada a resolver o sinistro e que vai ligar para dar uma previsão.

Para os investigadores, o diálogo indica que, em virtude do incêndio, o grupo de Sérgio Cabral teria perdido dinheiro.


A Trans-Expert já tinha sido alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava o uso da empresa como instituição financeira clandestina.
Durante as buscas, foram encontrados papéis que vinculam a empresa de transporte de valores ao ex-governador Sérgio Cabral. Anotações com o nome de Hudson Braga e a cópia da declaração de Imposto de Renda de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral.
“A suspeita é de que essa empresa de transporte e guarda de valores fosse utilizada como uma instituição financeira fraudulenta que guardava o dinheiro da organização criminosa amealhada através de corrupção e esses depósitos de uma empresa contratada por outra empresa de um investigado na verdade demonstra um fluxo do processo de lavagem de dinheiro”, diz o procurador da República Lauro Coelho Júnior.
Em dois anos, de 2013 a 2015, a Trans-Expert Vigilância e Transporte de Valores Ltda fez vários depósitos que somam mais de R$ 25 milhões na conta de uma outra empresa chamada Creações Opção Ltda. O endereço que aparece na nota fiscal é o mesmo de uma fábrica de roupas em Petrópolis, região serrana do Rio.
A Creações Opção, por sua vez, contratou serviços da empresa de consultoria Objetiva Gestão e Comunicação Estratégica Ltda, que é do ex-governador Sérgio Cabral. Em um ano, de 2015 a 2016, a Objetiva recebeu R$ 675 mil da Creações Opção.
O contrato e as notas fiscais não especificam o tipo de serviço prestado, o que, segundo os investigadores, é um indício de contrato de fachada.
O Ministério Público afirma que o dinheiro da propina percorria vários caminhos. Segundo os procuradores, a assessora de Sérgio Cabral, Sonia Ferreira Baptista, gerenciava a vida financeira e pessoal dele e de outros envolvidos no esquema.
Sonia Ferreira Baptista comprava bens no nome dela e mandava entregar nos endereços do ex-governador. O Ministério Público diz que gastos vultosos foram feitos para comprar portas, móveis, aquecedores.
O Ministério Público Federal suspeita que o escritório de advocacia de Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, também tenha sido usado para ocultar o pagamento de propinas para a organização criminosa. No período em que o marido esteve à frente do governo do estado do Rio, os negócios da então primeira-dama cresceram e muito.
Um relatório da Receita Federal afirma que o patrimônio da mulher de Sérgio Cabral cresceu dez vezes entre 2005 e 2015. Em 2005, a então primeira-dama declarou no Imposto de Renda R$ 1,9 milhão em bens; em 2014, tinha R$ 13,5 milhões; e no ano passado passou para R$ 21,7 milhões.
A Receita Federal não identificou incompatibilidade entre a movimentação financeira e os rendimentos declarados. Mas o que intriga o Ministério Público é o desempenho do escritório da ex-primeira-dama. Em 2005, a receita bruta do escritório era de R4 1,8 milhão; em 2007, quando Sérgio Cabral assumiu o governo do Rio, a receita do escritório passou para R$ 2,6 milhões; e em 2015, saltou para R$ 17 milhões.
Segundo a Procuradoria, foi um "crescimento vertiginoso durante os dois mandatos" de Sérgio Cabral.
Nós não conseguimos contato com as defesas de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo, de Hudson Braga, da empresa Trans-Expert e da Creações Opção. A ex-assessora de Sérgio Cabral, Snia Ferreira Baptista, desligou o telefone quando o nosso produtor se identificou.
Fonte: Jornal Nacional - TV Globo

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Câmara dos Deputados aprova Estatuto da Segurança Privada

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira o Estatuto da Segurança Privada, que regulamenta a atuação das empresas de segurança privada e de transporte de valores e disciplina os aspectos da segurança em bancos. O texto aprovado pelos deputados segue ao Senado Federal para votação.

Para o deputado distrital Chico Vigilante (PT-DF), a matéria aprovada pela Câmara significa um avanço para a categoria e garante a mobilização junto aos senadores pela aprovação.

“Nós vamos batalhar no Senado para melhorar o projeto e aprová-lo porque abre a possibilidade de colocar na legalidade cerca de 2 milhões de trabalhadores que estão na segurança privada de maneira informal e clandestina”, avalia o parlamentar.

O Estatuto da Segurança Privada estabelece normas que deverão ser seguidas pelas empresas de segurança, remetendo à Polícia Federal a atribuição de autorizar seu funcionamento e de controlar e fiscalizar a atuação delas com a cobrança de taxas.

O texto também define e estabelece as normas de funcionamento de empresas de monitoramento de sistema eletrônico de segurança. A proposta prevê que o Ministério da Justiça poderá instituir um conselho nacional de segurança privada, de caráter consultivo, com o objetivo de assessorar o ministro da Justiça em assuntos de segurança privada e elaborar políticas para o setor.

Deputado distrital CHICO VIGILANTE, PT-DF

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Seminário sobre segurança bancária em Niterói/RJ apresenta propostas


 O 1º seminário sobre Segurança Bancária realizado pelo Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região (SVNIT) no último dia 26/11 reuniu dezenas de participantes na Câmara de Vereadores de Niterói. Os Sindicatos dos Bancários de Niterói e região e dos Vigilantes de Duque de Caxias, Itaguaí e Petrópolis/RJ participaram dos debates. Foi aprovada uma pauta com propostas que serão levadas à Polícia Federal e aos bancos. 



O presidente do SVNIT, Cláudio José de Oliveira, destacou a importância do evento idealizado a partir de reivindicações dos trabalhadores. “Em muitas das nossas visitas às agências bancárias da nossa base detectamos que os vigilantes enfrentam muitos problemas não só nas condições de trabalho, mas também no relacionamento com alguns gerentes. O desvio de função também foi muito lembrado. A partir disso fizemos esse seminário que foi muito rico e elencou uma série de propostas que vamos levar a todos os órgãos competentes”, avaliou.

Representando o Sindicato dos Bancários de Niterói, Jorge Antônio Oliveira (Porkinho), lembrou a parceria entre o SVNIT e os Bancários e reforçou a confiança no trabalho da direção. “Me orgulho de ter contribuído para essa forte parceria. O SVNIT é uma entidade séria e de companheiros sérios. O Sindicato dos Bancários de Niterói estará sempre à disposição dos vigilantes para lutarmos juntos”, disse. Porkinho ainda falou sobre a necessidade de unificar as campanhas salariais das duas categorias. “Sonho com o dia em que teremos uma campanha salarial unificada entre vigilantes e bancários. Só assim teremos força capaz de enfrentar o poderio dos banqueiros e das empresas. Tenho também a certeza que a categoria vai conquistar o piso salarial único nacional como nós conquistamos após anos de muita luta. Hoje, um bancário do norte do país tem o mesmo salário que o bancário do sul”, relatou.

Carlos Gil, presidente do Sindicato de Duque de Caxias e diretor da CNTV, representou a Confederação Nacional no evento. Gil cobrou a participação dos trabalhadores nas demandas dos sindicatos e anunciou que vários sindicatos no Estado do Rio irão “apresentar uma proposta conjunta para a campanha salarial de 2017”.

A vigilante e presidente do Sindicato dos Vigilantes de Itaguaí e Seropédica/RJ, Vânia Lima, falou das perseguições que vem sofrendo e reafirmou o compromisso com a categoria. “Com ou sem ameaças estou pronta para defender e lutar pelos interesses da categoria”, afirmou.

A mesa dos debates ainda foi composta pelos representantes: Nilson Araújo (Sindicato Petrópolis) e George Almeida (Sindicato Duque de Caxias). 

Os Sindicatos ainda foram orientados a fiscalizar as agências bancárias para verificar os locais onde os vigilantes almoçam e trocam de roupas.

As propostas aprovadas por unanimidade pelos trabalhadores foram: 

- Intensificar a luta para acabar com horistas (já esta em andamento processo judicial).

- Fim do almoço nas agências apenas às 09h e 16h horas (SVNIT já acionou a justiça)

- Implantar vigilantes 24 horas nas agências bancárias (Projeto será apresentado nas Câmaras de Vereadores da região)

- Implantar vigilantes nos autoatendimentos

- Dialogar com os bancos sobre desvio de função dos vigilantes como abordagem de clientes no interior da agência

- Pedir fim da liberação de clientes após o fechamento das agências por gerentes

- Horas extras para os vigilantes que ficarem nas agências após o horário de expediente a pedido dos gerentes


- Manutenção permanente nas portas giratórias que apresentam problemas constantemente

Fonte: Imprensa SVNIT
Fotos: Willian Chaves


sexta-feira, 25 de novembro de 2016

1º Seminário de Gestão Sindical reuniu mais de 200 dirigentes em Petrópolis


Dirigentes sindicais de diversas categorias participaram, em Petrópolis, do I Seminário de Gestão Sindical organizado pelo Movimento Sindical de Petrópolis. Os vigilantes foram representados pelos diretores Adriano Machado, Nilson Araújo, Luis Marcos, Esthon Charles e Leonardo Júlio. Os vigilantes Emerson Rosa e Valmir Fontes também acompanharam as palestra à convite do Sindicato. O evento aconteceu no último dia 19/11 no Instituto Teológico Franciscano e contou com a participação de mais de 200 representantes dos trabalhadores de 25 entidades sindicais. Os advogados do Sindicato, Dr João e Dr Cláudio, também acompanharam o evento.
O seminário teve como objetivo preparar o sindicalista para questões gerais na administração das entidades e contou com a palestra do assessor jurídico da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee), José Geraldo Santana.
Fonte: Imprensa SindVigPetrópolis






Vigilantes realizam neste sábado o I Seminário de Segurança Bancária em Niterói

No próximo sábado, 26, a partir das 9h, o Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis, entidade sindical filiada à União Geral dos Trabalhadores do Rio de Janeiro (UGT-RJ), participará do I Seminário sobre Segurança Bancária de Niterói.

Promovido pelo Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e Regiões (SVNIT) e pela  Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), o evento acontecerá na Câmara de Vereadores daquele município.

O objetivo, segundo os organizadores, é "ouvir da categoria sugestões e relatos sobre problemas enfrentados no dia a dia da vigilância bancária".

Fonte: UGT Rio

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

CNTV completa 24 anos: muitas conquistas a comemorar, apesar do ataque dos inimigos

A Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) chega aos 24 anos de existência contabilizando vitórias determinantes para os mais de 2 milhões de vigilantes do Brasil. Foi Piso, risco de vida, 30% de periculosidade, o colete como EPI (primeiro no carro-forte, depois no patrimonial), reblindagem e a manutenção dos rádios nos carros-fortes, defesa e o reconhecimento legal da jornada 12x36, Dia Nacional do Vigilante (20 de junho), entre outras importantes conquistas.

Ninguém pode negar que estas conquistas foram articuladas, coordenadas nacionalmente, conduzidas por uma entidade criada, bancada e sustentada por sindicatos de luta. O próprio processo de regulamentação da lei da periculosidade foi um exemplo disso, quando num grupo tripartite (governo, patrões e trabalhares) foi a CNTV que unificou a posição da bancada dos trabalhadores (de cinco), onde alguns defendiam parcelar os 30% até 2017 ou até deixar de fora os vigilantes desarmados, ou mesmo na luta contra o fim da 12x36, quando não aceitamos negociar outras escalas, enquanto alguns já negociavam escalas diversas, tipo a 4x4x4.

Uma Confederação que unificava os Sindicatos (mesmo os amarelos ou pelegos), que liderou a conquista dos 30%, a reblindagem e não aceitava o fim da 12x36 e tinha a ousadia de já iniciar uma nova campanha pelo Piso de R$ 3 mil, o combate e a denuncia contra as empresas estrangeiras que escravizam os trabalhadores era uma “carreta desgovernada” e tinha de ser parada.

A ideia dos patrões retrógrados, reacionários e antissindicais foi buscar num grupo de sindicalistas “cordeiros”, “amigos” e “dóceis” os aliados para dividir os trabalhadores e “parar a carreta desgovernada”. Neste grupo tem os que defendem que o vigilante “pague o curso de reciclagem”, os que são contra o Piso Salarial de R$ 3 mil e os que fazem sindicato como “negócio de família, negócio particular ou meio de ostentação”. Nunca a defesa dos interesses dos trabalhadores.

Nosso aniversário de 24 anos é motivo de muita comemoração. Muitas e determinantes conquistas. Mas também é motivo de reafirmar que só temos UM lado: o lado dos trabalhadores, o lado das e dos vigilantes. Não acendemos uma vela para Deus e outra para o diabo. Não traímos os vigilantes, não fazemos sindicato como meio de enriquecimento, não misturamos sindicato com negócios. Não baixaremos a guarda para patrão ladrão de direitos, caloteiro e explorador.

Nossas posições são claras:

Piso Salarial de R$ 3 mil;

Não abrir mão da 12x36;

Abertura ampla, geral e irrestrita para capital estrangeiro;

Melhor armamento;

Lei anticalote para todos;

Plano de segurança para todos os postos e proteção a vida dos vigilantes.

Conquistamos, avançamos e resistiremos aos patrões, aos ladrões de direitos dos vigilantes, aos caloteiros, pelegos e traidores dos vigilantes.


José Boaventura – Presidente da CNTV 22 de novembro de 2016

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Votação do PL que trata do Estatuto da Segurança Privada é adiada a pedido da CNTV


Insatisfeita com o conteúdo do Projeto de Lei 4238/2012, a Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), com ajuda de deputados parceiros dos trabalhadores, conseguiu articular para que a votação fosse retirada da pauta do Plenário da Câmara dos Deputados da última quarta-feira (16). Ainda não há data para o PL ser apreciado, mas a CNTV continuará trabalhando incansavelmente para que sejam feitas as alterações necessárias para que os vigilantes não sejam prejudicados. 

Para a deputada Federal Erika Kokay (PTDF), a hora é de mobilização da categoria. “Com a retirada do PL de pauta conseguimos ganhar tempo para discutir mais sobre os pontos que de alguma forma podem prejudicar os trabalhadores. Agora, vamos continuar trabalhando para que a categoria saia beneficiada e que o PL de fato atenda às reivindicações dos vigilantes, e não dos empresários, como querem fazer”, afirmou. 

Histórico do PL na Câmara dos Deputados 

Em setembro de 2015 a Comissão Especial da Câmara dos Deputados instituída para apreciar o PL 4238/2012 aprovou relatório e substitutivo do deputado Wellington Roberto (PR-PB). O texto instituiu o Estatuto da Segurança Privada e excluiu o Piso Nacional dos Vigilantes do texto. Existiam 122 propostas tramitando na Câmara dos Deputados que instituem o Estatuto da Segurança Privada. O texto aprovado era uma alternativa a todos estes outros e é dividido em 11 capítulos que tratam da segurança privada; das penalidades administrativas; dos prestadores de serviço; da segurança privada em instituições financeiras; dos profissionais e sua formação; dos crimes e das taxas do setor.

Para o presidente da Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV), José Boaventura, não há acordo com a votação do PL do jeito que está. Segundo ele, o relatório substitutivo não atende a várias demandas da categoria e exclui a questão do piso nacional, que era o fundamento do projeto. Também não melhora a qualidade das armas no tocante à necessidade de defesa dos trabalhadores. 

Além disso, traz outras propostas descabidas como enquadrar a segurança como assunto de interesse nacional, transformar instrumentos de segurança bancária como itens opcionais, não definir de forma clara a diferença entre segurança exercida por vigilantes com a devida formação e registro junto à Polícia Federal de trabalhadores contratados como porteiros e vigias, por exemplo, mas que acabam exercendo atividades da segurança privada. “Tudo isso é contrário aos interesses da nossa categoria e precisa ser revisto”, afirmou. 

A CNTV alerta sindicatos e federações de luta que fiquem atentos quanto à votação e convoca todos os trabalhadores a se unirem em mais esta luta em defesa dos direitos da categoria. “Nós vamos para dentro do Congresso para impedir que o PL seja aprovado no formato que se encontra hoje”, afirmou o deputado distrital e secretário de Assuntos Parlamentares da CNTV, Chico Vigilante. 

“Queremos que seja reaberta a negociação para que nós possamos melhorar o projeto”, completou. Como o substitutivo foi aprovado em um ambiente com o então presidente da Casa Eduardo Cunha fazendo acordos com empresários de setores como o bancário, acabou contendo ali a posição dos empresários. Não bastasse isso, Cunha confiou da presidência à relatoria a empresários que fariam de tudo para proteger seus interesses. 

“Nenhum deputado que estava ali tinha histórico de diálogo com os trabalhadores. O presidente era empresário, o relator era empresário, todos trabalhando para privilegiar os outros deputados que também são empresários”, denunciou Boaventura. 

Fonte: CNTV