sexta-feira, 23 de julho de 2021

Vigilante é vítima de injúria racial em agência bancária de Petrópolis


Já não bastasse ter que tomar conta das portas dos bancos, mesmo que não seja atribuição do vigilante, o trabalhador ainda tem que passar por situações constrangedoras e criminais por parte de alguns cidadãos sem escrúpulos.

Em Petrópolis, um homem foi preso na manhã desta quarta-feira (21/7) pelo crime de injúria racial por ofender um vigilante negro da Caixa Econômica Federal, na Rua do Imperador.

Segundo a Polícia Civil, o autor, uma pessoa em situação de rua, não aceitou receber orientações para permanecer na fila e xingou o funcionário.

De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 105ª Delegacia de Polícia, o vigilante foi xingado de “Crioulo de m*, macaco filho da p*, negro fedido”. O caso foi registrado como injúria racial, e o autor dos xingamentos foi preso.

A Caixa Econômica informou por meio de nota que “repudia atitudes racistas ou de discriminação cometidas contra qualquer pessoa e ressalta que informações sobre eventos criminosos são repassadas exclusivamente às autoridades policiais, e ratifica que coopera integralmente com as investigações dos órgãos competentes”.

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região se solidariza com o vigilante da Caixa, colocando toda estrutura à disposição do trabalhador e repudia veementemente qualquer forma de racismo, intolerância e discriminação. "Infelizmente o racismo está entranhado no brasileiro. Temos que ter leis fortes para punir esses agressores. Repudiamos qualquer forma de discriminação", enfatiza Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Com informações de Tribuna de Petrópolis

terça-feira, 22 de junho de 2021

Mais uma relojoaria assaltada em Petrópolis e não é notícia repetida


Não é #tbt nem postagem repetida. Infelizmente é a notícia de mais uma relojoaria de Petrópolis que foi assaltada.

O crime ocorreu nesta terça-feira (22/6). A loja fica na Galeria Vila Rica, no Centro de Petrópolis. Não foi informado a quantidade de itens roubados.

Segundo informações preliminares da Polícia Militar, um homem armado assaltou a loja e fugiu em uma moto, em direção ao Quitandinha. Imagens de câmeras de segurança na rua serão analisadas para ajudar a identificar a rota do criminoso.

E o Sindicato dos Vigilantes de Niterói e região pergunta novamente: até quando o comércio deixará de investir em segurança privada para continuar sofrendo investidas de criminosos?

“É uma defesa que nós da diretoria do Sindicato fazemos em todos os encontros que participamos. A presença de um vigilante diminui significativamente atos criminosos, principalmente, contra patrimônios. Por isso, insistimos que o comércio deve começar a pensar numa segurança especializada”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Além de promover segurança e evitar atos criminosos, a contratação da vigilância privada gerará mais empregos para a categoria e, consequentemente, mais dinheiro circulando no próprio comércio da cidade.

“Defendemos uma integração das forças de segurança, a pública e a privada atuando juntas para combater a criminalidade e aumentar a sensação de segurança das pessoas e dos comerciantes”, completa Linhares.

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Funcionária do Bradesco é agredida por cliente dentro de agência sem vigilantes

 


Há tempos o Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região vem mostrando a importância da segurança privada e, principalmente, dos vigilantes. Seja para coibir assaltos, proteger até mesmo vidas, patrimônios e também promover a sensação de segurança nos locais.

O caso de uma bancária que trabalha em uma “agência de negócios” do Bradesco em Londrina (PR) registrado essa semana, reforça o posicionamento do Sindicato.

A bancária foi arrastada pelos cabelos e jogada contra a parede de vidro do banco. O agressor foi um cliente insatisfeito com o modelo de atendimento precário imposto pelo banco.

A agência teve retirada as portas giratórias de segurança, com detector de metais, e dispensado os vigilantes.

“Um absurdo o que agora os bancos estão tentando fazer. Eles alegam que as agências de negócios não trabalham com dinheiro. Mas, mesmo assim, tornam vulneráveis tanto funcionários quanto os clientes. Além de promover o desemprego na categoria de vigilantes”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região.

Para o coordenador do Coletivo de Segurança Bancária da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Elias Jordão, além do próprio agressor, o banco deve ser responsabilizado pela agressão contra a bancária em Londrina.

“Desde que os bancos decidiram implantar este modelo de ‘agência de negócios’ (a nomenclatura muda conforme o banco), retirando os vigilantes e as portas giratórias de segurança, cobramos a segurança para funcionários e clientes e alertamos sobre os riscos de incidentes como o ocorrido ou ainda mais graves”, disse. “O caso de Londrina, infelizmente, corrobora com nossa tese e será usado como exemplo em nossa próxima reunião de negociações sobre o tema com os bancos. Esperamos que eles se sensibilizem”, completou.

A bancária foi afastada do trabalho com problemas psicológicos.

terça-feira, 25 de maio de 2021

Falta de investimento em segurança privada causa mais um prejuízo a joalheria de Petrópolis


A falta de investimentos em segurança privada vem fazendo vítimas dezenas de comerciantes da cidade de Petrópolis. O caos na segurança pública no Estado que não dá conta de conter a criminalidade, vem deixando os empresários avulsos à bandidagem.

Na manhã desta terça-feira (25), mais uma joalheira foi objeto de assalto à mão armada no Centro de Petrópolis. Essa é a quarta vez que isso acontece apenas em 2021.

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região vem nos últimos anos defendendo a contratação de vigilância privada legalizada para combater este tipo de crime. Vários estudos indicam que a presença do vigilante inibe a ação de bandidos, principalmente, assaltantes.

No entanto, o crescimento também da segurança clandestina tem deixado os comerciantes que preferem esse tipo de contratação ainda mais vulneráveis. 

“Petrópolis é uma cidade de muitos comércios. Os investimentos devem ser em conjunto, tanto na segurança pública quanto na privada legalizada. Nos últimos anos, vimos uma diminuição da contratação da mão de obra especializada por agentes clandestinos. Isso traz mais insegurança e, infelizmente, nos torna reféns desse tipo de ação dos bandidos”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Prefeitura de Teresópolis nega pedido do Sindicato para vacinação de vigilantes


A Prefeitura de Teresópolis, através da Secretaria de Saúde, negou o pedido do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis, Teresópolis e região que solicitava a inclusão da categoria na prioridade da vacinação contra a Covid-19.

O município alega que segue o Plano Nacional de Operacionalização de Vacinação e que os trabalhadores da segurança privada não estão entre os grupos prioritários.

"Nosso pedido foi justamente para sensibilizar as autoridades municipais já que o Governo Federal nos colocou como atividade essencial e não priorizou os vigilantes na vacinação. Estamos todos os dias nas ruas, nos postos de trabalho sem a devida valorização e correndo riscos de contaminação. A falta de sensibilidade das autoridades está fazendo com que dezenas de vigilantes percam suas vidas", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Entre abril de 2020 e março de 2021, a categoria de vigilantes é a sétima que teve desligamentos por conta de mortes, segundo o Caged. 

"Vamos continuar lutando. Vamos insistir em vacinar os trabalhadores. Vacina Já para os Vigilantes", conclui Linhares.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Mais um assalto a joalheira em Petrópolis e a falta de investimento em segurança privada


Os jornais de Petrópolis escancaram novamente novos crimes contra o patrimônio por falta de segurança. Dois homens armados invadiram e assaltaram uma joalheria em Itaipava, dentro de um shopping, na manhã desta quinta-feira (06/05).

Há indícios que um dos assaltantes seja reincidente e teria participado de outro assalto à joalheria no centro da cidade.

Mas, por que isso ocorre? O aumento dos indicadores de violência geram um cenário de extrema insegurança e isso está atrelado ao fato das empresas e empresários não investirem em segurança privada.

É comprovado em estudos, que nos estados menos violentos do Brasil, como São Paulo, Paraná e Santa Catarina, conseguiu-se combater efetivamente o aumento da violência e da criminalidade com um aumento no número de vigilantes.

A maior presença de vigilantes na segurança patrimonial pode desestimular a prática de crimes.

E diante deste fato, o Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região defende a contratação de segurança privada regular para coibir a criminalidade e, também, gerar mais empregos. A economia necessita de investimento e de aumentar o poder de consumo da população. E isso, só se faz com emprego e renda.

Mais segurança privada significa mais vigilantes trabalhando e levando segurança às pessoas e aos patrimônios.

"Nossa defesa é clara em favor do emprego. Temos notado um aumento constante deste tipo de crime em Petrópolis. Muitas vezes por falta de contratação de vigilantes e empresas de vigilância, mas também por contratação irregular, de segurança clandestina que não promove nem assegura o patrimônio de ninguém. Muitos desses que trabalham com segurança clandestina, sequer possuem as habilitações que um vigilante necessita ter para exercer sua atividade. Que os empresários comecem a olhar diferente para esse assunto e protejam suas vidas, de seus clientes e seus patrimônios", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

quinta-feira, 29 de abril de 2021

Sindicato cobra vacinação de vigilantes em Petrópolis

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região solicitou de forma oficial à Câmara de Vereadores de Petrópolis e à Secretaria Municipal de Saúde a antecipação da vacinação dos profissionais de vigilância e segurança privada que atuam na cidade.

O pedido leva em consideração o decreto federal nº 10.282/2020 que estabelece que os trabalhadores de segurança privada são considerados como atividade essencial desde o início da pandemia.

“Nosso pedido é justo, uma vez que estamos expostos a todo risco de contaminação, aglomerações e exposições sejam nos postos de empresas privadas, shoppings, órgãos públicos e bancos. Lamentavelmente, já registramos diversos óbitos de vigilantes e outros contaminados por esse vírus”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Diante desse quadro alarmante e da crescente onda de contágio, o Sindicato reforça o pedido de vacinação prioritária para os vigilantes que são essenciais para a economia e a ordem pública das cidades.

Vacina para os Vigilantes Já!!! 

sexta-feira, 16 de abril de 2021

Sindicato fecha agência do Bradesco em Teresópolis por falta de efetivo de vigilantes


Após receber denúncia de que uma agência do Bradesco funcionava sem o efetivo completo de vigilância, o diretor do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, Marcos, verificou o caso e notificou o banco sobre o descumprimento da lei. 

A agência 0542 do Bradesco, em Teresópolis, foi fechada nesta sexta-feira (16/04) por não cumprir o plano de segurança. A empresa de segurança privada responsável pelo posto é a G4S. O banco fica em frente ao Teresópolis Shopping.

De acordo com o apurado pelo Sindicato, teria funcionário infectado com a Covid-19 e a empresa não estaria completando o efetivo, por conta do afastamento pela doença. 

A unidade chegou a ficar fechada na última terça-feira (16) para higienização após a constatação de infecção por uma bancária que está internada.

A medida coloca em risco toda a segurança bancária e expõe vigilantes, bancários e clientes ao perigo. 

A lei 7.102/1983, que dispõe sobre segurança em estabelecimentos financeiros, é clara sobre a necessidade do plano de segurança das agências bancárias aprovado junto à Polícia Federal. É esse plano que determina o contingente de vigilantes e todo o esquema de segurança do banco.

terça-feira, 30 de março de 2021

Novo convênio de serviços para associados ao Sindicato


O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região firmou um novo convênio para beneficiar seus associados com descontos diretos em serviços importantes para a economia do vigilante.

Trata-se de parceria com o escritório Malvão Consultoria e Assessoria em Negócios LTDA, com sede na Barra da Tijuca, no Rio, mas que irá atender os vigilantes associados da nossa região.

Entre os serviços estão: revisão bancária, auditoria de operações com cartões de crédito ou débito e o serviço de limpa nome, entre outros.

Para conhecer um pouco mais da empresa, acesse: https://mltmalvao.com/.

Para ter acesso aos serviços, entre em contato com o Sindicato. 

Conheça outros convênios clicando aqui.


segunda-feira, 15 de março de 2021

Senado terá Comissão de Segurança Pública, permanente Fonte: Agência Senado


O Plenário do Senado resolveu criar, nesta quarta-feira (10), a Comissão de Segurança Pública, que será permanente. O novo colegiado tratará do combate a corrupção e ao crime organizado e outros temas. Ficou definido que a comissão terá 19 membros e vai se reunir nas quintas-feiras, às 9h.

A decisão veio pela aprovação de substitutivo ao Projeto de Resolução do Senado (PRS) 21/2015, do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), que altera o Regimento Interno da Casa. A proposta tramitava em conjunto com o PRS 39/2017 e o PRS 2/2019 de autoria, respectivamente, dos senadores Elmano Férrer (PP-PI) e Major Olimpio (PSL-SP). O relator, senador Antonio Anastasia (PSD-MG), também aproveitou em seu substitutivo duas emendas apresentadas pelo senador Jean Paul Prates (PT-RN). 

Para Anastasia, a criação de uma comissão permanente de segurança pública no Senado já deveria ter sido posta em prática há muito tempo para que o Senado dê maior atenção a essa que é uma das "políticas públicas mais relevantes do Brasil".

— O Plano Nacional de Segurança Pública, de que tive a honra de ser relator há alguns uns anos, me parece um grande esteio ainda não implementado pelo Poder Executivo no combate à violência, no combate à criminalidade no Brasil, e essa comissão certamente teria essa prioridade — afirmou o relator.

Em seu parecer, o relator explicou que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) é "assaz atarefada e, sozinha, não dá conta de se debruçar sobre todos os aspectos da segurança pública". Ele lembrou que, desde 2003, há a previsão de uma subcomissão permanente sobre o tema. 

"A segurança pública é uma das prioridades da nação, pois é uma área social de suma importância para a sobrevivência e o bem-estar da população. Sendo assim, nada mais justo do que lhe dedicar uma comissão específica no Senado Federal", considerou no relatório. 

Competências

Em seu parecer, Anastasia ofereceu uma descrição bastante abrangente e detalhada das áreas temáticas alcançadas pelo novo colegiado. Caberá à comissão se debruçar sobre 15 temas. Alguns, eram de responsabilidade da CCJ, como questões relacionadas aos corpos de bombeiros militares e às polícias, incluídas a marítima, aeroportuária e de fronteiras. O rol de atribuições também abrangerá as partes de inteligência de segurança pública; políticas públicas de prevenção à violência e de promoção da paz social; combate à corrupção, ao crime organizado e à lavagem de dinheiro; prevenção, fiscalização e combate ao tráfico de drogas; controle e comercialização de armas e proteção a testemunhas e a vítimas de crime; cooperação técnica e adesão a acordos internacionais na área.

As competências da comissão deverão, incluir, ainda, o recebimento e a avaliação de denúncias relativas ao crime organizado, narcotráfico, violência rural e urbana; fiscalização e acompanhamento do Plano Nacional de Segurança Pública e Defesa Social; controle periódico do andamento do Sistema Nacional de Acompanhamento e Avaliação das Políticas de Segurança Pública e Defesa Social. 

Fonte: Agência Senado

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Deputado Daniel Silveira contratou com cota parlamentar empresa de segurança de amigo em Petrópolis e sem registro na PF

Foto: Reprodução
O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) contratou uma empresa sem registro na Polícia Federal (PF), de propriedade de um amigo pessoal, para realizar a sua segurança pessoal. Os pagamentos foram feitos com dinheiro da cota parlamentar da Câmara dos Deputados. A empresa tem como diretor comercial um colega de Daniel, policial militar réu por sessão de tortura.

Desde que assumiu o mandato, em 2019, Silveira paga regularmente R$ 8 mil por mês à empresa Global Company, de Petrópolis (RJ), referente a "serviço de segurança pessoal e vigilância". A empresa, fundada em 2012, afirma em seu cadastro na Receita Federal realizar “atividades de vigilância e segurança privada”. No entanto, não possui a permissão formal para atuar na área, concedida em todo o país pela PF.

A Global já recebeu R$ 184 mil pagos, segundo dados da Câmara. Silveira só perde para Flávio Nogueira, do PDT do Piauí, que gastou R$ 187,3 mil desde o começo desta legislatura com esse tipo de serviço.

Na manhã desta terça, agentes da Polícia Federal estiveram na sede da Global Company para colher documentos e verificar o funcionamento da empresa. Pelas normas estabelecidas pela Polícia Federal, os empreendimentos que atuam na prestação de serviços de vigilância patrimonial, transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal devem ser credenciados e fiscalizados pela PF.  Mas, segundo a corporação, a Global não tem autorização para prestar nenhum desses serviços.

A empresa tem como proprietário o lutador Krav Maga Carlos Eduardo Passos de Paula. Ao GLOBO, Paula contou que conhece o deputado desde 2005, quando estudaram Direito na mesma instituição, e que presta serviços de “monitoramento, inteligência e segurança pessoal” desde a eleição, quando Silveira era pré-candidato. O gasto, no entanto, não consta nas despesas de campanhas apresentadas ao TSE, em 2018.

- Desde 2004 eu conheço o Daniel de vista na cidade, soube que ele foi segurança, mas passei a ter mais aproximação em 2005, na Faculdade de Direito. Não tinha muita amizade, mas como eu tenho várias pessoas, policiais, que trabalham comigo, fui apresentado e começamos a se falar. Em 2016 a gente se conheceu, eu pelo Krav Maga, ele pelo Muay Thai, tínhamos mais coisas em comum, mas em nenhum momento pela política - contou.

Paula afirma que o valor recebido é adequado frente aos custos de uma segurança. O serviço, por sua vez, é prestado no estado do Rio de Janeiro, segundo ele. Em Brasília, a segurança fica a cargo da própria Câmara

Entre os funcionários da empresa e policiais está o militar Vinicius de Amorim Tosta, réu acusado de submeter seis jovens a uma sessão de tortura em Santa Teresa, na Região Central do Rio de Janeiro, na véspera do Natal, em 2015. Ele chegou a ser preso pelo crime, mas hoje divide a atuação como PM com o cargo de diretor comercial da Global, prestando consultorias na área.

Em vídeos e eventos da empresa, ele se apresenta como responsável pela área comercial da Global. No Facebook, Tostes aparece tendo o perfil do deputado no ciclo de amizades. Os dois estiveram juntos no mesmo período na Polícia Militar, executando trabalhos similares. No período em que Tosta cometeu o crime na UPP Fallet/Fogueteiro, Silveira trabalhava na UPP da Rocinha.

Naquela ocasião, jovens relataram que sofreram ferimentos nas pernas e nos braços por uma faca quente, numa abordagem feita pela equipe que Tosta integrava. Um dos jovens teve também uma parte do corpo queimada por uma faca quente e o cabelo incinerado com um isqueiro. Eles afirmam que foram obrigados a praticar sexo oral enquanto um PM filmava a cena na rua.

Os cinco jovens que voltavam de uma festa na comunidade Santo Amaro, no Catete, e teriam sido agredidos com uma faca quente e um isqueiro. Eles também foram obrigados a ficar nus na rua e praticar sexo oral enquanto um dos PMs os filmava. O caso, denunciado pelo Ministério Público Militar, ainda não foi julgado. De acordo com o relatório da investigação, “os acusados efetuaram diversas abordagens e, na maioria delas, agem com emprego de força desproporcional aos casos”.

Paula explica que não procedeu com a certificação na Polícia Federal pois “não trabalha com vigilantes armados na empresa”, além de não desejar expandir o segmento de segurança pessoal, no qual atua para Silveira.

No entanto, ele relatou que as únicas pessoas armadas são os policiais que prestam serviço a ele. O mecanismo é comum nesse mercado. Quando possuem autorização na PF, os vigilantes privados só podem portar armas durante o exercício da profissão e em locais onde o uso é considerado necessária. Em compensação, policiais têm porte de arma, e costumam usar a das corporações nesses "bicos".

- A questão é que a PF não esbarrou pois eu não ando armado, tenho uma equipe e é composta por policiais e esses sim podem andar armados - disse Paula, ressaltando que a empresa tem "conhecimento e capacidade", além de capacitações no exterior.

Questionado sobre a presença de Tosta na empresa, Paula disse que a denúncia tem que ser apurada e que “isso não mancha o caráter de uma pessoa”. Por mensagens, Tosta negou que tenha trabalhado na segurança do deputado, disse que atua no "comercial como consultoria" e que não recebe por isso. Sobre o caso em 2015, o militar disse que não iria se manifestar.

Segundo o Regulamento Disciplinar da PM, servidores da ativa não podem ser sócios majoritários nem ter papel de gerência em empresas. Atualmente ele recebe R$ 4.826,90 por mês como policial militar, segundo dados do Portal da Transparência do estado.

Procurada, a defesa de Daniel Silveira disse "que, nesse momento, se concentra em reverter o cenário de flagrante ilegalidade da prisão". A nota diz, ainda, que "todos os fatos já foram ampla e notoriamente esclarecidos e que qualquer tentativa de trazê-los à tona, mais uma vez, corroboram apenas para o assassinato de reputação que se intenta contra o parlamentar."

Fonte: Jornal O Globo

Empresa serve quentinha com cabelo na comida e ainda demite quem reclama


Em pleno século XXI, o Sindicato ainda recebe denúncias de problemas em refeições servidas aos vigilantes nos postos de trabalho e perseguição a quem reclama da falta de higiene e qualidade do alimento.

Esse é o caso da empresa F.E. Vigilância e Segurança, que afirma ter mais de 25 anos de mercado, mas fornece quentinhas com problemas de higiene para seus funcionários que trabalham no Hospital Santa Theresa, em Petrópolis.

Os problemas na alimentação servida aos vigilantes não foram alvos de denúncias apenas uma vez. O Sindicato apurou que é recorrente a falta de asseio no preparo do alimento e até cabelos foram encontrados no meio da comida.

Além disso, o vigilante que reclamar à empresa sobre a péssima qualidade da quentinha servida, sofre retaliação e é demitido, como foi o caso de uma funcionária.

“Higiene e comida de qualidade é o mínimo que a empresa deve fornecer a seus funcionários. Se a empresa não tem condições de entregar alimentação de qualidade, que forneça o tíquete alimentação para os vigilantes. Vamos oficiar a F.E. Segurança e caso a situação permaneça, vamos pedir uma fiscalização do Ministério Público do Trabalho para verificar as condições do posto de serviço e também da alimentação servida”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Sobre a demissão, o Sindicato alerta que a perseguição é juridicamente proibida e que os advogados do Sindicato tomarão as medidas cabíveis na proteção do emprego.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Sindicato ganha processo judicial contra empresa Best que terá que pagar cesta assiduidade

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, através do departamento jurídico, obteve êxito no processo judicial contra a empresa Best Vigilância e Segurança que cobrava o pagamento das cestas assiduidades aos vigilantes que conquistaram o direito.

A empresa já está pagando o parcelamento obtido judicialmente e, a partir de 10 de março, os pagamentos serão iniciados mensalmente.

Os benefícios valem para os vigilantes associados do posto do Museu Imperial, em Petrópolis.

Os pagamentos serão feitos por ordem alfabética e os nomes serão divulgados pelo Sindicato em breve.

A cesta assiduidade foi conquistada na CCT de 2017. Na assinatura da convenção de 2017/2018 as empresas ficaram obrigadas a pagar mas, porém, algumas não cumpriram o acordo.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Quem recusar tomar a vacina poderá ser demito por justa causa, aponta MPT


O Ministério Público do Trabalho (MPT) está preparando uma nota com uma série de recomendações às empresas sobre os procedimentos a serem adotados quando o governo liberar um cardápio mais amplo de vacinas contra covid-19 e o programa de imunização atingir a maioria da população economicamente ativa.

O órgão deverá divulgar, nesta terça-feira (9/2), um texto detalhando as recomendações e sinalizando que, em último caso, quando o funcionário se recusar a tomar a vacina contra a covid-19, a empresa poderá demitir o trabalhador por justa causa.

Segundo o MPT, a orientação aos empresários será de que é dever do empregador prover os meios de colaborar com a saúde dos funcionários, e, portanto, o trabalhador também precisará cumprir com a parte que será de sua responsabilidade para garantir a imunidade de rebanho no ambiente de trabalho.

Em entrevista aos jornais Valor e O Estado de S. Paulo, o procurador geral do trabalho, Alberto Bastos Balazeiro, adiantou que o MPT elaborou um guia sobre a vacinação da covid-19. O documento, que orientará as fiscalizações, ainda é interno, mas será disponibilizado no site do órgão para as empresas. “O guia não é um convite à punição, é um convite à negociação e à transparência. É preciso ter compreensão de que saúde não é matéria de aspecto individual, é coletiva”, afirmou Balazeiro ao Valor.

A avaliação é que existe um parâmetro jurídico, estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a ser seguido. Em dezembro do ano passado, a Suprema Corte decidiu que a vacinação é obrigatória, mas não é compulsória — ou seja, o governo pode impor sanções a cidadãos que se recusam a se imunizar.

O programa de vacinação no Brasil caminha a passos lentos e, hoje, há apenas duas vacinas disponíveis: a CoronaVac, da farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil em parceria com o Instituto Butantan, e a vacina de Oxford/Astrazeneca, que no Brasil é produzida em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

A expectativa, entretanto, é de que as empresas tenham um número maior de imunizantes no país. Isso porque especialistas indicam que, para o país atingir a imunidade de rebanho, pelo menos, 70% da população precisará ser vacinada, ou seja, 148,8 milhões dos 212,7 milhões de brasileiros estimados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Por enquanto, apenas 3,5 milhões de pessoas foram vacinadas no país desde 17 de janeiro.


Fonte: Correio Braziliense 
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2021

Perseguição prejudica 16 chefes de família em Petrópolis


O gestor do Sesc Quitandinha, em Petrópolis, realiza prática anti-sindical e de perseguição prejudicando 16 trabalhadores e chefes de família.

Com a mudança da empresa de vigilância que atende ao Sesc, 16 vigilantes que são associados ao Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região não foram reaproveitados na contratação pela empresa Vig Fat Segurança Patrimonial que assumiu o posto.

Antes, o Sesc contava com 26 vigilantes, dos quais apenas 10 foram recontratados.

“Prática de perseguição a trabalhador sindicalizado é prática anti-sindical. Um absurdo o que o Sesc com toda sua história faz. Ao invés de perseguir, deveria exigir que seus contratados cumpram as cláusulas com os trabalhadores”, desabafa Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Os funcionários que não foram reaproveitados pela antiga empresa do posto do Sesc Quitandinha, a Hércule, estão também abandonados e sem informações para onde será o destino. A Hércules ainda não fez contato. Alguns vigilantes estão se apresentando na empresa espontaneamente para definir onde vão trabalhar.

O Sindicato também trabalha com indicações de currículos para várias empresas e vai auxiliar os trabalhadores. As fiscalizações sobre o cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho, condições de trabalho e fornecimento de EPIs serão ampliadas nos postos do Sesc e outras localidades.