quinta-feira, 27 de abril de 2017

Reforma que destroi direitos trabalhistas é aprovada na Câmara dos Deputados

Na noite de quarta-feira (26), a Câmara dos Deputados aprovou, por 297 votos a 177, o texto principal do projeto enviado pelo governo Temer que flexibiliza a legislação trabalhista no Brasil (veja abaixo como votou cada deputado do Rio). A proposta é o maior ataque aos direitos do trabalhador brasileiro na história. A votação, que durou mais de 10 horas, foi marcada por protestos, censura, obstrução e muita discussão, mas, agora, a batalha segue para o Senado.

Só oito partidos orientaram voto contra a reforma trabalhista: PT, PDT, Psol, PCdoB, Rede, PSB, SD e PMB. O PHS liberou a bancada. Os demais apoiaram a reforma. (clique e veja os deputados do Rio que votaram contra você)

terça-feira, 25 de abril de 2017

Bandidos quebram parede do Bradesco Itaipava e chegam a cofre

Bandidos encapuzados invadiram a agência do Banco Bradesco, na Estrada União e Indústria, 10.493, em Itaipava, distrito de Petrópolis, na Região Serrana do Rio, arrombaram uma parede profunda para chegar ao cofre mas, sem conseguir abri-lo, fugiram com R$ 4 mil que estavam na gaveta da sala da tesouraria. O assalto aconteceu na madrugada desta segunda-feira (24). Esta é a terceira vez que o local é invadido.

O delegado André Lourenço, da 106ª Delegacia de Polícia, onde o caso foi registrado, disse que pelo menos dois homens participaram do assalto.

"Eles arrombaram uma parede de uma loja de móveis que fica ao lado da agência, na Estrada União e Indústria, por onde conseguiram passagem para entrar no banco. Os assaltantes ainda quebraram algumas câmeras, destruíram os circuitos internos e desativaram os alarmes de segurança", disse.

A perícia foi feita na tarde desta segunda (24) e, segundo o delegado, ainda não foi possível identificar os suspeitos, mas o caso está sendo investigado.



No início deste mês, uma agência bancária também foi assaltada na Avenida Koeler, no Centro da cidade. Na ocasião, os bandidos levaram a quantia de R$ 240 mil, incluindo notas em doláres e euros. 

Outras duas tentativas de assaltos a bancos que aconteceram neste ano em Petrópolis também seguem sendo investigadas pela polícia. As duas invasões anteriores aconteceram, respectivamente, em janeiro e final do mês de março. No primeiro, deixaram apenas prejuízos matérias. Mas, no outro, roubaram dois revólveres e munição que estavam no cofre de uma das salas. Em ambos os casos, pela loja vizinha, provavelmente utilizando marretas, fizeram buracos nas paredes e violaram uma janela da instituição financeira. Conseguiram alcançar outras duas salas, mas além das armas, não levaram mais nada.

Questionado sobre o reforço da segurança da agência, por meio da assessoria de imprensa, o Banco Bradesco se limitou a dizer que: “Não haverá atendimento para os clientes na agencia hoje (ontem). O Banco está avaliando os danos ocorridos para restabelecer o atendimento o mais breve possível.

Vigilantes 24 horas

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região enfatiza a necessidade de colocar vigilantes 24 horas nas agências bancárias para inibir a ação dos bandidos. Essa é a terceira vez apenas em 2017 que a agência é atacada em Itaipava. "A cada dia fica mais evidente que temos que ter vigilantes 24 horas nas agências. O índice de assaltos e roubos em Petrópolis e toda região serrana aumentou significativamente. Com o profissional da segurança atuando nas unidades conseguiremos inibir a ação da bandidagem que a cada dia se especializa mais neste tipo de assalto", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Tentativas de roubo de cargas no Rio deixam 2 vigilantes baleados em menos de 24 horas

Duas tentativas de roubo de cargas de cigarros deixaram dois viglantes baleados na manhã desta segunda-feira (24) no Rio de Janeiro. Na Avenida Santa Cruz, em Santíssimo, Zona Oeste do Rio, um suspeito morreu e um vigilante ficou ferido após uma troca de tiros. Segundo informações do 40ºBPM (Campo Grande), oito homens em dois carros, armados de pistolas e encapuzados, teriam tentado roubar um veículo que transportava carga de uma empresa de cigarros. Vigilantes que faziam a escolta reagiram e entraram em confronto armado com os criminosos.

Os outros criminosos que estavam com ele roubaram uma Kombi e fugiram levando a arma que estava com o bandido morto. Na ação, um dos vigilantes também ficou ferido e foi encaminhado ao Hospital Municipal Albert Schweitzer.

Um outro segurança que também fazia a escolta armada de uma van da empresa Souza Cruz carregada de cigarros foi baleado na manhã desta segunda-feira (24) durante uma tentativa de assalto, na Ilha do Governador.


Ele estava na calçada da Avenida Paranapuan com um outro segurança quando assaltantes passaram em um carro. Os criminosos não conseguiram levar a carga, mas fizeram disparos contra os homens da escolta. O segurança baleado foi levado por policiais militares para o Hospital Evandro freire. PMs fazem buscas na região a procura dos criminosos.


Os números de casos de roubo cargas continuam assustando. Só nos dois primeiros meses do ano, 1.145 roubos de carga aconteceram no estado do Rio de Janeiro. Isso é o equivalente a um roubo a cada uma 1h10. Nos últimos quatro anos, esse tipo de crime aumentou quase 180%. (clique aqui e assista a reportagem)

terça-feira, 18 de abril de 2017

Plenário da Câmara dos Deputados rejeita urgência do projeto que rasga CLT

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por insuficiência de votos, o requerimento de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista (PL 6787/16). Eram necessários 257 votos favoráveis, mas o requerimento obteve apenas 230 votos e 163 contrários.

Após a votação, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a sessão e convocou outra para logo em seguida. Em pauta, o Projeto de Lei Complementar (PLP) 343/17, sobre a recuperação fiscal dos estados endividados.

A votação da urgência à proposta de reforma trabalhista divide opiniões em Plenário. Relator do projeto, o deputado Rogério Marinho (PSDB-RN) defendeu a medida. "Temos um marco de 1943 e agora vemos a oportunidade de colocar a lei no espírito do seu tempo", disse.

Entre as medidas previstas na proposta (PL 6787/16) está a validação dos acordos coletivos.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) criticou a votação. "O presidente Temer tenta desviar o foco do escândalo da Odebrecht para uma pauta supostamente positiva. Quer fingir que está tudo bem. E os trabalhadores vão perder direitos", afirmou.

Quem também criticou a medida foi o deputado Afonso Motta (PDT-RS). "Essa urgência fere os princípios do bom debate, especialmente em uma matéria desta relevância", declarou.

Fonte: Agência Câmara

terça-feira, 11 de abril de 2017

CNTV e sindicatos vão a polícia federal pedir apoio as leis de vigilante 24h em bancos

Dirigentes da Confederação Nacional dos Vigilantes – CNTV, José Boaventura, Cláudio José e Chico Vigilante estiveram na última quinta feira, 7, com o Coordenador-Geral de Segurança Privada da Policia Federal, Dr. Rogério Cota e sua equipe, comunicando a aprovação da Lei de Vigilante 24h em mais de 80 cidades do Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, além da apresentação desta proposta em outros Estados e Municípios. 

A conquista dos gaúchos foi transmitida na reunião pelo Presidente do Sindvigilantes do Sul, Lorenir Dias e pela diretora do sindicato Elisa. O Deputado Distrital Chico Vigilante, que também é diretor da CNTV, ressaltou a importância da Lei tanto para a categoria como para a população em geral. Os dirigentes pediram a PF que levem em conta nas fiscalizações às determinações das leis municipais. 

Fonte: CNTV

terça-feira, 4 de abril de 2017

Roubos de cargas e Escolta Armada são discutidos em audiência na Alerj

A convite dos presidentes das comissões de Segurança Pública e de Economia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), deputados Martha Rocha (PDT) e Waldeck Carneiro (PT), representantes dos Vigilantes como o Sindicato dos Vigilantes de Niterói, São Gonçalo e região, Petrópolis e região, Itaguaí e Duque de Caxias participaram de audiência pública nesta terça-feira (04/04). Os deputados vão solicitar ao Executivo a criação de uma Divisão de Roubos e Furtos de Cargas na Polícia Civil. A audiência pública debateu medidas de combate a esse tipo de crime.

Segundo números do Instituto de Segurança Pública (ISP) apresentados em um estudo da Federação das Indústrias do Estado (Firjan), entre 2011 e 2016 foram registrados mais de 33 mil roubos de cargas, o que representa um aumento de 220% nestes crimes, causando um prejuízo de R$ 2,1 bilhões. Ainda segundo o levantamento, a região Metropolitana concentra 94,8% dos casos.Apenas em 2016 foram mais de 10 mil casos. A Avenida Brasil foi considerao um dos principais focos de ações dos bandidos.

Para a deputada Martha Rocha, a criação de uma estrutura similar à Divisão de Homicídios vai ajudar a reduzir esses números. "Há uma forte concentração da mancha criminal na Pavuna, Pedreira, Fazenda Botafogo, mas que também alcança São Gonçalo e algumas partes da Baixada Fluminense. Se pudermos reproduzir o mesmo paradigma da Divisão de Homicídios na Divisão de Roubos e Furtos, vamos ganhar qualidade nas investigações e ter mais eficiência", explicou a parlamentar.
Especialista em Gerência de Competitividade e Investimentos da Firjan, Riley Rodrigues destacou que esse crime também prejudica o consumidor, que acaba pagando mais caro pelas mercadorias. Ele cobrou a implementação de medidas aprovadas pelo Legislativo, como a lei que determina a integração de informações de diferentes órgãos governamentais sobre os crimes. "É o estado com mais projetos contra roubo de cargas no legislativo. Só que é preciso que as matérias saiam do papel e se tornem reais", finalizou.

O presidente do SVNIT, Cláudio Vigilante, relatou a situação dos vigilantes de Escolta Armada e sugeriu que um grupo de trabalho seja constituído para discutir o transporte de cargas e a escolta armada permanentemente. “Temos uma série de pedidos de alteração da legislação já apresentadas na Polícia Federal em Brasília e à Câmara dos Deputados. Precisamos de um grupo de trabalho com todas as forças que seja sólido e se reúna permanentemente. Pedimos o apoio aos deputados estaduais para pressionar a bancada do Rio de Janeiro. Precisamos mudar a realidade dos carros de escolta armada, do calibre das armas, enfim, precisamo arrumar um jeito por que os empresários nos roubos perdem apenas as cargas, mas temos perdido muitas vidas de vigilantes também. Isso tem que acabar”, afirma Cláudio.

Durante a audiência pública foram apresentadas outras 15 propostas. Representantes da Policia Rodoviária Federal (PRF) e Sindicato das Empresas do Transporte Rodoviário de Cargas e Logística do Rio de Janeiro (SindCarga) pediram o aumento de penas para o envolvimento com roubo de cargas, a instalação de um posto policial na Pavuna, e o reforço do policiamento com a Força Nacional nas rodovias.

Operação conjunta

Segundo o Superintendente da Polícia Rodoviária Federal, Orlando Rodrigues, mais de 40% do roubo de carga no Brasil acontece no estado do Rio de Janeiro, que hoje tem um déficit de 350 agentes. "Por isso precisamos aumentar o efetivo. Com esse número a mais na equipe da PRF no estado conseguiremos dar uma resposta mais eficiente contra a violência do que estamos dando hoje", reforçou.

No dia 26 de novembro uma operação chamada "Asfixia" reuniu 66 policiais civis, 38 policiais militares, 30 policiais rodoviários e 112 homens da Força Nacional para combater as quadrilhas que atuavam ao redor das comunidades do Chapadão e da Pedreira, zona Norte do Rio. A reedição dessa parceria foi outra proposta apresentada na audiência.

Segundo o representante da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) da Polícia Civil, Thiago Dorigos, o objetivo era que a operação durasse até o carnaval. Mas, com a crise no sistema penitenciário, a Força Nacional precisou sair no mês de janeiro. Mesmo assim, os efeitos foram sentidos: Do início da "Asfixia" até o dia 6 de janeiro só foram registrados seis casos. "A ideia é que esta operação volte. Ela acarretou em uma redução significativa da violência nessa região", disse Thiago.

Participaram da reunião ainda representantes do ISP, dos Correios, da Federação dos Transportadores de Carga do Estado do Rio (Fetranscarga) e da Polícia Militar.

Fonte: Imprensa SVNIT com informações Assessoria Alerj

sexta-feira, 31 de março de 2017

Retrocesso: STF decide que administração pública não é responsável por dívidas de terceirizadas

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (30) que a administração pública não é responsável pelo pagamento de eventuais dívidas trabalhistas de empresas terceirizadas contratadas por órgãos públicos.

O julgamento deste caso no STF começou no início de fevereiro com discussões durante três sessões do plenário. No entanto, diante do empate em 5 a 5 na sessão de 15 de fevereiro, a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia, decidiu aguardar a chegada do novo ministro, Alexandre de Moraes, para concluir a análise do caso.

A decisão desta quinta tem a chamada repercussão geral, ou seja, deverá ser seguida a partir de agora por todas as instâncias da Justiça. De acordo com a Advocacia Geral da União (AGU), tramitam atualmente na Justiça mais de 108 mil ações sobre esse assunto.

Durante o julgamento do caso no STF, o órgão argumentou que, caso o poder público fosse responsabilizado pelas dívidas trabalhistas das terceirizadas, o prejuízo para os cofres públicos chegaria a R$ 870 milhões.

TST

Ao analisar ação com conteúdo semelhante, os ministros da Sexta Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) estabeleceram que a União tem responsabilidade solidária sobre eventuais dívidas trabalhistas deixadas por empresas terceirizadas contratadas por órgãos federais, tanto da administração direta quando de autarquias, fundações públicas, empresas públicas e sociedades de economia mista.

A sessão

O placar do julgamento foi apertado. A decisão foi tomada por 6 votos a 5. Coube ao novo ministro Alexandre de Moraes desempatar o placar. O ex-ministro da Justiça, que assumiu a cadeira de Teori Zavascki no dia 22, votou a favor da tese da Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu contra a responsabilização automática da administração pública.

“A consolidação da responsabilidade do Estado por débitos trabalhistas de terceiros acabaria por ser claro risco de desestímulo à colaboração da iniciativa privada com a administração pública. Além da taxa de fiscalização que já paga na contratação, a administração pública teria de manter setores específicos para a execução da tarefa, como se não houvesse terceirização na prática”, argumentou Moraes.

Voto da relatora

Relatora do caso, a ministra Rosa Weber defendeu que a administração pública assumisse os encargos trabalhistas das empresas terceirizadas sob o argumento de que cabe ao governo fiscalizar as relações de trabalho da empresa contratada com os empregados.

Acompanharam a tese da relatora os ministros Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

Porém, além de Moraes, entenderam que a empresa é totalmente responsável pelo contrato com os empregados terceirizados os ministros Luiz Fux, Marco Aurélio, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia.

Fonte: A Pública

terça-feira, 28 de março de 2017

Ladrões levam armas e munições de agência bancária em Itaipava

Uma agência bancária do Bradesco, em Itaipava, foi furtada na madrugada do último domingo (26). Os bandidos levaram dois revólveres calibre 38 e 15 munições que estavam em um cofre, que foi arrombado. Eles entraram na agência por meio de uma janela localizada ao lado do imóvel, próximo a uma loja de móveis. 

De acordo com a polícia, para entrar no banco os bandidos tentaram primeiro quebrar a parede da loja de móveis, onde fizeram três buracos na parede. Depois eles acessaram a agência por uma janela que foi arrombada. Eles entraram na loja de móveis pela porta dos fundos. 

A invasão a loja só foi percebida quando o funcionário chegou, na manhã de domingo. Ele viu a porta aberta e os buracos na parede e chamou a polícia. Nada foi levado do estabelecimento. 

Além das armas, a sala de máquinas da agência bancária também estava revirada e havia buracos na parede, mas nenhum outro material foi levado. A perícia foi acionada para tentar encontrar impressões digitais. Imagens do circuito de segurança também podem ajudar a encontrar os bandidos. O crime está sendo investigado pela 106ª Delegacia de Polícia (DP).

Fonte: Tribuna de Petrópolis

segunda-feira, 27 de março de 2017

Negociações não avançam e empresários insistem em retirada de direitos dos vigilantes

A reunião desta segunda-feira (27/03) com o sindicato patronal não chegou a nenhum acordo. Irredutíveis, os empresários apresentaram a mesma proposta que foi aceita pelo Sindicato do Município do Rio e mais outros sete sindicatos.

A proposta concede reajuste de 5,4% no salário e tíquete refeição. Os empresários querem também acabar com o triênio já concedido aos vigilantes. Para isso, apresentaram uma compensação que seria dada a cada vigilante contratado a partir de 01/03/2017 no valor de R$ 12,50. Os vigilantes que já recebem o triênio não teriam direito à essa compensação. Acontece que, como os desconto no tíquete de alimentação é de 20%, os trabalhadores efetivamente só receberiam apenas R$ 10 de compensação. A proposta dos empresários ainda retira a obrigatoriedade do pagamento da cesta básica por assiduidade acordada em Convenção Coletiva no ano passado.

A proposta não foi aceita pelos Sindicatos que participaram da reunião que são: Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região, Niterói e região, Duque de Caxias e Itaguaí e Seropédica.

Os sindicatos irão convocar, em breve, os trabalhadores para assembleias em suas regiões para decidir os rumos das negociações. O Sindicato de Petrópolis protocolou junto ao Sindesp/RJ um pedido de envio da ata completa da reunião desta segunda-feira onde oficializa o encerramento das negociações com os trabalhadores.

O presidente Adriano Linhares alerta os trabalhadores para possíveis demissões que possam ocorrer com as mudanças da CCT como o fim do triênio. “Não podemos destacar que os empresários demitam os vigilantes antigos para contratar novos sem a obrigatoriedade de pagar o triênio. Essa ofensiva é para retirar direitos já adquiridos e prejudicar a nossa categoria”, afirma.


O reajuste no salário supera a inflação do mês apurada em 4,69%. No entanto, a retirada dos direitos já conquistados pelos vigilantes não é aceita pelos sindicatos.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis

sexta-feira, 24 de março de 2017

Lei da terceirização acaba com concurso público, diz procurador-geral do Trabalho

Lei que regulamenta a terceirização ampla no país, aprovada nesta quarta-feira (22) na Câmara dos Deputados, seria o fim do concurso público e um incentivo ao nepotismo nos municípios, no Estado e na União. Essa é a avaliação do procurador-geral do Ministério Público do Trabalho (MPT), Ronaldo Fleury, que enumera consequências negativas para os trabalhadores, para o serviço público e até para o capital.
"Não vai ter mais concurso público porque todos esses serviços poderão ser terceirizados", avalia Fleury.
O procurador projeta o futuro a partir de dados sobre os atuais terceirizados."Os índices de acidentes de trabalho são muito altos: de cada dez trabalhadores que sofrem acidentes de trabalho fatais, oito são terceirizados. Por quê? Porque eles têm menos treinamento, existe um compromisso menor com o meio ambiente do trabalho", exemplifica.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Sindicato denuncia ao MTE mais uma empresa por contratação irregular

A fiscalização do Sindicato em todos os postos de trabalho de Petrópolis e região continua. Por isso, nesta quinta-feira (23/03), a direção da entidade protocolou uma denúncia na Delegacia Regional do Trabalho, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em Petrópolis, contra a empresa Prosegur Transporte de Valores e o Banco Itaú-Unibanco por contratação de vigilante em regime parcial com salário diferenciado. A medida fere a legislação trabalhista e a Convenção Coletiva de Trabalho. O Sindicato pediu uma mesa mediação com as empresas.

Esse tipo de contratação serve para precarizar o trabalho e degradar o trabalhador que é imposto à realização da mesma atividade, porém sem os benefícios e direitos de um vigilante com carteira assinada. Além disso, o trabalhador fica vulnerável sem a cobertura de diversos benefícios que o protegem. A medida também é conhecida como vigilante horista.

A discussão sobre a contratação por regime parcial já foi discutida entre sindicato e empresários nos anos anteriores. A direção do Sindicato, portanto, não concordou com o regime de contratação, por isso, se torna ilegal este tipo de contratação, uma vez que não está previsto na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria na base do Sindicato.


O vigilante que se encontrar nesta situação deve denunciar ao Sindicato. O sigilo é garantido. Com a denúncia, o Sindicato poderá fiscalizar as empresas e garantir os direitos dos trabalhadores.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis

Terceirização: Quando cair a ficha, os trabalhadores vão ranger os dentes


A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta quarta (22), o projeto de lei que permite a terceirização de todas as atividades de uma empresa. Foram 231 votos a favor, 188 contrários e oito abstenções. Segue para sanção de Michel Temer.

Apresentado durante o governo Fernando Henrique, em 1998, o projeto foi ressuscitado por ser menos rigososo com as empresas e um atalho para as mudanças, uma vez que já havia sido aprovado pelos senadores em 1998. Outro projeto, o PL 4330/2004, que trata do mesmo tema e é menos danoso ao trabalhador, está no Senado.

O projeto também dificulta que a companhia tomadora do serviço seja responsabilizada em caso de não pagamento, fraude ou escravidão.

terça-feira, 21 de março de 2017

Sindicato protocola denúncia na Polícia Federal contra empresa que não assina carteira de vigilante

O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis apresentou denúncia à Polícia Federal contra a empresa G4S Vanguarda Segurança e Vigilância LTDA por contratar vigilante assinar sua carteira profissional. A empresa possui 15 postos de trabalho na região atendida pelo Sindicato. A denúncia foi protocolada na Delegacia de Polícia Federal de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

A motivação da denúncia se deu após um vigilante funcionário da empresa vir a óbito no curso do contrato de trabalho. O vigilante já trabalhava numa agência de Petrópolis há 11 meses. O Sindicato só tomou conhecimento do fato ao ser comunicado do falecimento pela família do trabalhador e contatar o convênio do Benefício Social e constatar que o vigilante não fazia parte do quadro de associados ao benefício, uma vez que a empresa não realizada os descontos ou repasse ao Benefício Social conforme prevê a Convenção Coletiva de Trabalho.

“A nossa diretoria foi a campo fiscalizar esse caso e acabou descobrindo que a prática da empresa se repete em outros postos de trabalho. Um trabalhador sem carteira assinada fica desprotegido, não recebe os direitos trabalhistas e sociais e também deixa família desampara. Lamentamos a perda do companheiro. Prestamos todo auxílio à família e não vamos descansar enquanto não regularizar todos os postos de trabalho da nossa base. Vamos fiscalizar todas as empresas que atuam na região”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Para agravar a situação, o Sindicato tem informações que na unidade do banco em São José do Vale do Rio Preto também tem um vigilante trabalhando sem carteira assinada.

A não anotação do contrato de trabalho na CPTS incorre em descumprimento da legislação trabalhista como a Lei 7102/1983 e a Portaria nº 3233/2012 da Polícia Federal que ainda prevê multa para a empresa.

Fonte: Imprensa SindVig Petrópolis

Confederal, empresa do presidente do Senado, é alvo de busca e apreensão

Foto: Ed Ferreira - Estadão
Entre os alvos da Operação Satélites, deflagrada nesta terça-feira, 21, pela Polícia Federal, está o empresário Ricardo Lopes Augusto, sobrinho do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), é administrador da Confederal, empresa que pertence ao congressista e na qual houve busca e apreensão de possíveis provas. A informação foi confirmada ao Estado por um investigador. Lopes foi citado na delação do executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho como operador de propinas a Eunício.

O delator disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) ter pago suborno a Eunício, em duas parcelas de R$ 1 milhão cada, entre outubro de 2013 d e janeiro de 2014. O valor seria contrapartida à aprovação da medida provisória 613, que tratava de incentivos tributários. Segundo o colaborador, o peemedebista enviou Lopes como “preposto”. Ao emissário, teria sido entregue uma senha e a indicação dos locais para o recebimento do dinheiro, em Brasília e São Paulo.

O sistema Drousys, que registra a contabilidade das propinas da empreiteira, apontou os dois supostos repasses de R$ 1 milhão ao senador, identificado pelo codinome “Índio”, naquele período: um em 24 de outubro de 2013 e outro em 27 de janeiro de 2014. A MP foi aprovada no plenário do Senado em 29 de agosto daquele ano. Melo Filho sustenta em sua delação que Eunício obstruiu a votação, antes disso, para pressionar a Odebrecht por propina.

O senador também é citado em outra delação, fechada pelo ex-diretor da Hypermarcas Nelson Mello. Em depoimentos à PGR, ele contou ter pago, por meio de contratos fictícios, R$ 5 milhões em caixa 2 para a campanha do peemedebista ao Governo do Ceará, em 2014. Relatou também que a ajuda financeira foi solicitada por um sobrinho do congressista, de nome Ricardo.

Eunício sustenta que jamais recebeu dinheiro pela aprovação de projetos. A defesa dele alega que as despesas de campanha foram declaradas e foram legais.

Satélites. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República cumprem nesta terça-feira, 21, mandados de buscas e apreensões de alvos em Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e Brasília na Operação Satélites, nova etapa da Lava Jato. O Supremo Tribunal Federal autorizou esta nova fase da Lava Jato.

Os alvos desta etapa não são políticos, mas pessoas ligadas aos senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Humberto Costa (PT-PE), Eunício Oliveira (PMDB-CE) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

Estão sendo cumpridos 14 mandados em 13 endereços nas cidades de Brasília (2 mandados), Maceió (2), Recife (5), Rio de Janeiro (3) e Salvador (2). O objetivo é investigar indícios dos crimes de corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

A PF cumpriu mandado na Confederal, empresa de vigilância e Transporte de Valores, ligada ao presidente do Senado Eunício Oliveira.

Em Pernambuco, Mário Barbosa Beltrão, empresário ligado ao senador Humberto Costa, e Sofia Beltrão são alvos.

COM A PALAVRA, EUNÍCIO OLIVEIRA

Em nota divulgada nesta manhã, o advogado do presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB) que “o senador tem a convicção que a verdade dos fatos prevalecerá”, em relação a nova fase da Lava Jato no STF que faz buscas em endereços de pessoas ligadas ao peemedebista. O texto assinado pelo criminalista Aristides Junqueira afirma ainda que o parlamentar “autorizou que fossem solicitadas doações, na forma da lei, à sua campanha ao governo do Estado do Ceará”, em 2014.

O texto afirma ainda que a abertura de inquéritos contra o senador no Supremo Tribunal Federal para apurar “versões de delatores” é o caminho natural do rito processual. A Polícia Federal realiza nesta manhã a primeira operação autorizada pelo STF com base em informações das delações premiadas de executivos da Odebrecht.

Fonte: Estadão

segunda-feira, 20 de março de 2017

Patronal cancela negociação dessa segunda-feira (20/03)

Os empresários da segurança privada do Rio parecem querer ganhar a batalha com os vigilantes pelo cansaço. O Sindesp/RJ cancelou a reunião que aconteceria nessa segunda-feira (20/03) que daria continuidade às negociações salariais com os sindicatos dos trabalhadores que ainda não assinaram o acordo coletivo. A comunicação do adiamento foi feita na última sexta-feira.

A direção do sindicato patronal alega que os empresários deverão se reunir para avaliar a posição dos sindicato dos trabalhadores que não aceitaram assinar a CCT com retirada de direitos e reajuste salarial abaixo da inflação. 

A direção do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região espera que a demora sirva para que os empresários repensem as sugestões absurdas e apresentem uma proposta que traga ganhos para os trabalhadores. É sempre bom lembrar que as empresas de segurança privada do Rio de Janeiro não tiveram prejuízos nos últimos anos, mesmo sob alegação da crise econômica. 

"Esperamos, sinceramente, que esse adiamento seja para trazer coisas boas. Não adianta o empresariado achar que vai ganhar a batalha pelo cansaço. Estamos dispostos a lutar. Retirar direitos está fora de cogitação. Não vamos aceitar ser tratados como mercadoria e escravos. A profissão exige uma remuneração e condições de trabalho melhores", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Uma nova data para a negociação não foi informada pelo patronal.

Imprensa SindVigPetrópolis