quinta-feira, 19 de abril de 2018

Empresas ligadas ao patronal não pagam certidão de R$ 60 para reciclagem do vigilante

Que existem muitas empresas que não cumprem a Convenção Coletiva de Trabalho é sabido. No entanto, algumas vão além do tolerável. As empresas JF Empresa de Vigilância e Hércules Vigilância e Segurança não estão pagando a certidão obrigatória da Comarca de Petrópolis para que os vigilantes possam fazer a reciclagem. O valor da certidão é de R$ 63,18. O documento é obrigatório para que o vigilantes possa renovar sua ata que o habilita para o trabalho.

As duas empresas também fazem parte da comissão de negociação da campanha salarial. A Hércules é inclusive de propriedade do presidente do Sindesp/RJ (sindicato patronal). No discurso, as empresas afirmam ser cumpridoras das leis e da CCT. Na prática, é a atitude é outra.

Após cobrança do Sindicato, SegurPro deposita vale alimentação

Após cobrança do Sindicato, a empresa SEGURPRO finalizou os pagamentos do vale alimentação dos vigilantes que ainda não tinham o valor creditado. Ao todo, nove vigilantes não tiveram o benefício depositado.

A empresa faz parte da mesa de negociação da campanha salarial 2018. "Não vamos tolerar nenhum tipo de atraso por qualquer empresa no pagamentos dos benefícios dos empregados", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

A SegurPro faz parte do Grupo Prosegur, uma das maiores do mundo. A empresa foi lançada no Brasil esse ano.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

GP demite, faz funcionário cumprir aviso trabalhado e não paga rescisão


A GP – Segurança Patrimonial e Pessoal demitiu um funcionário da empresa e não pagou a rescisão e também não fez a homologação da demissão. O fim do aviso prévio trabalhado foi em 30 de março. Passados 11 dias, a GP ainda não quitou as verbas rescisórias do trabalhador. O Sindicato vai acionar a empresa e o contratante, banco Itaú, na justiça para garantir o pagamento.

O prazo para homologar a rescisão do contrato de trabalho e depositar as verbas é de 24 horas após o término do aviso prévio trabalhado. O Sindicato entrou em contato com o RH da empresa que prometeu várias vezes realizar os depósitos, porém não cumpriu.

O vigilante passa por dificuldades financeiras por conta da enrolação da empresa. “Está mais do que claro o porquê das empresas não quererem colocar na convenção a homologação dos trabalhadores no Sindicato. É para continuar essa safadeza de lesar os vigilantes. Essas são as atitudes das empresas ligadas ao patronal e a GP é uma delas”, desabafa Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região.

Enquanto a empresa enrola, o vigilante vê as contas chegarem podendo ter até sua luz cortada. O pagamento das verbas rescisórias é obrigação do empregador. “Por isso, vamos cobrar na justiça que a GP e do Itaú que quitem imediatamente os valores da rescisão e também paguem uma indenização ao vigilante que não pode ficar nessa situação. Isso é picaretagem!”, afirma Linhares.

G4S age de forma arbitrária com trabalhadores


A empresa G4S Segurança promove um verdadeiro descaso com os trabalhadores. Todo contrato de trabalho prevê o abono de falta por conta de fatores que fogem do controle do funcionário tipo falta de transporte ou casos fortuitos como enchentes, rompimento de vias.

E esse foi o caso de vigilantes que trabalham na empresa que presta serviço ao banco Bradesco em São José do Vale do Rio Preto. A G4S, de forma arbitrária, descontou o dia de trabalho dos vigilantes, retirou o descanso semanal remunerado e também o vale alimentação. Tudo isso por que os trabalhadores não conseguiram chegar ao local de trabalho.

Vários meios de comunicação noticiaram que no dia 08 de março uma forte chuva atingiu os municípios de São José do Vale do Rio Preto e de Areal provocando desabamentos, alagamentos de ruas e queda de barreiras impedindo o deslocamento nas localidades. Esses eventos impediram que os vigilantes se deslocassem para o trabalho neste dia.

A falta, portanto, foi justificada por conta do caso fortuito. Mas a empresa não quis saber e aplicou as sanções aos trabalhadores. Uma atitude covarde e arbitrária. O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região repudia este tipo de comportamento das empresas. As faltas devem ser punidas, mas cada caso deve ser analisado.

“Foi público o alagamento das vias que impediram que os vigilantes chegassem ao trabalho. Isso é uma falta de respeito ao trabalhador e sua condição por parte da empresa. Tenho certeza que os patrões, as chefias e os supervisores nem saem de suas casas quando ocorre este tipo de situação. Uma arbitrariedade. Estamos estudando com nosso jurídico formas de acionar a empresa”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Confira no link abaixo uma matéria feita pelo G1 sobre as chuvas no dia da ocorrência.


Mais uma empresa vai pagar cesta assiduidade após ação do Sindicato


O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região continua a busca pelo cumprimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por parte das empresas. O jurídico do sindicato, com o auxílio do escritório Acrísio de Morais, da Dr Clarissa Costa, ajuizou várias ações cobrando o pagamento da cesta básica a título de bonificação para os trabalhadores pela assiduidade, conforme previa a CCT.

O juiz da 1ª Vara do Trabalho de Teresópolis, Maurício Caetano Lourenço,  determinou que a empresa AlfaSeg Vigilância e Segurança cumprisse a convenção coletiva. O Sindicato também acionou a empresa contratante, no caso, a Viação Teresópolis e Turismo Ltda. 

A empresa ALFASEG terá que pagar o benefício no valor de R$ 75 aos vigilantes da empresa. O crédito será feito no cartão alimentação dos trabalhadores como ficou acordado em juízo. As parcelas já vencidas serão pagas juntamente com as parcelas vincendas.

Caso a empresa descumpra o acordo, deverá pagar multa de 50% e terá o vencimento antecipado das parcelas remanescentes. A ALFASEG ainda terá que pagar honorários ao sindicato.

Já a empresa Viação Teresópolis foi declarada subsidiária na responsabilidade. Em caso de descumprimento da ALFASEG, a empresa de Turismo fica responsável pelos pagamentos.

O trabalho do Sindicato tem sido incessante para manter os direitos dos trabalhadores e fazer com que as empresas cumpram as cláusulas da CCT. “É importante que os trabalhadores se filiem ao Sindicato para que tenhamos mais força para combater os maus empresários. Com mais representatividade, o Sindicato se fortalece nas brigas e tem também mais condições de arcar com as despesas da luta”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

terça-feira, 27 de março de 2018

Sindicato ainda não assinou Convenção Coletiva 2018 com o patronal


O Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região vem esclarecer aos seus associados e a todos os vigilantes de sua base que ainda não assinou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) com o patronal por discordar da imposição dos empresários de colocar na CCT o contrato parcial de trabalho e também de acabar com a contratação do vigilante mensalista.

A diretoria do Sindicato não admite a retirada de importantes direitos dos trabalhadores e por isso não vai assinar a Convenção Coletiva nestes termos. Uma nova rodada de negociação com os empresários está agendada para o dia 04 de abril.

Os Sindicatos que ainda não assinaram a CCT por não aceitarem o contrato parcial e a retirada do mensalista são: o de Petrópolis, Niterói, Duque de Caxias, Itaguaí e Volta Redonda.

Entre outras cláusulas, estão:

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA - DA APRENDIZAGEM NA SEGURANÇA PRIVADA

Considerando que para a atuação de aprendiz como profissional de vigilância é obrigatório a observância dos requisitos dispostos na Lei 7.102/83 ou a que vier a substitui-la, principalmente no que tange a idade mínima de 21 (vinte e um) anos; a exigência de porte de arma para desempenho da função; que obtenham curso de formação regular de vigilante realizado em escola especializada em segurança, atendendo a mesma carga horária exigida dos demais candidatos a habilitação profissional, e por isso, caso não se tenha a demanda necessária ao cumprimento das cotas do artigo 9º do Decreto nº 5.598/2005, de jovens que atendam as suas especificidades e da Polícia Federal, principalmente pelo fato de o regulamento determinar através do parágrafo único do artigo 11, neste caso, como aprendiz, o jovem a partir da idade de 18 anos, o atendimento a porcentagem exigida na cota de aprendizagem deverá ser feita através do dimensionamento do setor administrativo. Ficando excluídos da base de cálculo os vigilantes, armados e/ou desarmados e de transporte de valores.

- O Sindicato concorda com a proposta desde que o aprendiz atue apenas na setor administrativo das empresas.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA - DO USO DE APARELHOS ELETRÔNICOS

Fica proibido o uso de telefone celular e outros recursos eletrônicos, tais como nextel, smartphone, tablet, iPad, para fins particulares, não tratando-se do porte do aparelho,  nos postos de serviços e no plantão durante o expediente enquanto em  efetivo trabalho.

segunda-feira, 26 de março de 2018

Empresa de vigilância patrimonial é condenada a cumprir cota de aprendizagem

A empresa TB Forte Segurança e Transporte de Valores Ltda foi condenada a contratar aprendizes, no prazo de 60 dias, em número equivalente a 5% do total de empregados, e ao pagamento de indenização por dano moral coletivo no valor de R$ 60.000,00 a ser revertido em favor do Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

O inquérito civil do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ), que deu origem a ação civil pública, constatou que a empresa possui 18 filiais, em diversos estados, e em nenhuma delas há jovens aprendizes. A empresa alegou que por atuar na área de vigilância não possuía atividade em seu quadro para alocar aprendizes. Contudo, dos 420 empregados contratados na filial do Rio de Janeiro, cerca de 130 atuam na área administrativa. 

O MPT-RJ considerou uma alteração recente na lei da aprendizagem, conhecida como “Cota Social”, que possibilita alternativas quando a atividade desempenhada pela empresa é incompatível com a contratação de aprendizes. Nesses casos as aulas práticas podem ser ministradas exclusivamente em entidades qualificadas em formação técnico profissional ou em entidade concedente da experiência prática do aprendiz, não havendo, portanto, impedimento para a adequação a lei. 

Para a procuradora regional do trabalho do MPT-RJ, Maria Vitoria Süssekind Rocha, a omissão da empresa contribui para a não inclusão de adolescentes e jovens no mercado de trabalho e expõe estes potenciais trabalhadores a situação de maior risco de vulnerabilidade social, representando dano sobre toda a sociedade. 

Fonte: MPT-RJ

terça-feira, 20 de março de 2018

Fim das negociações: assembleia sexta-feira (23/03) no Sindicato

Encerradas as negociações com os patrões. Nesta segunda-feira (19/03) aconteceu a última reunião com os empresários da campanha salarial 2018. O Sindicato conseguiu a manutenção dos reajustes sendo 2,85% no salário (ou seja, 1,04% de ganho real, já que a inflação do período INPC) é de 1,81%) e 11,62% no tíquete alimentação. No entanto, o Sindesp/RJ (sindicato patronal) insiste no contrato parcial. A imposição das empresas ficou condicionada a homologação dos trabalhadores no Sindicato. 

Ou seja, os patrões só aceitam que as homologações sejam realizadas no Sindicato dos Vigilantes, que é a garantia do pagamento de todas as verbas trabalhistas nas rescisões, se colocar na Convenção Coletiva a autorização para contratação do vigilante parcial. O contrato parcial pode levar os trabalhadores a receberem salários abaixo do piso da categoria.

Alguns Sindicatos já sinalizaram que vão aceitar a chantagem do patronal.

Em Petrópolis e região, a categoria é quem vai decidir. O Sindicato convoca todos os trabalhadores para assembleia geral extraordinária na próxima sexta-feira (23/03), às 19h em primeira chamada, e às 19:30h, em segunda chamada.

Essa é a hora de decidir os rumos da campanha salarial.

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Dia: 23/03 (sexta-feira)
Local: Sede do Sindicato (Rua Paulo Barbosa, 233 - sala 2 - Centro/Petrópolis)
Hora: 19h

sexta-feira, 16 de março de 2018

Lei obriga bancos a manter vigilantes 24 horas por dia em Petrópolis


Foi sancionada pelo prefeito Bernardo Rossi e publicada no Diário Oficial do Município no dia 06/03 a Lei 06940/2018 que obriga agências bancárias e cooperativas de crédito a contratarem serviço de vigilância armada para atuar 24 horas , incluindo fins de semana e feriados.


A lei, de autoria do vereador Justino do Raio X (PMDB) entra em vigor 90 dias após a sua publicação e esclarece em seu texto que a vigilância armada deve ser realizada por vigilante com cursos de formação para o ofício.

“Em conversa com o Sindicato da categoria, chegamos à conclusão que havia essa lacuna, pois esses estabelecimentos, com faturamentos cada vez maiores, investem em segurança eletrônica voltada para o patrimônio, mas que é pouco eficaz na proteção de funcionários e de toda população que utiliza o serviço. Além disso, temos observado um crescente número de casos de assaltos às agências de nosso município e a lei visa também evitar que novos crimes aconteçam. O bem maior a ser cuidado é a vida dos usuários do serviço bancário, a segurança dos mesmos”, disse Justino. 

quarta-feira, 14 de março de 2018

Empresários tentam chantagear sindicato e diretoria diz NÃO ao vigilante parcial

Após mais de 10 rodadas de negociações os empresários voltaram a chantagear os Sindicatos dos Trabalhadores Vigilantes. Com quase tudo finalizado e o encaminhamento para assinatura da convenção coletiva prosseguindo, os patrões voltaram a condicionar as homologações no sindicato a aceitação do vigilante parcial.

Os vigilantes de Petrópolis e região rejeitaram por unanimidade em assembleia convocada pelo Sindicato a proposta de colocar na Convenção Coletiva de Trabalho do contrato parcial para o vigilante. Por isso, a diretoria do Sindicato repudia a tentativa de manobra nem um pouco respeitosa dos empresários de tentar condicionar a homologação, que é um direito do trabalhador, e também o fechamento do acordo do reajuste salarial, a aceitação do vigilante parcial.

Nas negociações, já havia sido conquistado o índice de reajuste no salário de 2,85%, ou seja, 1,04% de ganho real, já que a inflação do período (INPC) ficou em 1,81%. Já no tíquete de alimentação o aumento seria de 11,62%, que elevaria o valor para R$ 22. Estes valores já foram conquistados. Porém, os patrões afirmaram em reunião nesta terça-feira (13/03) que só assinariam o acordo com a inclusão do contrato parcial na Convenção Coletiva.

A chantagem do patrão demonstra a total falta de respeito com a categoria e a tentativa a todo custo de impor perdas de direitos aos trabalhadores. "Os empresários não estão nem aí para a vida do vigilante e ainda querem que aceitemos o contrato parcial que vai diminuir o salário de forma abusiva. Os trabalhadores têm que entender que no contrato parcial eles não vão receber nem o piso salarial. Isso é um absurdo e não vamos aceitar", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

Os Vigilantes de Petrópolis dizem NÃO à chantagem do patrão!

DIGA NÃO À ESCRAVIDÃO!

sexta-feira, 9 de março de 2018

Campanha Salarial 2018: sindicato resiste a retirada de direitos


Novas rodadas de negociações com os empresários foram realizadas entre o Sindicato e o Sindesp/RJ (sindicato patronal). A diretoria do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região está lutando para barrar itens da reforma trabalhista que retiram direitos na Convenção Coletiva dos Vigilantes.

Os patrões insistem em inserir na CCT dos trabalhadores o trabalho intermitente, banco de horas, vigilante parcial, parcelamento de férias e homologação nas empresas.

“Estes são alguns itens que o patronal quer tanto para eles. Mas estamos resistindo e não deixando que eles coloquem em nossa CCT. No entanto, conforme eles mesmos dizem, se não vai para a CCT, eles vão fazer conforme a Lei determina. Mas aí é que a gente vai para outra briga, até por que, a própria lei nova afirma que o negociado vale sobre o legislado. Então o que manda é o que está na CCT”, afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

O reajuste no salário está no impasse por que o Sindicato se nega a aceitar a retirada de direitos. O Sindicato já conquistou uma proposta de aumento de 2,5%. A inflação do período fechou essa semana em 1,81%. No entanto, a direção do Sindicato vai buscar ampliar o ganho real para os trabalhadores.

O departamento jurídico do Sindicato está atento às negociações e às movimentações dos empresários nas possíveis tentativas de retiradas de direitos.

Nas negociações, houve um pequeno avanço no aumento do tíquete de alimentação. O reajuste proposto é de 11,66%.

Os patrões também sugeriram que as homologações sejam feitas no Sindicato apenas para vigilantes sindicalizados. A direção do Sindicato não vê problemas na proposta patronal, até porque seria uma forma de valorizar os associados, mas é solidária aos demais sindicatos, já que a campanha é unificada.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Sexta rodada de negociação tem pequeno avanço

Na reunião que aconteceu nesta quinta-feira (22/02) com os patrões, as negociações tiveram um pequeno avanço. Foram discutidas as cláusulas econômicas como reajustes salarial e vale alimentação.

A proposta é de reajuste de 2.10% nos salários (INPC 1,87%) e 11,66% no tíquete refeição.

No entanto, os patrões querem diminuir o horário de almoço para apenas 30 minutos o intervalo de intrajornada.

Uma nova rodada de negociação vai acontecer na segunda-feira (26/02).

Confira as propostas que retiram direitos dos vigilantes apresentadas pelos empresários:

1- Implantação do banco de horas na escala 5x2;

2- Fim das homologações no Sindicato (isso deixa o vigilante desprotegido);

3- Criação de uma comissão CCPI onde o trabalhador pode aceitar a homologação e dar quitação mesmo com parcelamento dos direitos a serem pagos pelas empresas;

4- Contrato Parcial: vigilantes contratados por hora;

5- Parcelamento do 13º salário em 10 vezes;

6- Suspensão do Contrato da Vigilante Feminina quando a mesma informar a empresa que esta grávida;

7- Punições para vigilantes faltosos;

8- Contrato Intermitente: o vigilante contratado ficará à disposição da empresa e, quando for chamado para trabalhar e não comparecer, pagará multa ao patrão. Esse contrato também vai pagar um salário abaixo do piso e o vigilante será obrigado a completar o recolhimento do INSS para conseguir se aposentar;

9- Retirar da CCT atual a obrigatoriedade da empresa pagar as Certidões da reciclagem;

10- Trintídio: os empresários não querem arcar com a multa ao demitir o trabalho no período de 30 dias antes da data base;

11- Reajuste: os empresários apresentaram proposta de 2.10% no salário e no tíquete refeição o percentual de 11.66%.

12- Fim da ultratividade das Convenções Coletivas (CCT): com isso, o patronal, a partir de 01/03/2018, não quer mais garantir os direitos vigentes na CCT atual. Os empresários querem apenas garantir o mínimo, que é o salário e o vale alimentação.

A participação dos trabalhadores nas assembleias convocadas pelo Sindicato é muito importante para fortalecer a luta pela garantia dos direitos. "O rumo das negociações está nas mãos do trabalhador", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Patrões querem impor reforma trabalhista e retirada de direitos aos vigilantes


As negociações da campanha salarial 2018 já chegaram à sexta rodada e nenhum avanço foi obtido. Os empresários insistem em retirar direitos dos vigilantes e impor à categoria as regras da nova CLT.
A campanha é unificada entre os Sindicatos. Porém, o mais importante é que os vigilantes se unam ao Sindicato da sua região para fortalecera luta e participar das decisões que vão dar o rumo na vida profissional pelo próximo ano.
"O rumo das negociações esse ano está nas mãos dos trabalhadores. Por isso, é muito importante que a categoria atenda aos chamados do Sindicato e compareça às assembleias", afirma Adriano Linhares, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Petrópolis e região.
Além da Reforma Trabalhista, aprovada por muitos deputados da região, os empresários querem impor uma pauta própria que é muito ruim para os vigilantes.
Veja algumas das propostas indecentes dos patrões:

- Implantação do banco de horas na escala 5x2;
- Fim das homologações no Sindicato (isso deixa o vigilante desprotegido);
- Criação de uma comissão CCPI onde o trabalhador pode aceitar a homologação e dar quitação mesmo com parcelamento dos direitos a serem pagos pelas empresas, sem passar pelo Sindicato;
- Contrato Parcial: vigilantes contratados por hora;
- Parcelamento do 13o salário em 10 vezes;
- Suspensão do Contrato da Vigilante Feminina quando a mesma informar a empresa que esta grávida;
- Punições para vigilantes faltosos;
- Contrato Intermitente: o vigilante contratado ficará à disposição da empresa e, quando for chamado para trabalhar e não comparecer, pagará multa ao patrão. Esse contrato também vai pagar um salário abaixo do piso e o vigilante será obrigado a completar o recolhimento do INSS para conseguir se aposentar;
- Retirar da CCT atual a obrigatoriedade da empresa pagar as Certidões da reciclagem;
- Trintídio: os empresários não querem arcar com a multa ao demitir o trabalho no período da data base;
- Reajuste: os empresários apresentaram proposta de 1.87% no salário e no tíquete refeição, abaixo do pedido pelo Sindicato.

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Temer desiste, por enquanto, de colocar a Reforma da Previdência em votação no Congresso

Finalizando o dia nacional de mobilização contra a "reforma" da Previdência, cerca de 20 mil pessoas protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo, no fim da tarde desta segunda-feira (19). Se por um lado os trabalhadores comemoraram a retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, por outro garantiram que não vão vacilar e seguirão mobilizados. "Continuaremos em estado de greve, alertas e pressionando os deputados. Derrotamos a Globo, o presidente (Michel) Temer, o Moro e os bancos e isso é graças aos trabalhadores", afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.
Para o sindicalista, Temer tentou uma cortina de fumaça ao decretar intervenção federal no Rio de Janeiro. "Foi mais uma manobra do golpista. Nós somos contra a intervenção, até porque não é função do Exército cuidar da segurança pública. Tem de ficar atento, porque pode estender isso para outros estados com o objetivo de fortalecer o golpe", afirmou.
Hoje, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), declarou que não vai haver votação de qualquer PEC durante a vigência do decreto de intervenção federal. E garantiu que não vai haver suspensão temporária. Com a decisão de Oliveira, 190 PECs deixam de tramitar, entre as quais a do fim do foro privilegiado. A decisão vale até 31 de dezembro, mesma data do decreto de intervenção. Se o decreto for revogado, as PECs podem voltar a tramitar. 
Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, a intervenção é uma chantagem do governo Temer para usar como moeda de troca pela aprovação da reforma da Previdência. "Uma chantagem feita com a vida é o sangue do povo pobre das favelas cariocas", afirmou. 
Ela ressaltou que, com a efetivação da retirada de pauta da reforma, a pauta principal dos estudantes seria a garantia de eleições democráticas."Não está dado que vão ocorrer eleições livres para o povo escolher o próximo presidente. É preciso lutar para garantir isso. O povo sabe o que está acontecendo, usou do carnaval para se manifestar e isso preocupou os golpistas", completou.
O coordenador nacional da Frente Brasil Popular Raimundo Bonfim foi a liderança que demonstrou maior desconfiança da decisão de Temer. "Isso pode ser mais uma jogada do governo golpista. Precisamos manter a mobilização e ficar muito atentos. Os maiores interessados na reforma são os grupos de previdência privada e os bancos", afirmou.
Para a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Natália Szermeta, o governo Temer está de costas para a população. "Tudo que este governo faz é contra o povo pobre e trabalhador. O que o Rio de Janeiro precisa é de pagamento do salário dos servidores em dia, intervenção social. Não vamos aceitar que a juventude do Rio pague com a vida", afirmou.